sábado, agosto 1, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Combustíveis fósseis receberam quase R$ 81 bi em subsídios do Brasil em 2022

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
7 dezembro, 2023
em Leia mais
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Leia mais
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Os subsídios concedidos aos combustíveis fósseis no Brasil alcançaram R$ 80,9 bilhões em 2022, crescimento de 20% em relação a 2021 (R$ 67,7 bilhões) e cinco vezes mais do que o montante direcionado ao financiamento de renováveis (R$ 15,5 bilhões em 2022), mostra levantamento do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos).

A sexta edição do estudo sobre os subsídios ao setor fóssil mostra que eles dobraram nos últimos cinco anos.

Leia mais

Uso do arroz no etanol pode conter excedentes

Melhora das chuvas na Índia pressiona açúcar, mas déficits globais limitam perdas

Brasil poderá precisar exportar até 3,5 milhões de toneladas de DDG nos próximos anos, diz CEO da Cerradinho

Portugal e Brasil Buscam Investidores para Usinas de Combustíveis Sustentáveis na Europa

No ano passado, 43% dos incentivos à indústria do petróleo e gás (R$ 34,29 bilhões) vieram na forma de renúncias fiscais e tributárias voltadas às etapas da produção. Já a maior parte (57%) foi usada para financiar o consumo de combustíveis, no total de R$ 46,67 bilhões.

“Dois fatores puxaram o aumento dos subsídios no ano passado ligados ao consumo dos combustíveis fósseis. Primeiro, o contexto externo da guerra, que impactou o preço dos combustíveis, com o PPI ainda em vigor. Segundo, uma decisão político-eleitoreira do governo Bolsonaro de reduzir os impostos para esses combustíveis”, comenta Cássio Cardoso Carvalho, assessor político do Inesc.

De acordo com o estudo, o principal apoio às empresas de energia fóssil é o Repetro, que nos últimos cinco anos significou R$ 159 bilhões em renúncias. Em 2022, o país deixou de arrecadar R$ 12,2 bilhões.

O Repetro é um regime aduaneiro especial de exportação e importação de bens destinados a atividades de pesquisa e de lavra das jazidas de petróleo e gás natural.

Usando dados da Receita Federal, o relatório aponta que em 2021, entre as 10 maiores empresas beneficiadas pelo regime, oito são estrangeiras, que deixam de contribuir com valores que variam de R$ 100 milhões a R$ 900 milhões, considerando somente as renúncias associadas ao IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

“Não é justo direcionar os escassos recursos públicos do Brasil para as empresas que exploram uma fonte de energia que é responsável pela maior parte das emissões de gases de efeito estufa que agravam a crise climática global”, observa Cássio.

“O ano de 2023, o mais quente da história, reforçou a urgência da transição energética dos fósseis para outras fontes de energia”, acrescenta.

Na visão da indústria de O&G, no entanto, o Repetro é necessário para desonerar investimentos em uma indústria intensiva em capital, que também contribui para a economia do país.

G20 e Margem Equatorial

Segundo o Inesc, o objetivo do estudo é fomentar o debate sobre o apoio à produção e consumo de petróleo e gás, sobretudo neste momento em que o Brasil vai assumir a liderança do G20.

O bloco das economias mais ricas do mundo desembolsou US$ 1,4 trilhão com apoio a combustíveis fósseis em 2022.

Por enquanto, os sinais vão no sentido de mais subsídio fóssil. Cássio avalia que, caso o Brasil realmente tome a decisão de abrir novas fronteiras exploratórias de óleo e gás, como no caso da Margem Equatorial, os gastos vão aumentar.

“Explorar uma grande reserva, onde precisa de novas tecnologias e novos estudos, que é muito longe das reservas que hoje são exploradas aqui no Brasil, só se viabiliza através de isenção fiscal. Se isso passar, os subsídios, principalmente do Repetro, tendem a aumentar”, afirma.

Apoio ao carvão

Outra crítica do Inesc é o apoio dado às termelétricas, especialmente no caso do carvão – a fonte mais suja e menos eficiente de geração de energia.

Entre 2018 e 2022, os subsídios concedidos ao consumo de carvão mineral via Conta de Desenvolvimento Econômico (CDE), somaram cerca de R$ 4,4 bilhões.

A fonte fóssil conseguiu embarcar no projeto de lei aprovado pela Câmara que trata das eólicas offshore, e pode seguir recebendo benefícios até 2050 caso receba o aval do Senado.

O texto aprovado na Câmara traz uma solução para manter sob contrato, até 2050, térmicas a carvão mineral, sem contrapartidas ambientais, como redução de emissões ou aumento da eficiência. Mas as empresas precisam abrir mão de descontos dados na CDE.

Para Cássio, apesar do argumento para aprovação da medida se apoie em uma suposta transição justa para o setor carbonífero da região Sul, não há sinais de vontade do poder público de substituir a fonte.

