Faltam
00 Dias
|
00 Horas
|
00 Minutos
|
00 Segundos
para o
21º Prêmio Visão Agro Brasil
sexta-feira, janeiro 9, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • DESTAQUES
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • DESTAQUES
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

“Arquiteta” de usinas, americana Katzen aproveita boom do etanol de milho para colher projetos no Brasil

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
21 novembro, 2025
em Leia mais, Usinas
Tempo de leitura: 6 minutos
A A
0
Home Leia mais
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin
Área que vai receber planta de etanol de trigo da Be8, projetada pela Katzen, no RS | Foto: Divulgação

Em menos de uma década, o mercado brasileiro passou de coadjuvante a protagonista na estratégia de expansão da empresa especializada em projetos de plantas para produção de biocombustíveis

Com projetos em andamento, recém finalizados ou previstos de norte a sul do País – a construção de usinas de biocombustíveis fez com que fornecedores globais do setor colocassem uma lupa sobre o mercado brasileiro.

Leia mais

Diretoria da Orplana apresenta renúncia coletiva

Controladoras e BTG avaliam injeção de R$ 10 bi na Raízen, diz agência

Preços do açúcar caíram e liquidez dos negócios foi baixa no encerramento do ano

Usina Santa Terezinha perde ação em que pedia indenização por controle de preços da gasolina

Inexpressivo até 2018 nas agendas de executivos, engenheiros e de profissionais do setor de tecnologias para conversão de cereais em combustível, o Brasil inverteu esse cenário especialmente nos últimos cinco anos.

Além de ainda ter um número limitado de empresas e profissionais com o domínio de todos os processos e especificidades dessas indústrias, os altos investimentos justificam esse novo olhar para o País.

Cada usina exige, em média, o aporte de R$1,3 bilhão. Cifras que explicam porque algumas das principais referências globais em engenharia de processo para etanol e biorrefinarias têm incrementado suas equipes em busca de negócios por aqui.

Exemplo disso é a norte-americana Katzen International, que percebeu cedo o avanço brasileiro no setor e pegou carona nessa expansão.

A companhia tem como especialidade desenhar, do zero, plantas industriais capazes de transformar produtos agrícolas em energia e produtos de alto valor agregado — com eficiência, segurança e aproveitamento total dos coprodutos.

A expertise da companhia está sendo aplicada, por exemplo, na construção da primeira usina de etanol de trigo do Brasil, no Rio Grande do Sul, para a Be8, que já produz biocombustível a partir do milho, na cidade de Passo Fundo (RS).

A companhia norte-americana está entre as grandes referências do setor, se direcionando para onde a produção de biocombustível a partir de grãos germina e cria raízes. Fundada há mais de meio século em Cincinnati, nos Estados Unidos, a Katzen se concentrou durante duas décadas no hemisfério norte, acompanhando o avanço das usinas de etanol de cereais norte-americanas – e, posteriormente, na Europa e em diferentes continentes.

Nos últimos anos, porém, o epicentro de crescimento da Katzen mudou de coordenadas. Hoje, esse eixo está em território brasileiro.

“Há dez anos, o Brasil era coadjuvante no nosso portfólio global. Hoje é o maior mercado internacional da Katzen e o mais estratégico em expansão tecnológica”, afirma Hugo Morais, gerente global de negócios e responsável pela operação brasileira da companhia.

Em cerca de cinco anos, o País passou de um cliente eventual a um dos principais mercados da companhia fora dos Estados Unidos. São 16 plantas projetadas, 13 em operação e 3 em construção ou fase final de engenharia. As plantas em atividade já respondem, segundo a empresa, por cerca de metade do etanol de milho produzido no Brasil.

A Katzen não é uma indústria convencional, que fabrica objetos palpáveis – seu produto é o conhecimento técnico que transforma o conceito de uma usina em uma realidade industrial completa.

A atuação se inicia no design básico – conceitual – e avança para a revisão técnica e suporte de compras (com acompanhamento da seleção de fornecedores e validação dos equipamentos) e o comissionamento e startup (treinamento e suporte operacional até a entrega plena da performance projetada).

“Nós somos a inteligência por trás do processo. Nosso compromisso é garantir que a planta opere exatamente como foi desenhada”, explica Morais.

Cada usina projetada pela Katzen é, segundo ele, um sistema industrial vivo, em que nada é isolado. O desenho da planta parte do entendimento da matéria-prima local — no caso brasileiro, o milho — que possui características diferentes das variedades estrangeiras, exigindo ajustes finos que possibilitam o máximo rendimento em conversão de amido em etanol.

Antes de qualquer linha ser traçada, a localização da planta é analisada por completo, seja pelo milho, o clima ou a biotecnologia disponível na região. Os resultados definem o porte dos equipamentos, os parâmetros de operação, a capacidade de destilação e até os consumos de vapor, água e energia elétrica. O resultado é uma usina customizada para operar no limite da eficiência.

