quinta-feira, maio 7, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

A nova onda dos biocombustíveis como estratégia de descarbonização – Por: Rodrigo C. A. Lima

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
26 maio, 2023
em Biocombustíveis
Tempo de leitura: 6 minutos
A A
0
Home Bioenergia Biocombustíveis
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

A tônica do debate global sobre como alcançar a neutralidade climática até 2050, coração do Acordo de Paris, que visa limitar o aumento da temperatura global em no máximo 1,5ºC, exige se debruçar sobre como promover a tão almejada transição energética. Vale ponderar que 72% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEEs) advêm do setor de energia.

O “World Energy Outlook 2022”, da International Energy Agency, estima investimentos em energia limpa de mais de US$ 2 trilhões por ano até 2030, considerando as metas climáticas apresentadas pelos países por meio de suas contribuições nacionalmente determinadas, conhecidas como NDCs.

Leia mais

Açúcar dispara 270 pontos impulsionado pela alta da gasolina e suporte do etanol

Etanol de milho do Brasil avança em regulamentação internacional para uso marítimo

A aposta da FS, de etanol de milho, para crescer no Brasil, segundo o BTG

Paraguai assina decreto que exige 50% de etanol na mistura dos combustíveis

O plano de implementação de Sharm El-Sheikh, aprovado na COP-27, em 2022, aponta que são necessários US$ 4 trilhões de investimentos anuais em energias renováveis até 2030. Para o “World Energy Transitions Outlook 2023”, são necessários investimentos da ordem de US$ 5 trilhões anuais para que seja possível atingir a meta de neutralidade climática.

Todas as 166 NDCs submetidas pelos países até setembro de 2022 sugerem ações climáticas no setor de energia, o que enseja catalisar políticas que fomentem a geração de energia elétrica, eficiência energética, melhorias na transmissão de energia e fontes energéticas para transporte. Vale apontar que 58 países consideram o uso de biocombustíveis como parte de suas ações.

Neste cenário, é relevante questionar qual será o papel dos biocombustíveis como estratégia de descarbonização da matriz de transportes e de geração de energia elétrica no Brasil.

Em 2022, o consumo de biocombustíveis somou 26,74 bilhões de litros de etanol (anidro e hidratado) e 6,19 bilhões de litros de biodiesel. De acordo com o Plano Decenal de Energia (2022), a demanda por biocombustíveis vai alcançar 54,7 bilhões de litros em 2030, sendo 43 bilhões de litros de etanol e 11,7 bilhões de litros de biodiesel.

Como política de estímulo aos biocombustíveis, que favorece a eficiência na produção ao precificar o carbono nos ciclos produtivos, o RenovaBio é uma estratégia brasileira para catalisar a descarbonização no setor de transportes.

Entre março de 2003 e maio de 2020, o consumo de etanol evitou a emissão de mais de 515 milhões de toneladas de CO2eq, de acordo com cálculos da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), baseados em dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Em meio a visões de que a eletrificação dos transportes é a saída para a descarbonização, é estimulante observar as movimentações no mercado de biocombustíveis. Para tanto, é válido considerar que o debate atual envolve, além da diversificação de matérias-primas, avanços nas tecnologias de produção, biocombustíveis de 2ª geração, combustíveis de aviação sustentáveis ou “sustainable aviation fuels” (SAFs), produção de hidrogênio verde, geração de eletricidade a partir de biomassa e biogás gerados pelos insumos usados na produção de biocombustíveis, produção de grãos secos por destilação (DDG) para ração animal, dentre outros fatores.

Na prática, o Brasil deixou a primeira onda dos biocombustíveis e gerou uma enorme bagagem de aprendizados tecnológicos que permitem com que o País tenha, além dos carros flex e dos motores e ônibus a biodiesel, uma matriz de inovação composta por etanol avançado, SAF, biogás para eletricidade e transporte, biometano, que substitui o uso de diesel, bioeletricidade e, em um futuro próximo, hidrogênio verde.

Reduzir as emissões de GEEs é um cobenefício dessa matriz de energias renováveis baseadas nos biocombustíveis. O grau de inovação das novas plantas reflete o que se denomina economia circular, onde todos os insumos e coprodutos são utilizados e geram diversos produtos renováveis.

É preciso, ainda, considerar os benefícios socioeconômicos gerados pelos biocombustíveis, afinal, há uma inerente correlação entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: ODS13 (mudanças do clima), ODS7 (segurança energética), ODS9 (indústria, inovação e infraestrutura), ODS 11 (cidades e comunidades sustentáveis), ODS 2 (segurança alimentar), dentre outros.

Basta observar a trajetória do etanol de milho tropical, que há apenas alguns anos basicamente não existia. Na safra 2022/23 foram produzidos aproximadamente 4 bilhões de litros de etanol de milho e em 2030 espera-se alcançar 9 bilhões de litros. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê 33 novas usinas de etanol de milho até 2032. O etanol de milho brasileiro usa milho da 2ª safra, o que traz ganhos expressivos no balanço de GEEs, além de agregar biomassa de eucalipto e outras fontes.

