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Raízen já tem adesão para aprovar o plano e bondholders entram na conta

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
4 junho, 2026
em Usinas
Tempo de leitura: 3 minutos
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Home Setor bioenergético Usinas
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Plano de recuperação extrajudicial pode chegar a 75% de adesão

A Raízen fechou um acordo com os credores para protocolar o plano de recuperação extrajudicial e reestruturar a dívida de R$ 65 bilhões. Os detentores de R$ 27 bilhões emitidos no exterior, que representam 40% da dívida, também farão parte do plano, apurou o Pipeline.

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A empresa estava com negociações mais avançadas com os credores locais e conseguiu nos últimos dias trazer os estrangeiros de volta à mesa. Assim, o quórum de credores que dão suporte ao plano deve ficar bem acima do exigido por lei (50% mais um), podendo chegar a 75%.

Os credores agora devem votar a aprovação do plano em seus comitês e na assembleia dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA).

A companhia converterá 45% da dívida em equity ao preço de R$ 0,25 por papel, com os credores devendo ficar com mais de 80% da empresa. O restante da dívida será trocado por novos papéis que serão emitidos pela Raízen Combustíveis e pela Raízen Energia, na proporção de 37,4% e 17,6%.

Os títulos da Raízen Combustíveis terão remuneração de CDI mais 2,75%, 8,50% ao ano em dólar ou 7,65% a.a.em euro a depender do credor, se local ou estrangeiro, com vencimento em 2032 e 2034.

Os papéis a serem emitidos pela Raízen Energia terão vencimento em 2033 e 2035, com remuneração de CDI mais 1,25% ou 7% a.a. em dólar ou 6,15% a.a. em euro. Os credores ainda tem a opção de receber a dívida em dinheiro com desconto de 80% em 2047 ou 75% do valor do crédito em dinheiro ou R$ 9,750 com valor total limitado desses pagamentos a R$ 150 milhões. Os detentores dos CRAs devem receber a remuneração em CDI nos dois casos.

A companhia ainda será divida em duas até o fim de 2027 separando a parte de açúcar e etanol, Raízen Energia, da parte de combustíveis. O plano ainda contempla a venda de ativos, como da operação na Argentina, que poderá levantar até US$ 1,4 bilhão, além de desinvestimentos adicionais envolvendo ativos com capacidade de moagem entre 10 milhões e 15 milhões de toneladas.

A Raízen entrou com pedido de recuperação extrajudicial em março para reestruturar a dívida e buscar uma estrutura de capital menos alavancada. O acordo prevê um aporte de R$ 3,5 bilhões pela Shell e poderá ter uma injeção de R$ 500 milhões de Rubens Ometto, o que deve ser decidido até o primeiro trimestre de 2027.

Se Ometto fizer o aporte, ele poderá ter um assento no conselho de administração. Até lá, a companhia será comandada por um comitê de transição liderado pelo CFO, Lorival Luz.

Por: Silvia Rosa, Pipeline | Fonte: Globo Rural

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