sexta-feira, maio 8, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Por que a guerra no Irã fez disparar o preço dos fertilizantes

Maria Reis por Maria Reis
24 março, 2026
em Mundo Agro
Tempo de leitura: 4 minutos
A A
0
Home Mundo Agro
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Preço da ureia, utilizada na fabricação de nitrogenados, teve alta de 50% desde o início do conflito

Brasil compra no exterior cerca de 85% dos nutrientes utilizados na agricultura — Foto: Cláudio Neves/Portos do Paraná

O conflito no Oriente Médio, que entrou na quarta semana, tem provocado repercussão imediata no agronegócio brasileiro. A principal consequência é o impacto no preço dos fertilizantes, insumos essenciais às lavouras de soja e milho, por exemplo, alguns dos principais cultivos agrícolas do Brasil.

Leia mais

Inpasa contrata Guilherme Nolasco para liderar área de relações governamentais

Valtra aposta em tratores a biometano e etanol

Josiani Napolitano assume a presidência da ABiogás

“Mais de 50% do agro brasileiro passa pelo Porto de Santos”, diz presidente da Autoridade Portuária

O preço da ureia, utilizada na fabricação de fertilizantes nitrogenados, teve alta de 50% desde o início da guerra, chegando nesta semana a US$ 725 a tonelada, segundo a consultoria StoneX. No caso do MAP (fosfato monoamônico), cotado a US$ 845, a elevação foi de 14% no mesmo período.

O motivo é o impacto da guerra sobre o fornecimento da principal matéria-prima dos fertilizantes e sobre sua logística de exportação.

“Fertilizantes são feitos a partir de gás natural”, explica o economista norte-americano Paul Krugman, Nobel de Economia em 2008.

“O gás natural pode ser exportado, e é exportado em grandes quantidades a partir do Golfo Pérsico. Mas isso é caro: é preciso resfriá-lo intensamente, liquefazê-lo e transportá-lo em terminais e navios especiais. Mas outra coisa que você pode fazer com o gás natural disponível naquela região é convertê-lo em fertilizante, que é muito mais fácil de transportar”, resumiu Krugman, em vídeo publicado no seu canal no YouTube.

A produção de gás natural, por sua vez, está relacionada ao fato de a região contar com grandes reservas geológicas, com uma das maiores concentrações de gás do mundo.

Uma parcela importante dos fertilizantes produzidos no planeta vem dessa região e passa pelo Estreito de Ormuz, pedaço de oceano entre o golfo de Omã e o golfo Pérsico, onde a navegação enfrenta restrições desde o início dos ataques.

No caso da ureia, o Oriente Médio representa 41% das exportações mundiais, somando 22 milhões de toneladas. A região conta ainda com 21% do comércio internacional de TSP (Triplo Superfosfato), MAP (Fosfato Monoamônico) e DAP (Fosfato Diamônico).

O preço da guerra

O cenário geopolítico já vinha influenciado esse mercado, por exemplo, com a guerra entre Rússia e Ucrânia, que segue em andamento. Os russos exportam cerca de 5 milhões de toneladas de fósforo anualmente.

“Quem poderia ‘ajudar’ é a Arábia Saudita, mas que fica no Oriente Médio, então é complicado. Poderia sair não pelo Estreito de Ormuz, mas pelo Mar Vermelho. E aí passava pelo Canal de Suez para fazer o escoamento. Mas hoje o custo de fazer essa essa mudança de porto, de uma costa para outra, é muito alto. É um plano B que está sendo estudado ainda”, afirma Renato Françoso, consultor de gerenciamento de risco de fertilizantes da StoneX.

Segundo maior produtor mundial de ureia, a Índia recebe parte do gás natural para produção do Irã. “Se ele (Irã) para de exportar gás natural para a Índia, a Índia diminui produção, precisa importar mais e aí é jogar gasolina na fogueira, porque a Índia é uma gigantesca consumidora”, acrescenta Françoso.

Outro fator que agrava o cenário é o fato de que a China, maior produtor mundial de fertilizantes, restringiu recentemente as suas exportações, com o objetivo de proteger o mercado interno. O gigante asiático produz quase 70 milhões de toneladas de ureia.

E o Brasil?

O conflito reacendeu o alerta sobre a dependência brasileira de fertilizantes importados. O país compra no exterior cerca de 85% dos nutrientes utilizados na agricultura, segundo a Embrapa, o que deixa o agronegócio vulnerável a crises geopolíticas e oscilações no mercado internacional.

