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Como a Ipiranga vai atualizar seus postos para a transição energética

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
13 março, 2023
em Bioenergia
Tempo de leitura: 4 minutos
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Home Bioenergia
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A rede de postos de combustível Ipiranga – que pertence ao Grupo Ultra – decidiu atualizar, após quase 20 anos, sua marca, lançando um novo logo para a companhia e mudando a disposição de como as suas mais de 6,5 mil unidades são organizadas pelo território nacional. A mudança de visual na companhia inaugura uma nova fase do negócio, que olha para a transição energética no País e traz novas opções de serviços que fogem aos tradicionais combustíveis à combustão e apostam em outras opções de mobilidade urbana.

Segundo a companhia, a mudança estrutural de layout nos postos de combustível deve ocorrer de maneira gradual, mas com início ainda em 2023. Entre as mudanças, além do logo, da cartela de cores, mudança no estilo das bomba de abastecimento e disposição dos serviços acessórios , o novo projeto da rede prevê áreas para ciclistas, pedestres, carregamento de veículos elétricos, entre outras mudanças na área da conveniência Am Pm.

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Em entrevista ao Estadão, o presidente da rede Ipiranga, Leonardo Linden, afirmou que a companhia vem se preparando para essa mudança há pouco mais de dois anos, que vai desde “revisitar” a marca, até preparar o terreno para mudanças pelas quais o mercado de varejo de combustíveis pode ter no futuro próximo. “O intuito de mexer na marca é evoluir, não revolucionar”, afirma.

Para o especialista em branding da TM20 Branding, Eduardo Tomiya, a atualização da rede de postos é uma aposta de longo prazo, não só no modelo de negócio, mas também na ideia de que a companhia deve capitanear o movimento de transformar o local em um ponto de solução completa de mobilidade. “Ela quer sair na frente de uma tendência que sabe que vai acontecer no futuro. Quem sai na frente, leva vantagem”, diz. “Essa atualização da Rede Ipiranga vem para mostrar mais perenidade para o negócio dos seus franqueados.”

A diretora de marketing da Rede Ipiranga, Barbara Miranda, conta que alterações visuais nas unidades foram pensadas para “melhor atender” não só os motoristas, mas todos os clientes que chegam a pé, em carros de aplicativo, ou em bicicletas, para utilizar algum dos serviços da marca. “Nós tínhamos muitas oportunidades de melhorar a experiência de consumo desse público, pensando em quais espaços nós poderíamos oferecer a essas pessoas”, diz. “Nós acreditamos que a jornada de mobilidade não é só de carro”, complementa.

O presidente afirma que a companhia está atenta às mudanças do setor e vem tentando se atualizar para continuar a oferecer produtos relevantes, seja através de combustível à combustão, recargas elétricas ou novas modalidades energéticas. “O posto é um ponto para atender a mobilidade das pessoas, então, vai ter o abastecimento elétrico, o abastecimento à combustão – ainda por muito tempo – e também outras formas de abastecer a necessidade de mobilidade dessas pessoas no futuro”, afirma.

Na avaliação do executivo, apesar dos desafios, a situação de marcas brasileiras deve ser mais tranquila na pauta de transição energética, uma vez que, por aqui, os modelos de biocombustível -como o etanol – já fazem parte da realidade dos negócios, o que facilitaria a introdução de mais opções, como no caso de um possível combustível de hidrogênio líquido (verde). “O nosso papel é entender que essa transição vai acontecer e nós vamos participar dessa transição.”

Jean Paul Rebetez, sócio-diretor da Gouvêa Consulting, afirma que a atualização da marca e do propósito da rede de postos é importante porque mostra uma preocupação com a sustentabilidade desse modelo de negócio. Um dos desafios será sensibilizar os franqueados sobre a necessidade de expandir a oferta de serviços dentro das unidades, seja com as conveniências, postos de carregamento, ou os novos bicicletários.

“É óbvio que esse franqueado acaba sofrendo demais para administrar todo esse negócio porque antes ele oferecia três produtos – diesel, gasolina e etanol – e agora ele tem de lidar com problemas de margem, de perda de produtos, o que é um grande desafio”, afirma.

Vale lembrar que, atualmente, a Rede Ipiranga tem mais de 6,5 mil unidades pelo País, mas apenas 1,6 mil pontos de conveniência Am PM acoplados nesses postos.

Rebetez destaca ainda que a mudança de posicionamento da companhia, em busca de se tornar uma opção mais completa de mobilidade, pode ter impactos positivos no futuro, uma vez que as novas, e as futuras gerações têm se preocupado cada vez mais com pautas ligadas ao universo ESG (sigla em inglês para questões ambientais, sociais e de governança).

“Por enquanto, o cliente do posto de combustível não leva em consideração as preocupações ambientais na hora de escolher a marca, mas no futuro, esse pode ser um ativo importante para o consumidor final”, enfatiza.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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