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Mitos e Verdades: Raízen alerta para os perigos dos incêndios em canaviais e reforça a importância da prevenção

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
11 agosto, 2026
em Usinas
Tempo de leitura: 7 minutos
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Home Setor bioenergético Usinas
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Com a chegada do período de estiagem, companhia esclarece as principais dúvidas sobre focos de incêndio e destaca o papel da conscientização e da tecnologia no combate ao fogo 

Com a proximidade dos meses mais secos do ano, o risco de incêndios em áreas verdes e canaviais acende um alerta para o setor sucroenergético e para toda a sociedade.  

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Com o objetivo de esclarecer o que é “Fato” e o que é “Fake”, a Raízen oferece uma série de dicas ao identificar focos de incêndio e como a população deve se proteger.  

“Mais do que preservar a produção agrícola, combater os incêndios é uma prioridade socioambiental, que envolve a segurança das comunidades vizinhas, a conservação da fauna e da flora e a qualidade do ar, e também do solo e da água”, destaca Hamilton Jordão, gerente de Operações Agrícolas da Raízen. 

A seguir, a Raízen esclarece os principais “Mitos” e “Verdades” sobre incêndios em canaviais: 

• A colheita de cana-de-açúcar precisa do fogo para acontecer. 

MITO. Há muitos anos o setor sucroalcooleiro evoluiu. A Raízen eliminou integralmente a queima da palha de cana-de-açúcar no estado de São Paulo e em outros estados onde atua, adotando exclusivamente métodos de colheita mecanizada. Dessa forma, a empresa assegura que não possui qualquer envolvimento com focos de incêndio ou práticas de queimadas em suas frentes de operação no campo. O fogo não faz parte do processo produtivo e destrói a matéria-prima que seria transformada em energia limpa e açúcar. 

• A palha seca que fica no solo ajuda a propagar o fogo. 

VERDADE. A palha da cana que fica no campo é excelente para proteger o solo e reter umidade, mas, durante o período de seca rigorosa, ela se torna um combustível altamente inflamável. Por isso, qualquer faísca externa pode iniciar um grande incêndio. Dessa forma, a Raízen reforça que a população nunca deve acender fogueiras perto de áreas de vegetação, soltar balões (o que é crime) ou queimar lixo nas estradas. 

Legenda: Para mitigar os riscos de incêndios, a Raízen monitora suas áreas agrícolas 24 horas por dia por meio de satélites e torres de vigilância com câmeras de alta definição – crédito: Divulgação Raízen

• A maioria dos incêndios em canaviais é criminosa ou causada por imprudência.

VERDADE. Quedas de balões, bitucas de cigarro jogadas nas margens de rodovias, queima de lixo, rituais religiosos e fogueiras mal apagadas são as principais causas de focos de incêndio. A combinação de baixa umidade, ventos fortes e calor faz com que o fogo saia do controle em poucos minutos. Para que a população possa denunciar focos de incêndios, a Raízen disponibiliza a Central Contra Incêndios pelo telefone 0800 770 22 33, canal aberto a colaboradores, fornecedores e comunidades para que possam fazer o reporte imediato de ocorrências em canaviais, reforçando também o acionamento do Corpo de Bombeiros, pelo 193. 

• O vidro ou pedaços de garrafa jogados no mato podem causar fogo sozinhos. 

VERDADE. É conhecido como “efeito lupa”. Quando garrafas de vidro ou pedaços de espelho são deixados sob o sol forte, podem concentrar os raios solares em um único ponto da vegetação seca, gerando calor suficiente para iniciar uma chama. 

• Os incêndios não trazem prejuízo financeiro para as usinas, pois a cana queimada ainda é aproveitada.

