quinta-feira, maio 14, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Fiemg defende matriz elétrica brasileira 100% limpa até 2030, com mais hidrelétricas

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
25 setembro, 2024
em Bioenergia, Energia renovável
Tempo de leitura: 4 minutos
A A
0
Home Bioenergia
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

A indústria mineira defende que o Brasil deveria substituir todas as termelétricas movidas a combustíveis não renováveis da matriz elétrica nacional por energias renováveis até 2030. As usinas movidas a diesel, óleo combustível, carvão ou gás natural seriam desativadas e dariam lugar a empreendimentos eólicos, solares, a biomassa e especialmente hidrelétricas, defende a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

A proposta foi apresentada nesta segunda-feira, 23, pelo presidente da entidade, Flávio Roscoe, durante o Climate Week NYC, que ocorre em Nova York.

Leia mais

Atvos anuncia primeira unidade de etanol de milho, em Nova Alvorada do Sul (MS)

Tereos intensifica aplicação de vinhaça para ganhar eficiência no canavial e reduzir custos

Irga debate a produção de biocombustíveis a partir do arroz gaúcho

Atvos anuncia investimento de R$ 2,36 bilhões em três novas plantas de bioenergia, etanol de milho e biometano localizadas no estado do Mato Grosso do Sul

De acordo com ele, caso implementada, a proposta permitiria contribuir com o cumprimento da meta brasileira de redução de 53% das emissões de gases de efeito estufa até 2030. “Se o Brasil trocasse hoje todas as fontes fósseis na energia elétrica atingiríamos quase 40% da meta de redução das emissões do Brasil para 2050. E isso pode ser feito em dez anos”, afirma Roscoe ao Broadcast Energia.

Ele lembra que o Brasil possui um grande portfólio de projetos hidrelétricos, solares e eólicos a desenvolver e que poderiam ser construídos rapidamente. “Temos mais de 2,5 vezes a atual capacidade hidrelétrica a ser instalada; só de PCHs [pequenas centrais hidrelétricas] o potencial é uma vez e meia o que tem de projeto já pronto”, completa.

Seca e termelétricas


A proposta ocorre em um momento em que o país enfrenta severa estiagem, com consequente declínio do armazenamento nos reservatórios de hidrelétricas. Para poupar a água existente até a temporada de chuvas, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) tem solicitado mais geração termelétrica, cara e poluente, especialmente no momento de atendimento aos picos de carga.

O dirigente da Fiemg, no entanto, minimiza a preocupação com uma eventual falta de capacidade das hidrelétricas suprirem a demanda em momentos de estresse hídrico como o atual, caso a matriz fosse 100% limpa. Para ele, a situação atual reflete a falta de investimento hidrelétrico nos últimos anos, influenciada por um “ativismo” a partir dos anos 1990, o que ele classificou como “equívoco ambiental” e um lobby petroleiro.

Um estudo elaborado pela gerência de meio ambiente da Fiemg afirma que, de 1995 a 2022, a matriz elétrica brasileira reduziu a participação das renováveis de 97% para 89%, a despeito da expansão das fontes solar, eólica e biomassa. A queda reflete o aumento da geração termelétrica, em parte para compensar a intermitência da produção de energia a partir dos ventos e da luz solar.

“Estamos tendo que ligar termoelétrica a gás, a óleo, a carvão, emitindo 20 a 30 vezes mais CO2”, diz, argumentando que as hidrelétricas é que deveriam atuar como “backup” do sistema, e não as termelétricas.

O estudo da Fiemg aponta que o preço médio da energia pelas fontes renováveis é 59,6% menor que o das fontes renováveis, ou R$ 179,5 por megawatt-hora (MWh) ante R$ 441,8/MWh. Com isso, a economia com a substituição de fontes seria de R$ 30,4 bilhões por ano, com uma redução de 20,4% no custo total com energia.

Reservatórios


Para operar como backup, como defende a Fiemg, o país precisaria contar com mais hidrelétricas de grande porte com reservatórios. No entanto, há anos, o Brasil não constrói grandes hidrelétricas, e as últimas que entraram em operação funcionam “a fio d’água”, sem grandes represas.

O processo de licenciamento ambiental tornou novas usinas com lagos praticamente inviáveis. Roscoe defende, porém, que seria estratégico que cada bacia hidrográfica estratégica para a geração elétrica no país tivesse pelo menos uma usina com grande reservatório, enquanto as usinas restantes seriam a fio d’água.

“Assim, com um impacto apenas, se poderia regular o rio e você nunca teria ou teria baixíssimo risco de um impacto hídrico significativo, teria que ser uma crise hídrica mega pra ter qualquer nível de impacto”, diz.

