quarta-feira, abril 15, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Com queda do preço do açúcar e guerra no Irã, agro brasileiro acelera aposta no etanol

Maria Reis por Maria Reis
31 março, 2026
em Mundo Agro
Tempo de leitura: 4 minutos
A A
0
Home Mundo Agro
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Superávit global de açúcar empurra cotações para baixo, mas tensão geopolítica encarece o petróleo e abre janela de oportunidade para o setor sucroenergético recuperar margens

O acirramento do conflito no Oriente Médio e a consequente disparada no preço dos combustíveis beneficiarão o setor sucroenergético, pressionado pela queda no preço do açúcar e pela competição com o etanol de milho.

Leia mais

Disponibilidade de fertilizante deve cair a nível recorde este ano, diz estudo

Atualização do Consecana-SP prevê ajuste de 4,5% com aplicação retroativa a 2024/25

Unica e Orplana fecham acordo sobre novas regras do Consecana

Setor sucroenergético lidera exportações e leva agro paulista a US$ 906 milhões com a Índia em 2025

Segundo dados da StoneX, o açúcar está atualmente negociado na faixa dos preços mais baixos dos últimos dez anos, comparável com o período da pandemia da covid-19. Em meio à tensão baixista, o movimento de migração para o etanol já está acontecendo.

“Nós vamos ter uma produção estimada de 40 milhões de toneladas de açúcar. É uma produção relativamente grande, só que já começa a trazer sinais de uma migração”, afirma o economista Ricardo Nogueira, gerente comercial de açúcar e etanol da StoneX. “O preço do açúcar vem caindo muito, e agora o etanol voltou a ser a bola da vez”.

Entre as empresas que também acreditam nesta mudança está a SCA Brasil. “Projetamos um recuo no mix de produção de açúcar das usinas do Centro-Sul de 51% para uma margem entre 47,5% e 48,5%”, afirma o CEO da trading, Martinho Seiiti Ono.

A migração já ocorria pressionada pela tendência baixista no adoçante de cana. Agora, surge um novo impulso com a expectativa de preços mais altos dos combustíveis após o fechamento do Estreito de Ormuz, canal no litoral iraniano por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Superávit de açúcar

O advento de estilos de vida mais saudáveis e de medicamentos para sobrepeso, como os agonistas do GLP-1, desaceleraram o crescimento do consumo de açúcar. Enquanto a StoneX monitorava avanços anuais de 2,5% até 2015, o avanço diminuiu para cerca de 1% ao ano no período pós-pandemia.

A queda de consumo é impulsionada sobretudo pelos Estados Unidos e União Europeia. Ao mesmo tempo, a demanda segue ascendendo alavancada por uma maior urbanização na Ásia e pelo crescimento demográfico global. A redução dos preços no adoçante de cana está assim muito mais ligada a um excesso de oferta.

“A queda nos Estados Unidos e na Europa ainda não equilibrou o crescimento de demanda em China, Ásia, Indonésia. Mas você teve grandes safras nos últimos anos, principalmente em Índia e Tailândia, que geraram esse produto adicional”, comenta Ricardo Nogueira, da StoneX.

Apenas as usinas indianas produziram 26,18 milhões de toneladas de açúcar entre 1º de outubro e 15 de março, um aumento de 10,4% em relação ao ano anterior.

Segundo os cálculos da StoneX, há um excedente de 870 mil toneladas de açúcar na safra 2025/2026. “Caso se confirme esse cenário de troca de mix do açúcar para o etanol, esse superávit global, que é bem pequeno, volta para déficit novamente. Aí podemos ver os preços voltarem a subir”, analisa Nogueira.

Ele apresentou os dados durante o 19º Congresso Internacional de Indústrias da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi).

Segundo o especialista, o movimento de plantas brasileiras rumo ao mix mais alcooleiro possível poderia tirar 2 milhões de toneladas do mercado.

O disputado mercado de etanol

A migração para um perfil mais voltado ao combustível, no entanto, não garante sozinha um bom momento para o setor, que precisa também que os preços do etanol permaneçam competitivos.