“Passa de geração em geração e a gente não vê nenhum esforço do Estado brasileiro, ou até mesmo dos estados que ali produzem, mineram e queimam carvão, em modificar a economia local para que não se defenda mais dele”.

Fóssil do dia

Em novembro de 2022, Lula (PT) chegou à COP27 como presidente eleito do Brasil e foi recebido como um “rockstar”, por seu discurso alinhado com a transição energética e economia verde.

Pouco mais de um ano depois, o país que prometia ser o líder climático recebeu da sociedade civil o anti-prêmio Fóssil do Dia.

Nesta segunda (4/12), a Climate Action Network (CAN) anunciou em Dubai, onde ocorre a COP28, o Fóssil do Dia para o Brasil, em um evento simbólico. A premiação ocorre desde as negociações climáticas de 1999. Durante as COPs, os membros da CAN votam diariamente nos países que fizeram o ‘melhor’ para bloquear o progresso nas negociações nos últimos dias de conversas.

O Brasil foi eleito hoje pela intenção de aderir à Opep+ e reiterados discursos de Lula (PT) e seu ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), a favor da exploração de petróleo na Foz do Amazonas.
Também na COP28, Silveira deu uma entrevista à DW defendendo a exploração da Foz do Amazonas e que países ricos paguem a conta da transição energética.

Fonte: Agência epbr

◄ Leia outras notícias

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Mundo precisa ofertar 3 vezes mais biocombustível até 2030

Próximo post

Soja: indústria prevê demanda de 50 milhões de toneladas a mais com novo aumento na mistura do biodiesel

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Arroz: “Queda de braço” limita negócios no spot; exportação segue mais atrativa

Uso do arroz no etanol pode conter excedentes

1 agosto, 2026
Chuva intensa e granizo: Inmet emite alertas para várias regiões do país

Melhora das chuvas na Índia pressiona açúcar, mas déficits globais limitam perdas

31 julho, 2026
Brasil poderá precisar exportar até 3,5 milhões de toneladas de DDG nos próximos anos, diz CEO da Cerradinho

Brasil poderá precisar exportar até 3,5 milhões de toneladas de DDG nos próximos anos, diz CEO da Cerradinho

30 julho, 2026
Portugal e Brasil Buscam Investidores para Usinas de Combustíveis Sustentáveis na Europa

Portugal e Brasil Buscam Investidores para Usinas de Combustíveis Sustentáveis na Europa

30 julho, 2026
Temporais em Ribeirão Preto (SP) danificam Centro de Cana do IAC

Temporais em Ribeirão Preto (SP) danificam Centro de Cana do IAC

30 julho, 2026
Com investimento de R$ 20 milhões, empresa amplia produção de etanol usando batata-doce

Com investimento de R$ 20 milhões, empresa amplia produção de etanol usando batata-doce

29 julho, 2026
Tarifa dos Estados Unidos ao etanol brasileiro pode afetar mercado global, diz StoneX

EUA retira açúcar do Brasil da sobretaxa de 12,5%, mas diminui cota com tarifa reduzida

29 julho, 2026
Novas tensões no Oriente Médio dificultam exportações do agro

Novas tensões no Oriente Médio dificultam exportações do agro

27 julho, 2026
FAESP manifesta perplexidade diante da falta de diplomacia do Governo Federal

FAESP manifesta perplexidade diante da falta de diplomacia do Governo Federal

24 julho, 2026
Crédito rural da safra 2024/2025 já soma R$ 330,9 bilhões, com alta de 11% em maio

Governo autoriza pagamento da equalização de juros no Plano Safra 2026/27

24 julho, 2026
Carregar mais
Próximo post

Soja: indústria prevê demanda de 50 milhões de toneladas a mais com novo aumento na mistura do biodiesel

Mais lidas da semana

  • Trending
Tereos se torna primeiro produtor mundial de açúcar e amido a receber validação do SBTi para metas de descarbonização

Tereos mapeia 162 mil ha e estrutura modelo de manejo para ampliar produtividade

28 julho, 2026
Coopercitrus Expo 2026 abre edição dos 50 anos com foco em tecnologia, negócios e novas gerações

Coopercitrus Expo 2026 abre edição dos 50 anos com foco em tecnologia, negócios e novas gerações

28 julho, 2026
Com investimento de R$ 20 milhões, empresa amplia produção de etanol usando batata-doce

Com investimento de R$ 20 milhões, empresa amplia produção de etanol usando batata-doce

29 julho, 2026
Etanol de milho pode alcançar 17 bilhões de litros com projetos já encaminhados, diz CEO da Cerradinho

Etanol de milho pode alcançar 17 bilhões de litros com projetos já encaminhados, diz CEO da Cerradinho

31 julho, 2026
Brasil poderá precisar exportar até 3,5 milhões de toneladas de DDG nos próximos anos, diz CEO da Cerradinho

Brasil poderá precisar exportar até 3,5 milhões de toneladas de DDG nos próximos anos, diz CEO da Cerradinho

30 julho, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36