Em 2022, após a eclosão da guerra da Ucrânia, o Brasil despertou para a importância do tema e lançou o Plano Nacional de Fertilizantes.

Em janeiro deste ano, a Petrobras retomou a produção de nitrogenados no Nordeste. A capacidade de produção é calculada em 3,1 mil toneladas de ureia por dia, o que corresponde a 12% do mercado nacional. Já o Projeto Autazes, da Potássio do Brasil, prevê a exploração do nutriente no Amazonas.

“Estamos vendo alguns avanços, a Petrobras está retornando ao setor de nitrogenados, então isso pode ser uma opção viável. Não conseguimos suprir toda a nossa demanda, mas em momentos como esse, em que o preço internacional fica muito caro, podemos ter algum incentivo para que essa indústria cresça e para fornecer alguns volumes internamente e aliviar um pouco esse cenário de dependência”, resume Maísa Romanello, analista de fertilizantes da Safras & Mercado.

Por: Danton Boatini Júnior | Fonte: Globo Rual

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Caramuru aposta em B16 em 2026 e aguarda aval do BNDES para usina de etanol de milho

Próximo post

Diesel fica mais restrito e mais caro entre a colheita e o plantio da 2ª safra

Maria Reis

Maria Reis

Notícias Relacionadas

Inpasa contrata Guilherme Nolasco para liderar área de relações governamentais

Inpasa contrata Guilherme Nolasco para liderar área de relações governamentais

8 maio, 2026
Valtra aposta em tratores a biometano e etanol

Valtra aposta em tratores a biometano e etanol

7 maio, 2026
Josiani Napolitano assume a presidência da ABiogás

Josiani Napolitano assume a presidência da ABiogás

5 maio, 2026
“Mais de 50% do agro brasileiro passa pelo Porto de Santos”, diz presidente da Autoridade Portuária

“Mais de 50% do agro brasileiro passa pelo Porto de Santos”, diz presidente da Autoridade Portuária

26 abril, 2026
Abertura da 31ª Agrishow destaca inovação, resiliência e protagonismo do agro brasileiro

Abertura da 31ª Agrishow destaca inovação, resiliência e protagonismo do agro brasileiro

26 abril, 2026
Coopercitrus celebra 50 anos e leva à Agrishow estrutura de insumos, crédito e tecnologias

Coopercitrus celebra 50 anos e leva à Agrishow estrutura de insumos, crédito e tecnologias

24 abril, 2026
Entregas de fertilizantes no Brasil caíram em setembro

Dependência externa em fertilizantes expõe Brasil a riscos com tensões em Ormuz

24 abril, 2026
ControlAG leva a pesagem da cana para o campo e transforma a gestão logística no setor

ControlAG leva a pesagem da cana para o campo e transforma a gestão logística no setor

23 abril, 2026
Produção de DDG deve superar 15 milhões de toneladas até 2030

Produção de DDG deve superar 15 milhões de toneladas até 2030

23 abril, 2026
Centro-Sul deve moer 598,8 mi t de cana na safra 2025/26, queda de 3,7%, avalia StoneX

Canaoeste abre safra 2026/27 com foco em custos e clima

23 abril, 2026
Carregar mais
Próximo post
Diesel fica mais restrito e mais caro entre a colheita e o plantio da 2ª safra

Diesel fica mais restrito e mais caro entre a colheita e o plantio da 2ª safra

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Raízen, aumento de capital em US$ 1,5 bi? Quais as fontes de recursos?

Raízen (RAIZ4): O que está por trás da queda de até 7% nesta segunda-feira (27)?

30 abril, 2026
Da ousadia ao pé no freio? O alerta deixado pela Agrishow 2026

Da ousadia ao pé no freio? O alerta deixado pela Agrishow 2026

4 maio, 2026
Segmento de irrigação sai otimista da feira Agrishow neste ano

Segmento de irrigação sai otimista da feira Agrishow neste ano

6 maio, 2026
Veja a lista das oito maiores empresas de tratores agrícolas do mundo

Veja a lista das oito maiores empresas de tratores agrícolas do mundo

23 janeiro, 2026
Onça-pintada é flagrada em área de usina em Minas Gerais

Onça-pintada é flagrada em área de usina em Minas Gerais

6 maio, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36