“Considerando uma média aproximada, os preços do etanol operaram abaixo do custo de produção entre 2023 e 2024, quando tivemos safra recorde no Centro-Sul brasileiro somada ao crescimento na casa dos 30% na produção de etanol de milho e à queda nos preços da gasolina”, explica Nogueira.

O etanol de milho tem um custo menor, além de conseguir produção o ano inteiro – a safra de cana começa em abril e termina entre outubro e novembro. “Praticamente a cada mês aparece uma empresa nova construindo uma planta de etanol de milho. Você tem uma oferta crescente”, diz o especialista.

Por: Matheus Almeida | Fonte: Isto É Dinheiro

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Brasil firma acordo com Turquia para garantir rota alternativa ao Estreito de Ormuz

Próximo post

Tereos amplia certificações entre fornecedores de cana na safra 2025/26

Maria Reis

Maria Reis

Notícias Relacionadas

Disponibilidade de fertilizante deve cair a nível recorde este ano, diz estudo

Disponibilidade de fertilizante deve cair a nível recorde este ano, diz estudo

14 abril, 2026
Atualização do Consecana-SP prevê ajuste de 4,5% com aplicação retroativa a 2024/25

Atualização do Consecana-SP prevê ajuste de 4,5% com aplicação retroativa a 2024/25

9 abril, 2026
Unica e Orplana fecham acordo sobre novas regras do Consecana

Unica e Orplana fecham acordo sobre novas regras do Consecana

7 abril, 2026
Moagem de cana no Centro-Sul cresce 10,68% na segunda quinzena de agosto, mas recua no acumulado

Setor sucroenergético lidera exportações e leva agro paulista a US$ 906 milhões com a Índia em 2025

7 abril, 2026
Área tratada com bioinsumos cresce 28% e atinge 194 mi ha em 2025/26, diz CropLife

Área tratada com bioinsumos cresce 28% e atinge 194 mi ha em 2025/26, diz CropLife

3 abril, 2026
Plano Safra 2025/26: orçamento prevê R$ 15 bi, porém mais R$ 1,6 bi devem ser necessários

Regra do CMN pode bloquear crédito rural até de produtor regular, avalia CNA

3 abril, 2026
Guerra expõe risco energético do Brasil, diz ex-chefe da Petrobras

Guerra expõe risco energético do Brasil, diz ex-chefe da Petrobras

31 março, 2026
Investimento em produção de petróleo e gás sobe 150% em 2024 ante 2022, diz ANP

Alta do petróleo deve afetar margens dos produtores de açúcar, aponta Rabobank

30 março, 2026
Nova tarifa dos EUA pode custar mais de R$ 550 milhões às exportações brasileiras de açúcar e etanol, aponta Datagro

Brasil deve reduzir exportações de açúcar com maior direcionamento da cana para etanol

27 março, 2026
Hugo Cagno Filho é nomeado Presidente de Honra da 32ª Fenasucro & Agrocana

Hugo Cagno Filho é nomeado Presidente de Honra da 32ª Fenasucro & Agrocana

26 março, 2026
Carregar mais
Próximo post
Operação da PF investiga alta de combustíveis em 11 estados e no DF

Operação da PF investiga alta de combustíveis em 11 estados e no DF

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Sócios da Raízen resistem a aporte maior e pedem nova proposta aos bancos

Sócios da Raízen resistem a aporte maior e pedem nova proposta aos bancos

13 abril, 2026
Raízen desinveste R$ 3,6 bilhões em simplificação de portfólio

Raízen tem reunião com credores, que não gostam da ideia de converter dívida em ações

9 abril, 2026
Prêmio Visão Agro Norte e Nordeste estreia com sucesso e reúne líderes do setor sucroenergético

Prêmio Visão Agro Norte e Nordeste estreia com sucesso e reúne líderes do setor sucroenergético

10 abril, 2026
Atualização do Consecana-SP prevê ajuste de 4,5% com aplicação retroativa a 2024/25

Atualização do Consecana-SP prevê ajuste de 4,5% com aplicação retroativa a 2024/25

9 abril, 2026
Usinas de destaque do setor bioenergético participam da 14ª edição do Prêmio Visão Agro Centro-Sul

Prêmio Visão Agro Norte-Nordeste acontece hoje em Maceió

9 abril, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36