domingo, junho 7, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

STF garante constitucionalidade do RenovaBio, mas não barra novas ações

Maria Reis por Maria Reis
25 novembro, 2025
em Leia mais
Tempo de leitura: 4 minutos
A A
0
Home Leia mais
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Distribuidoras pequenas e médias ainda querem questionar aplicação do programa pelo governo

Bandeiras do Brasil e MERCOSUL na frente do STF | Foto: Ismar Ingber

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou improcedente uma ação que questionava a constitucionalidade de vários artigos da lei do RenovaBio, programa de estímulo aos biocombustíveis. A decisão deve reduzir os questionamentos do programa na Justiça, mas não deve barrar a judicialização da política.

Leia mais

A justificativa dos Estados Unidos para propor novas tarifas ao Brasil

Plano Clima e plano segurança energética têm que andar de mãos dadas, diz Chambriard

Tarifa de 25% dos EUA poderá afetar etanol e açúcar do Brasil

Raízen apresenta plano de reestruturação e espera aprovação de mais de 70% dos credores

A lei do RenovaBio foi promulgada em 2017 e começou a ser aplicada no fim de 2019, quando as distribuidoras de combustíveis passaram a ser obrigadas a comprar créditos de descarbonização (CBios) para cumprir com metas estabelecidas pelo governo. Mas, nos últimos anos, cresceram as ações na Justiça de distribuidoras de pequeno e médio porte questionando o programa.

Em 14 de novembro, os ministros do STF acompanharam o voto do ministro Nunes Marques, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7617, que entendeu que a ação apresentada pelo PDT era improcedente. A ADI questionava diversos artigos da lei, incluindo dispositivos aprovados pelo Congresso no ano passado, que aumentaram as penalizações contra as distribuidoras inadimplentes com o programa.

Entre os produtores de biocombustíveis, havia a expectativa de que o julgamento colocasse um ponto final à judicialização do RenovaBio.

Mas Francisco Neves, presidente da Associação Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (ANDC), que representa as empresas que mais têm litigado contra o programa, disse à reportagem que a decisão não impede que as distribuidoras continuem a buscar a Justiça.

“Qualquer que seja a decisão do Judiciário, nós respeitamos, mas exerceremos o direito de buscar recursos, seja no Judiciário ou no ambiente administrativo. Não vamos abrir mão desse preceito constitucional”, declarou.

Segundo ele, os questionamentos das distribuidoras na Justiça se voltam à aplicação da lei. O foco agora, disse, é fazer com que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) regulamente a divulgação da lista de distribuidoras inadimplentes. Com a lista, os vendedores de combustíveis ficam proibidos de negociar com as empresas listadas.

As distribuidoras pleiteiam que a lista seja divulgada apenas a partir do ano que vem e após a ANP abrir processo sancionador contra as distribuidoras inadimplentes com as metas deste ano. O argumento é de que não poderia ser divulgada uma lista com punições retroativas à aprovação das novas regras.

Neves, da ANDC, disse ainda que as distribuidoras devem continuar questionando na Justiça a aplicação de algumas regras do RenovaBio, como a forma de comercialização dos CBios, a certificação das biomassas e a definição das metas anuais.

Apesar disso, o advogado especialista na área e professor da FGV, Leonardo Munhoz, avalia que o julgamento elimina algumas controvérsias, diferencia o RenovaBio do mercado de carbono, e dá mais segurança jurídica aos produtores de biocombustíveis.

“Levantou-se na ADI a questão de que não haveria proteção ambiental no RenovaBio porque o CBio não teria adicionalidade. Mas o RenovaBio nunca foi uma política de mercado de carbono. O RenovaBio é uma política de incentivo a biocombustíveis”, afirmou Munhoz.

Segundo ele, dada essa diferença, não haveria necessidade de o CBio garantir que as emissões de gases de efeito estufa de fato baixem no setor de transportes. Caso o RenovaBio fosse reconhecido como um mercado de carbono, o CBio teria que garantir a adicionalidade, ou seja, seu uso teria que implicar na redução direta das emissões.

