
A Usina da Mata apresentou resultados de sua estratégia de irrigação inteligente durante o 27º Seminário de Mecanização e Produção de Cana-de-Açúcar do Grupo IDEA. Segundo José Carlos Contiero, gerente de produção agrícola da companhia, o avanço tecnológico foi adotado em resposta ao aumento do déficit hídrico no oeste paulista, que passou de cerca de 486 mm para quase 700 mm nos últimos sete anos, alta de 43%.
Para enfrentar esse cenário, a usina estruturou um plano diretor com investimento de R$ 60 milhões. Com isso, ampliou de 7 para 21 frentes de irrigação e alcançou cerca de 36 mil hectares fertirrigados, em um movimento voltado a dar mais estabilidade à produção e reduzir os impactos das oscilações climáticas sobre o canavial.
A digitalização também ganhou peso na operação. Hoje, 63% dos comandos já são feitos de forma automatizada, com aproximadamente 23 mil operações remotas, o que permitiu maior controle sobre a aplicação e redução de falhas operacionais. Segundo Contiero, a diferença entre o planejado e o realizado caiu com a possibilidade de medir e corrigir a operação em tempo real.
Os ganhos de eficiência já aparecem nos indicadores internos. De acordo com o conteúdo divulgado, o avanço operacional chega a 32%, acompanhado de redução de mão de obra e maior controle das frentes de trabalho. O tema ganha ainda mais relevância diante do peso da operação no custo da cana, já que dados do Pecege citados no material apontam que essa etapa representa 52% do custo de produção, com custo médio de R$ 175 por tonelada e produtividade de 75,5 toneladas por hectare.
Por: Maria Reis | Fonte: CanaOnline
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