A engenharia da Katzen tem como premissa a integração total entre todos os setores e sistemas, compostos por colunas de destilação de alta performance; evaporadores de múltiplo efeito com reaproveitamento de energia; centrifugas, secadores de DDGS (coproduto proteico usado na ração animal) e plantas de óleo de milho, que recuperam cerca de 60% do óleo existente no grão.

O impulso brasileiro na carteira da multinacional

A chegada da Katzen ao Brasil coincidiu com o início da onda de investimentos em etanol de milho. O primeiro grande projeto foi o da Inpasa, em Sinop (MT), em 2018, que hoje se tornou a maior biorrefinaria de etanol de grãos do mundo.

Desde então, a empresa projetou praticamente todas as grandes plantas do setor — em Nova Mutum, Dourados, Sidrolândia e Balsas — consolidando um parque industrial que já ultrapassa 19 milhões de litros de etanol por dia em capacidade instalada.

A experiência brasileira redesenhou o próprio papel global da Katzen . O que começou como um braço técnico da matriz americana evoluiu para uma operação estratégica, com engenharia bilíngue e o estabelecimento de parcerias com engenharias locais de renome nacional para suporte em campo. Hoje, o Brasil é o maior polo internacional de projetos da empresa, superando inclusive operações históricas na Ásia e Europa.

“O mercado brasileiro é rápido, tecnicamente exigente e aprende com velocidade. As plantas Katzen no Brasil atingiram níveis de performance que não se observam em nenhum outro lugar do mundo.”, diz Morais.

A nova geração de projetos desenhados pela Katzen no Brasil vai além do etanol. O conceito agora é de biorrefinarias multiproduto, que utilizam milho, trigo e até resíduos agroindustriais para produzir etanol combustível e industrial, DDGS e óleo para nutrição animal e energia térmica e elétrica a partir da biomassa.

Assim, essas plantas deixam de ser simples destilarias para se tornar polos de bioenergia integrados, com impacto econômico e ambiental positivo nas regiões onde se instalam.

O avanço da companhia é também o retrato de um movimento mais amplo: a verticalização tecnológica do agronegócio brasileiro. De importador de soluções, o País tornou-se exportador de conhecimento e referência em eficiência de processos.

Hoje, engenheiros brasileiros já participam do desenvolvimento de projetos da companhia em outros continentes — um sinal de que o fluxo de inovação se inverteu.

“O Brasil é, mais uma vez, o protagonista mundial da produção de etanol. Aqui, a energia é limpa, de fonte totalmente renovável, e que abastece a única frota no mundo capaz de operar exclusivamente com 100% etanol”, resume Morais.

Por: Thiago Copetti | Fonte: AG Feed

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

CerradinhoBio deixa IPO em aberto e milho já representa 80% do etanol

Próximo post

Importação de açúcar pela China em outubro cresce 39%, diz governo

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Diretoria da Orplana apresenta renúncia coletiva

Diretoria da Orplana apresenta renúncia coletiva

8 janeiro, 2026
Raízen paga R$ 300 mil à CVM para encerrar processo sobre operação “fantasma” de E2G

Controladoras e BTG avaliam injeção de R$ 10 bi na Raízen, diz agência

8 janeiro, 2026
Preços do açúcar caíram e liquidez dos negócios foi baixa no encerramento do ano

Preços do açúcar caíram e liquidez dos negócios foi baixa no encerramento do ano

8 janeiro, 2026
Etanol: anidro recua 3,52% e hidratado desvaloriza 0,94% na semana

Usina Santa Terezinha perde ação em que pedia indenização por controle de preços da gasolina

7 janeiro, 2026
Contratos futuros do açúcar encerram a semana em baixa com valorização do dólar

Etanol avança no mix das usinas, mas El Niño pode fazer açúcar voltar a ser doce em 2026

7 janeiro, 2026

Coruripe registra lucro de R$ 321 milhões na safra 2025/26 até novembro com avanço de eficiência

6 janeiro, 2026
Inpasa e Amaggi planejam investir, juntas, ao menos R$ 12 bi em usinas de etanol de milho

Inpasa fará investimento de R$ 3,5 bilhões em etanol de milho em Mato Grosso

6 janeiro, 2026
Umoe Bioenergy mói 2,77 milhões de toneladas em 2025/26

Umoe Bioenergy mói 2,77 milhões de toneladas em 2025/26

6 janeiro, 2026

São Martinho fecha moagem da safra 2025/26 em 21,67 milhões de toneladas

5 janeiro, 2026
Jalles contrata R$ 200 milhões com BNDES para amenizar efeitos do tarifaço sobre açúcar orgânico

Jalles aprova aumento de capital de R$ 413,3 milhões

5 janeiro, 2026
Carregar mais
Próximo post
Açúcar/Cepea: A precificação de bioinsumos pelo Cepea/Esalq/USP: desafios e perspectivas para o estabelecimento de um mercado futuro

Importação de açúcar pela China em outubro cresce 39%, diz governo

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36