MITO. O prejuízo é enorme. O fogo destrói os microrganismos do solo, mata a planta antes do seu ciclo biológico, reduz drasticamente a qualidade do açúcar-da-cana e danifica equipamentos agrícolas. Além de dizimar lavouras, o fogo em canaviais interrompe o tráfego em rodovias e aeroportos, provoca acidentes graves devido à fumaça, danifica equipamentos, causa apagões elétricos e interrompe o funcionamento de escolas e empresas. Sem contar que o custo logístico de mobilizar frotas de combate ao fogo também é alto.

A Raízen, por sua vez, possui um planejamento de colheita ao longo da safra para que a cana seja colhida no período mais adequado, momento em que concentra a maior quantidade de sacarose e a produtividade é mais elevada. Quando os incêndios atingem o canavial antes desse período, o aproveitamento da matéria-prima é severamente prejudicado. Se o fogo ocorre em grandes proporções, a capacidade de processamento da indústria é superada. Vale destacar que, após três dias da queimada, a cana perde quase a totalidade de sua qualidade industrial. Portanto, os impactos do fogo sempre resultam em grandes prejuízos. 

Legenda: A Raízen conta com capacidade operacional de uma frota de brigada de 240 veículos (206 caminhões-pipa e 34 “VIR”, Veículos de Intervenção Rápida) – Crédito: Divulgação Raízen

• Queimar a cana é uma prática ambientalmente correta. 

MITO. A prática (seja criminosa ou autorizada em locais de relevo muito acidentado) libera grande quantidade de material particulado na atmosfera, afeta a qualidade do ar, mata a fauna local e emite gases de efeito estufa.

 • Incêndio é crime e pode resultar em prisão. 

VERDADE. Provocar incêndios em plantações é considerado crime ambiental (Lei de Crimes Ambientais nº 9.605/1998) e pode resultar em multas e reclusão do malfeitor.

Tecnologia de ponta no combate ao fogo 

Para mitigar os riscos de incêndios, a Raízen monitora suas áreas agrícolas 24 horas por dia por meio de satélites e torres de vigilância com câmeras de alta definição, que utilizam Inteligência Artificial, e permitem prever e mitigar riscos.

Para a safra deste ano, a companhia conta com capacidade operacional de uma frota de brigada de 240 veículos (206 caminhões-pipa e 34 “VIR”, Veículos de Intervenção Rápida) e um contingente de mais de 600 brigadistas dedicados, além de mais de 1.300 colaboradores treinados para suporte, que atuam em parceria com o Corpo de Bombeiros e usinas vizinhas, através de Planos de Auxílio Mútuo (PAM).

Como a população pode ajudar 

A prevenção é a melhor ferramenta. Para garantir agilidade no combate a focos de fogo, a Raízen disponibiliza a Central Contra Incêndios pelo telefone 0800 770 22 33, canal aberto a colaboradores, fornecedores e comunidades para o reporte imediato de ocorrências em canaviais, reforçando também o acionamento do Corpo de Bombeiros pelo 193.

Parcerias
 

Para ampliar o alcance da conscientização e a eficácia das respostas, a Raízen atua de forma coordenada com parceiros estratégicos — incluindo Corpo de Bombeiros, Polícias Rodoviária e Ambiental, prefeituras, associações e fornecedores de cana, além de empresas aliadas— promovendo treinamentos e campanhas educativas que mobilizam a sociedade no combate preventivo aos incêndios.

Sobre a Raízen

A Raízen, joint venture entre a Cosan e a Shell, atua na produção, logística de distribuição e comercialização de combustíveis e açúcar. Como licenciada da marca Shell, atua na distribuição de combustíveis, lubrificantes e outras especialidades no Brasil, além de operações de refino na Argentina e distribuição de derivados de combustíveis e lubrificantes na Argentina e no Paraguai, com uma rede de mais de 8 mil postos revendedores nos três países. A empresa possui mais de 30 mil colaboradores, 24 usinas e mais de 70 bases de distribuição de combustíveis no Brasil, além de presença em portos e aeroportos.

Fonte: Assessoria Raízen

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