O dirigente argumenta, ainda, que, se existisse no Rio Grande do Sul uma hidrelétrica com grande reservatório, o impacto das enchentes registradas em maio deste ano seria menor, uma vez que o reservatório poderia ter retido até 70% da água.

“Eu faço uma provocação: qual foi o dano ambiental provocado pelas chuvas no Rio Grande do Sul? É incalculável, talvez nem em 30 anos de ocupação a gente poluiu o quanto poluiu aquela inundação”, afirma e acrescenta: “Estamos com um discurso equivocado sobre as hidrelétricas e isso precisa ser corrigido”.

Para que a meta de matriz 100% limpa proposta pela Fiemg seja cumprida, a entidade propõe mudanças nas legislações ambientais federal e estadual. Uma delas seria alterar artigo da Lei Geral de Licenciamento Ambiental para permitir que as atividades de sistemas de geração e transmissão de energia hidrelétrica sejam submetidas ao licenciamento ambiental por procedimentos mais simplificados. Além disso, a Fiemg também propõe a criação de uma linha de financiamento.

Por: Luciana Collet Fonte: Nova Cana

Clique AQUI, entre no nosso canal do WhatsApp para receber as principais notícias do mundo agro.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Arroz: Média é a maior em 16 semanas

Próximo post

La Niña pode levar a aumento da insegurança alimentar, alerta FAO

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Atvos anuncia primeira unidade de etanol de milho, em Nova Alvorada do Sul (MS)

Atvos anuncia primeira unidade de etanol de milho, em Nova Alvorada do Sul (MS)

13 maio, 2026
Tereos intensifica aplicação de vinhaça para ganhar eficiência no canavial e reduzir custos

Tereos intensifica aplicação de vinhaça para ganhar eficiência no canavial e reduzir custos

13 maio, 2026
Irga debate a produção de biocombustíveis a partir do arroz gaúcho

Irga debate a produção de biocombustíveis a partir do arroz gaúcho

12 maio, 2026
Etanol de milho dispara no Brasil: produção cresce 33% ao ano e já disputa com cana-de-açúcar

Atvos anuncia investimento de R$ 2,36 bilhões em três novas plantas de bioenergia, etanol de milho e biometano localizadas no estado do Mato Grosso do Sul

12 maio, 2026
Confira os 5 países que mais importam etanol do Brasil

Confira os 5 países que mais importam etanol do Brasil

11 maio, 2026
Inpasa contrata Guilherme Nolasco para liderar área de relações governamentais

Inpasa contrata Guilherme Nolasco para liderar área de relações governamentais

11 maio, 2026
Be8 projeta suprir 24% da demanda gaúcha por etanol anidro com usina de trigo

Biocombustíveis podem adicionar R$ 403,2 bilhões ao PIB até 2030

8 maio, 2026
Preço do etanol hidratado em queda, mas fatores de mercado sinalizam estabilização dos valores

Lei do etanol reposiciona Paraguai como nova potência da cana na região

8 maio, 2026
Produção de etanol dos EUA aumenta 2% na semana, para 1,113 milhão de barris por dia

Exportação de etanol pelos EUA em março sobe 4% ante fevereiro, para 824,38 mi L

8 maio, 2026
BNDES investe R$ 625 milhões em ampliação de planta de etanol de milho da São Martinho

São Martinho anuncia ajustes em oferta de debêntures de R$ 1,1 bilhão

7 maio, 2026
Carregar mais
Próximo post
La Niña pode levar a aumento da insegurança alimentar, alerta FAO

La Niña pode levar a aumento da insegurança alimentar, alerta FAO

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Etanol de milho dispara no Brasil: produção cresce 33% ao ano e já disputa com cana-de-açúcar

Atvos anuncia investimento de R$ 2,36 bilhões em três novas plantas de bioenergia, etanol de milho e biometano localizadas no estado do Mato Grosso do Sul

12 maio, 2026
Confira os 5 países que mais importam etanol do Brasil

Confira os 5 países que mais importam etanol do Brasil

11 maio, 2026
Atvos anuncia primeira unidade de etanol de milho, em Nova Alvorada do Sul (MS)

Atvos anuncia primeira unidade de etanol de milho, em Nova Alvorada do Sul (MS)

13 maio, 2026
Fenasucro & Agrocana abre credenciamento de visitantes para 32ª edição e venda de ingressos para FenaBio

Fenasucro & Agrocana abre credenciamento de visitantes para 32ª edição e venda de ingressos para FenaBio

12 maio, 2026
Açúcar sobe em Nova York com apoio da gasolina e maior demanda por etanol

Açúcar sobe em Nova York com apoio da gasolina e maior demanda por etanol

8 maio, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36