Na agenda de SAF, o Brasil possui o ProBioQAV como política pública, que visa incentivar a produção e o consumo de SAF baseado em mandato para reduzir as emissões pelos operadores aéreos, incentivos à inovação para produção de SAF e diretrizes para o subsídio à pesquisa e ao desenvolvimento, logística, tributação, governança e metas de descarbonização.

O ímpeto de investimentos no setor não se restringe ao Brasil. A “Honeywell International” e o “Summit Agricultural Group” anunciaram recentemente construção da maior planta de SAF do mundo, somando US$ 1 bilhão, para produzir a partir de etanol de várias fontes. Na Europa, o “World Fuel Services” e o “Neste” assinaram acordo para ampliar a produção de SAF, saltando de 13 para 40 aeroportos abastecidos.

O mantra da descarbonização passa pela criação de políticas que estimulem novos negócios e investimentos de baixo carbono. A nova onda dos biocombustíveis inaugura uma fase exponencial de desenvolvimento de baixo carbono, de empregos verdes, de inovação de ponta.

Vale considerar, ainda, que a descarbonização propiciada por esses investimentos em transição energética para geração de energia elétrica e transportes dará, às empresas brasileiras, capacidade de produzir com menos emissões de GEEs. Em tempos de medidas de carbono na fronteira, isso é um diferencial competitivo que não pode ser menosprezado.

A meta climática brasileira tem nos biocombustíveis um aliado enorme para descarbonizar emissões de transporte e da geração de eletricidade. A nova onda dos biocombustíveis no Brasil contribuirá significativamente para as metas climáticas do País e, muito além disso, fortalecerá a economia e o desenvolvimento brasileiros.

Rodrigo C. A. Lima

Sócio-diretor da Agroicone, advogado, doutor em Direito das Relações Econômicas Internacionais pela PUC-SP, possui 19 anos de experiência em comércio internacional, meio ambiente e desenvolvimento sustentável no setor agropecuário e de energias renováveis

Fonte: Broadcast

◄ Leia outras notícias

Clique AQUI, entre no grupo de WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real ou nos acompanhe através do Telegram

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Câmara aprova urgência para marco temporal de terras indígenas; governo libera a base

Próximo post

Etanol/Milho: FS começa a operar unidade em primavera do leste (MT); custo da obra ficou aquém do previsto

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Açúcar/Cepea: Médias oscilam com força, de acordo com tipo negociado

Açúcar dispara 270 pontos impulsionado pela alta da gasolina e suporte do etanol

6 maio, 2026
Saiba quem são as três maiores produtoras de etanol de milho no Brasil

Etanol de milho do Brasil avança em regulamentação internacional para uso marítimo

5 maio, 2026
Etanol de milho cresce 18 vezes em sete anos no Brasil

A aposta da FS, de etanol de milho, para crescer no Brasil, segundo o BTG

5 maio, 2026
Be8 projeta suprir 24% da demanda gaúcha por etanol anidro com usina de trigo

Paraguai assina decreto que exige 50% de etanol na mistura dos combustíveis

4 maio, 2026
Etanol/Cepea: Indicadores têm leve queda em SP

Parlamentares pressionam CNPE por mais biocombustíveis

1 maio, 2026
Be8 projeta suprir 24% da demanda gaúcha por etanol anidro com usina de trigo

E32 reduz pressão sobre hidratado e pode enxugar oferta de açúcar em 1,6 mi t

29 abril, 2026
Biocombustível de canola de segunda safra pode reduzir emissões da aviação em até 55%

Biocombustível de canola de segunda safra pode reduzir emissões da aviação em até 55%

27 abril, 2026
Etanol/Cepea: Indicadores têm leve queda em SP

Etanol de soja avança no RenovaBio e coloca CJ Selecta na rota dos CBios

27 abril, 2026
Etanol: Anidro e Hidratado fecham a semana em baixa

Governo deve anunciar aumento da mistura do etanol na gasolina para 32%

27 abril, 2026

Da canola à macaúba, agronegócio diversifica culturas para produzir etanol e biodiesel

20 abril, 2026
Carregar mais
Próximo post

Etanol/Milho: FS começa a operar unidade em primavera do leste (MT); custo da obra ficou aquém do previsto

Mais lidas da semana

  • Trending
Raízen, aumento de capital em US$ 1,5 bi? Quais as fontes de recursos?

Raízen (RAIZ4): O que está por trás da queda de até 7% nesta segunda-feira (27)?

30 abril, 2026
Da ousadia ao pé no freio? O alerta deixado pela Agrishow 2026

Da ousadia ao pé no freio? O alerta deixado pela Agrishow 2026

4 maio, 2026
Segmento de irrigação sai otimista da feira Agrishow neste ano

Segmento de irrigação sai otimista da feira Agrishow neste ano

6 maio, 2026
Veja a lista das oito maiores empresas de tratores agrícolas do mundo

Veja a lista das oito maiores empresas de tratores agrícolas do mundo

23 janeiro, 2026
Moagem de cana no Centro-Sul cresce 10,68% na segunda quinzena de agosto, mas recua no acumulado

Safra de cana-de-açúcar 2026/27 começa com aceleração na moagem

1 maio, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36