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CEO da Vibra prega agendas previsíveis em relação a mudanças na mistura do etanol

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
26 junho, 2026
em Mercado
Tempo de leitura: 4 minutos
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Home Mercado
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O CEO da Vibra, Ernesto Pousada, destacou nesta quarta-feira, 24, que a companhia acredita no potencial do etanol como produto para apoiar a jornada da transição energética, mas defendeu regulações claras, fruto de debates públicos, e agendas previsíveis em relação a mudanças na mistura.

“Nas bases de distribuição, realizamos as misturas necessárias conforme a regulação. Qualquer alteração normativa exige uma adaptação rápida de toda a cadeia logística – muitas vezes em prazos de 30 a 60 dias”, relata o executivo.

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Ele ainda completa: “Um ajuste de 1% ou 2% na mistura representa um volume expressivo na nossa escala. Embora a Vibra possua uma alta capacidade de reação, a antecipação e o planejamento são fundamentais para a eficiência e para a redução de custos”.

O comentário foi feito durante painel no evento Energy Summit, no Rio de Janeiro (RJ), ao ser questionado sobre a elevação do porcentual do etanol na gasolina.

O governo vem defendendo a mudança na mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina como uma forma de ampliar o consumo de biocombustíveis. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) tinha uma reunião agendada para esta quarta para aprovar o aumento da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%, mas a reunião foi cancelada.

Guerra no Oriente Médio

Sobre os efeitos da guerra no Oriente Médio, o executivo reforçou que a Vibra dobrou o volume de importação de diesel, mas não fez menções sobre novas encomendas no mercado externo. “Estamos conseguindo atravessar um período bastante conturbado da melhor maneira possível, conseguindo deixar os nossos clientes atendidos”, declarou.

A Vibra é a única distribuidora presente em todo o território nacional, com mais de 200 bases de distribuição e 7,5 mil postos nos quais circulam, mensalmente, cerca de 30 milhões de consumidores.

“No ano passado, embandeiramos mais de 400 postos. Então essa é a crença, dada o tamanho de nosso país e o potencial de crescimento, seguimos investindo no país”, complementou.

Irregularidades nos combustíveis

O CEO da Vibra ainda destacou que o saneamento de irregularidades no setor de distribuição de combustíveis ainda é um fator que preocupa as empresas do segmento. O executivo reconheceu “avanços significativos” nos últimos anos, mas defendeu um combate mais amplo a práticas ilícitas como “crime organizado, evasão fiscal, adulteração de produto”.

“Temos um trabalho bastante forte com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no sentido de combater as irregularidades. Trabalhamos junto com o Instituto Combustível Legal (ICL) para que esse país possa deixar para trás todas essas irregularidades, mas ainda temos uma agenda a executar e temos que avançar”, disse.

Sem fazer menções diretas a operações recentes da Polícia Federal e da Receita Federal, Pousada comentou que a questão é algo “que tira o sono do setor”.

No mesmo painel, o diretor-geral da ANP, Artur Watt, sustentou que a autarquia está comprometida em apoiar as operações, além de realizar suas atividades permanentes de monitoramento. “É algo inegociável”, garantiu.

Ele também defendeu o fortalecimento das agências reguladoras para o combate às irregularidades do setor. “É preciso agências reguladoras cada vez mais fortes, independentes e com todos os meios para cumprir a sua missão”, completa.

Nos últimos dias, as agências reguladoras federais viraram foco de uma disputa em torno de orçamento e autonomia, depois de um bloqueio imposto pelo governo federal no fim de maio.

No Congresso, no último dia 16, avançou um projeto que altera a Lei de Responsabilidade Fiscal para “blindar” parte do orçamento das agências contra as limitações bimestrais de empenho e movimentação financeira aplicadas quando há risco de descumprimento da meta fiscal.

Além da via legislativa, a reação também chegou ao Ministério Público Federal, com diferentes entidades questionando o que consideram falta de critérios técnicos para separar o que poderia ser bloqueado do que é essencial. Elas citam efeitos práticos já observados, como a suspensão do programa de monitoramento da qualidade dos combustíveis pela ANP.

Fonte: Agência Estado

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