Em sua avaliação, a decisão do STF diferencia o CBio dos créditos de carbono e, inclusive, não permite que os CBios se tornem fungíveis no mercado voluntário de carbono. “São títulos diferentes para serviços ecossistêmicos diferentes”, afirmou.

Munhoz disse ainda que a decisão do STF encerra as questões sobre a constitucionalidade do programa, mas reconheceu que “não impede que se questione a regulamentação”.

Ele observou, inclusive, que o excesso de litigância é uma característica das leis ambientais brasileiras. “Vimos isso com o Código Florestal, com a lei dos bioinsumos, com a lei dos agrotóxicos. Existe um processo no Brasil de judicialização de todas as políticas ambientais”, afirma.

Mesmo assim, ele disse acreditar que a decisão do STF “deve dar mais segurança jurídica aos produtores de biocombustíveis”.

Por: Camila Souza Ramos | Fonte: Globo Rural

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Comissão Europeia defende aumento dos biocombustíveis para “limpar” transportes pesados

Próximo post

Com investimento japonês, Ministério da Agricultura prevê recuperação de 3 milhões de ha

Maria Reis

Maria Reis

Notícias Relacionadas

A justificativa dos Estados Unidos para propor novas tarifas ao Brasil

A justificativa dos Estados Unidos para propor novas tarifas ao Brasil

5 junho, 2026
Conversão de refinaria da Petrobras no RS em biorrefinaria começa no segundo semestre

Plano Clima e plano segurança energética têm que andar de mãos dadas, diz Chambriard

5 junho, 2026
Etanol dos EUA poderá entrar no RenovaBio, diz secretária do MDIC

Tarifa de 25% dos EUA poderá afetar etanol e açúcar do Brasil

4 junho, 2026
RAIZEN

Raízen apresenta plano de reestruturação e espera aprovação de mais de 70% dos credores

4 junho, 2026
Eike Batista retoma defesa da “supercana” e diz que BNDES pode ser potencial parceiro

Desembolso no Plano Safra 2025/26 até maio recua 12%, para R$ 305,611 bilhões

4 junho, 2026

Brasil pode construir rota própria para descarbonizar a mobilidade

2 junho, 2026

Subsídio à gasolina pode reduzir estoques de etanol e pressionar usinas, diz analista

2 junho, 2026
BNDES lança edital com até R$ 5 bilhões para fundos de economia verde

BNDES amplia orçamento, setores atendidos e condições do BNDES Mais Inovação

2 junho, 2026

Economista e diretor da DATAGRO, Guilherme Nastari irá palestrar no Visio Tech Summit

1 junho, 2026
Lucro do CTC caiu 5% no 4º trimestre de 2025/26, mas subiu 23% na safra

Lucro do CTC caiu 5% no 4º trimestre de 2025/26, mas subiu 23% na safra

29 maio, 2026
Carregar mais
Próximo post
Com investimento japonês, Ministério da Agricultura prevê recuperação de 3 milhões de ha

Com investimento japonês, Ministério da Agricultura prevê recuperação de 3 milhões de ha

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Novo proprietário da usina Laranjeiras promete quitar débitos com fornecedores

Novo proprietário da usina Laranjeiras promete quitar débitos com fornecedores

1 junho, 2026
Prejuízo da Tereos acende alerta: eficiência será teste decisivo para usinas na safra 2026/27

Prejuízo da Tereos acende alerta: eficiência será teste decisivo para usinas na safra 2026/27

3 junho, 2026
Raízen paga R$ 300 mil à CVM para encerrar processo sobre operação “fantasma” de E2G

Raízen terá que repactuar parte de seus R$ 25 bilhões em pendências tributárias

1 junho, 2026
Inpasa e Amaggi planejam investir, juntas, ao menos R$ 12 bi em usinas de etanol de milho

Inpasa vê mercado “tirando o pé”, mas mantém plano de abertura de novas usinas

1 junho, 2026
3tentos amplia usina de etanol de milho em 30%; projeto vai a quase R$ 1,2 bilhão

El Niño já muda plano de empresas do agro antes do início da safra de grãos 2026/27

5 junho, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36