Projeto administrado pela Case IH em Mato Grosso também observou redução com custos de produção e em emissões de carbono

A Case IH divulgou os resultados da safra 2024/2025 da Fazenda Conectada, uma área-teste de aproximadamente 3 mil hectares em Água Boa (MT). Por lá, são aplicadas técnicas, máquinas e inovações voltadas para a agricultura digital com o foco na conectividade. De acordo com a empresa, a produção de soja nesse ciclo foi de 14 mil toneladas, o que representou uma produtividade média 27% maior do que a média brasileira.
“Esse bom desempenho é resultado de um conjunto de fatores como boas práticas de manejo, tomada de decisão orientada pela gestão de dados, capacitação de pessoas e uso de tecnologias de ponta, que vão desde o preparo do solo até a colheita. Isso garantiu menor custo de produção e maior rendimento, fatores essenciais para o produtor rural que tem enfrentado um cenário desafiador nos últimos tempos”, disse, em nota, o diretor de Marketing e Comunicação da Case IH para América Latina, Leandro Conde.
Considerando apenas áreas agrícolas de plantio de soja, a produtividade média obtida foi de 75 sacas por hectare. Para o estudo, foram observados os números do 10º levantamento da safra 2024/2025 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que, na época, apontava uma média produtiva aproximada de 59,3 sacas por hectare. Com relação à produtividade média da região de Água Boa, o resultado é 19% maior e, no comparativo com o obtido no Estado de Mato Grosso, o desempenho é 14% superior.
O projeto da Fazenda Conectada é uma parceria com a TIM feita em 2021 e, desde então, o melhor ciclo produtivo tinha sido o de 2022/2023, com uma média de 68 sacas por hectare. Com isso, houve um incremento de produtividade de 10% na temporada 2024/2025, que agora é a melhor da série histórica do projeto.
A pesquisa sobre o impacto da conectividade é feita pela Agricef com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Economia com custo também foi observada
A empresa também avaliou as emissões de carbono na aplicação de defensivos e no uso de combustível no maquinário. Foi observada uma redução de 23,6% nessas emissões por saca de soja em relação à safra de 2023/2024.
O estudo mostrou ainda uma redução de 7% no custo médio por hectare. Segundo a empresa, foi uma economia de R$ 1,5 milhões considerando toda a área plantada. Essa queda foi provocada por uma retração nos gastos com combustíveis, adubação da cobertura e insumos.
Somente em combustível, houve uma redução no consumo de 32%, o que significou 99,4 mil litros a menos de diesel. A frota usada nas atividades foi reduzida em um trator e uma plantadeira, o que também contribuiu para o resultado nos custos de produção.
Outro fator observado é o tempo de colheita. Foi reduzida em 8 dias a janela de colheita, cerca de 22% a menos nos dias destinados para essa atividade.
Tecnologias mais precisas e uso de estação meteorológica em tempo real
Entre as novidades aplicadas na safra 2024/2025, uma delas é a FarmXtend. Basicamente, é uma estação meteorológica que indica dados da condição climática de um determinado local em tempo real. A funcionalidade auxilia numa melhor tomada de decisão em pontos como semeadura e colheita.
Outras incorporações foram:
- XactPlanting: usado para um plantio mais preciso e individualizado;
- FieldXplorer: tecnologia mapeia, cria relatórios e monitora a lavoura por meio de imagens aéreas feitas por drones;
- New Gen: nova geração de máquinas agrícolas.
Para as safras seguintes, há expectativa de inclusão de outras tecnologias, como o uso de drones de aplicação. Uma solução de pulverização seletiva também deve ser incorporada no manejo da fazenda modelo.
Por: Daumildo Júnior | Fonte: Agro Estadão
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