
As condições dos canaviais em São Paulo e Minas Gerais para a safra 2026/27 foram apresentadas com viés de cauteloso otimismo durante o painel “Tamanho da Safra e Mix de Produção – o que esperar para o Brasil em 2026/27”, conduzido por Plínio Nastari, presidente da DATAGRO, na abertura de safra realizada em Ribeirão Preto (SP). De acordo com o resumo agronômico exibido no evento, os dois estados mostram, em linhas gerais, lavouras em condição similar ou superior à observada no mesmo período do ciclo anterior, embora com diferenças regionais e alguns fatores que seguem no radar dos produtores.
No caso de São Paulo, a leitura apresentada foi de condições gerais melhores que as registradas em 2025, com destaque para o primeiro terço da safra. Segundo o material exibido, essas áreas apresentam desempenho mais favorável que o observado no ciclo passado, com ganhos biométricos superiores e recuperação relevante em regiões como São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Presidente Prudente nas últimas semanas. O avanço dos plantios e da colheita de áreas em rotação também aparece como um dos pontos positivos do cenário paulista.

Ainda em São Paulo, a DATAGRO indicou menor infestação de plantas daninhas na comparação com 2025, embora tenha alertado para o aumento da pressão de cigarrinha-das-raízes, que exige atenção do setor. Outro ponto observado no estado foi a combinação de dias encobertos com alta amplitude térmica, condição que pode favorecer a indução floral de forma antecipada. O levantamento também aponta tendência de início de colheita mais cedo que no ano passado, com parte relevante da amostra prevendo operações já entre março e a primeira quinzena de abril.
Como fica o Estado mineiro
Em Minas Gerais, o panorama mostrado no evento também foi de canaviais com perspectiva de rendimento melhor ou, ao menos, semelhante à da safra passada, especialmente nas áreas do segundo e terceiro terços da safra. O material destaca que os plantios de 18 meses apresentaram condição melhor que no ano anterior, apesar do atraso provocado pelo retorno tardio das chuvas no início do ano, que impactou o desenvolvimento das canas do primeiro terço.

No estado mineiro, o comportamento regional aparece de forma mais heterogênea. No centro-leste do Triângulo Mineiro, a condição dos canaviais foi apontada como superior à do mesmo período do ano passado, sustentada por bons plantios de 18 meses. Já no trecho entre o oeste do Triângulo e o Pontal, a avaliação mostrada no painel indicou lavouras ligeiramente inferiores na comparação anual. Ainda assim, a perspectiva geral apresentada para Minas é de uma safra com rendimento melhor que a anterior no Triângulo Mineiro, desde que o clima e o ritmo das operações acompanhem as expectativas.
De forma geral, a avaliação exposta por Plínio Nastari reforça que tanto São Paulo quanto Minas Gerais chegam ao novo ciclo com um quadro mais construtivo para os canaviais, mesmo sem ignorar desafios agronômicos e climáticos. A leitura apresentada pela DATAGRO sugere que o campo entra na safra 2026/27 em condição ao menos estável, e em vários casos melhor do que a observada em 2025, o que ajuda a sustentar a expectativa de uma temporada mais robusta no Centro-Sul.
Por: Fábio Palaveri | Fonte: Portal Visão Agro
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