
A usina sucroenergética Laranjeiras, em Vicência (PE), está sob novo controle. A unidade foi assumida pelo empresário Artur de Morais, dono da Frango Dourado, empresa focada no abate e processamento de aves com sede nos municípios de Carpina e Machados.
De acordo com a Associação dos Fornecedores de Cana do Estado de Pernambuco (AFCP), em nota, a novidade foi bem recebida pelos 700 fornecedores de cana da unidade, que ainda não receberam nada pela matéria-prima da última safra, nem tinham mais perspectivas para seguir produzindo diante do fechamento da usina.
Artur de Morais recebeu a visita do presidente da Associação dos Fornecedores de Cana do Estado de Pernambuco (AFCP), Alexandre Andrade Lima. Na reunião, o novo controlador garantiu que pagará os R$ 13 milhões em débitos da usina com a cana dos fornecedores. Ele também apresentou um calendário de pagamento para a quitação nos próximos dois meses.
Até o dia 12 de junho, a companhia deve receber todos os canavieiros com pendências no recebimento de até R$ 10 mil. Os demais já começaram a receber parceladamente, com prazo final até o mês de agosto.
Ainda de acordo com a AFCP, a promessa é que os cerca de 4 mil empregos serão mantidos com a garantia do funcionamento da usina.
Segundo a nota, Andrade Lima parabenizou Artur de Morais “pela coragem, honradez e por acreditar no potencial do setor bioenergético do estado”. Ele também agradeceu ao grupo Pontes, de Armando e Alexandre Pontes, “por ter encontrado um empresário para dar seguimento às atividades da Laranjeiras”.
A reunião entre Morais e o presidente da AFCP também teve a presença de Alexandre Pontes e do novo gestor administrativo da usina. “A garantia do funcionamento da Laranjeiras também ajudará na reativação do campo. Tratos culturais devem voltar a ser realizados nos canaviais da usina e dos 700 fornecedores independentes”, disse a associação, em nota.
A AFCP ainda declarou que aguarda a liberação, por parte do Governo Estadual, de R$ 72 milhões em adubo para o setor. A entidade afirma que deve priorizar a entrega para os fornecedores da usina Laranjeiras, dado que eles estão sem recursos devido a não quitação da cana fornecida na última safra.
Fonte: AFCP
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