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Fiemg defende matriz elétrica brasileira 100% limpa até 2030, com mais hidrelétricas

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
25 setembro, 2024
em Bioenergia, Energia renovável
Tempo de leitura: 4 minutos
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Home Bioenergia
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A indústria mineira defende que o Brasil deveria substituir todas as termelétricas movidas a combustíveis não renováveis da matriz elétrica nacional por energias renováveis até 2030. As usinas movidas a diesel, óleo combustível, carvão ou gás natural seriam desativadas e dariam lugar a empreendimentos eólicos, solares, a biomassa e especialmente hidrelétricas, defende a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

A proposta foi apresentada nesta segunda-feira, 23, pelo presidente da entidade, Flávio Roscoe, durante o Climate Week NYC, que ocorre em Nova York.

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De acordo com ele, caso implementada, a proposta permitiria contribuir com o cumprimento da meta brasileira de redução de 53% das emissões de gases de efeito estufa até 2030. “Se o Brasil trocasse hoje todas as fontes fósseis na energia elétrica atingiríamos quase 40% da meta de redução das emissões do Brasil para 2050. E isso pode ser feito em dez anos”, afirma Roscoe ao Broadcast Energia.

Ele lembra que o Brasil possui um grande portfólio de projetos hidrelétricos, solares e eólicos a desenvolver e que poderiam ser construídos rapidamente. “Temos mais de 2,5 vezes a atual capacidade hidrelétrica a ser instalada; só de PCHs [pequenas centrais hidrelétricas] o potencial é uma vez e meia o que tem de projeto já pronto”, completa.

Seca e termelétricas


A proposta ocorre em um momento em que o país enfrenta severa estiagem, com consequente declínio do armazenamento nos reservatórios de hidrelétricas. Para poupar a água existente até a temporada de chuvas, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) tem solicitado mais geração termelétrica, cara e poluente, especialmente no momento de atendimento aos picos de carga.

O dirigente da Fiemg, no entanto, minimiza a preocupação com uma eventual falta de capacidade das hidrelétricas suprirem a demanda em momentos de estresse hídrico como o atual, caso a matriz fosse 100% limpa. Para ele, a situação atual reflete a falta de investimento hidrelétrico nos últimos anos, influenciada por um “ativismo” a partir dos anos 1990, o que ele classificou como “equívoco ambiental” e um lobby petroleiro.

Um estudo elaborado pela gerência de meio ambiente da Fiemg afirma que, de 1995 a 2022, a matriz elétrica brasileira reduziu a participação das renováveis de 97% para 89%, a despeito da expansão das fontes solar, eólica e biomassa. A queda reflete o aumento da geração termelétrica, em parte para compensar a intermitência da produção de energia a partir dos ventos e da luz solar.

“Estamos tendo que ligar termoelétrica a gás, a óleo, a carvão, emitindo 20 a 30 vezes mais CO2”, diz, argumentando que as hidrelétricas é que deveriam atuar como “backup” do sistema, e não as termelétricas.

O estudo da Fiemg aponta que o preço médio da energia pelas fontes renováveis é 59,6% menor que o das fontes renováveis, ou R$ 179,5 por megawatt-hora (MWh) ante R$ 441,8/MWh. Com isso, a economia com a substituição de fontes seria de R$ 30,4 bilhões por ano, com uma redução de 20,4% no custo total com energia.

Reservatórios


Para operar como backup, como defende a Fiemg, o país precisaria contar com mais hidrelétricas de grande porte com reservatórios. No entanto, há anos, o Brasil não constrói grandes hidrelétricas, e as últimas que entraram em operação funcionam “a fio d’água”, sem grandes represas.

O processo de licenciamento ambiental tornou novas usinas com lagos praticamente inviáveis. Roscoe defende, porém, que seria estratégico que cada bacia hidrográfica estratégica para a geração elétrica no país tivesse pelo menos uma usina com grande reservatório, enquanto as usinas restantes seriam a fio d’água.

“Assim, com um impacto apenas, se poderia regular o rio e você nunca teria ou teria baixíssimo risco de um impacto hídrico significativo, teria que ser uma crise hídrica mega pra ter qualquer nível de impacto”, diz.

O dirigente argumenta, ainda, que, se existisse no Rio Grande do Sul uma hidrelétrica com grande reservatório, o impacto das enchentes registradas em maio deste ano seria menor, uma vez que o reservatório poderia ter retido até 70% da água.

“Eu faço uma provocação: qual foi o dano ambiental provocado pelas chuvas no Rio Grande do Sul? É incalculável, talvez nem em 30 anos de ocupação a gente poluiu o quanto poluiu aquela inundação”, afirma e acrescenta: “Estamos com um discurso equivocado sobre as hidrelétricas e isso precisa ser corrigido”.

Para que a meta de matriz 100% limpa proposta pela Fiemg seja cumprida, a entidade propõe mudanças nas legislações ambientais federal e estadual. Uma delas seria alterar artigo da Lei Geral de Licenciamento Ambiental para permitir que as atividades de sistemas de geração e transmissão de energia hidrelétrica sejam submetidas ao licenciamento ambiental por procedimentos mais simplificados. Além disso, a Fiemg também propõe a criação de uma linha de financiamento.

Por: Luciana Collet Fonte: Nova Cana

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