segunda-feira, maio 25, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Governo encara crise dos combustíveis como pior que na pandemia e mira fertilizantes

Maria Reis por Maria Reis
10 abril, 2026
em Política e Governo
Tempo de leitura: 4 minutos
A A
0
Home Mercado Política e Governo
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Equipe econômica vê risco de crise prolongada no petróleo e avalia efeitos sobre fertilizantes e inflação às vésperas da eleição

Já existe, dentro do governo brasileiro, a percepção de que, diante da ampla destruição da infraestrutura de produção de petróleo, a atual crise dos combustíveis pode ser mais severa e persistente do que a registrada durante a pandemia.

Leia mais

Deputados aprovam projeto que torna crime aumento abusivo de preços de combustíveis

Brasil não pode ser importador de 90% do fertilizante que a agricultura precisa, diz Lula

Silveira pede a Vibra, Ipiranga e Raízen que repassem medidas para bombas

Governo Federal e Petrobras articulam retomada da Usina de Biodiesel de Quixadá

É com esse cenário em vista, e mirando a eleição de outubro, que as equipes técnicas discutem novas ações para conter os efeitos mais imediatos do conflito, que ainda parece longe do fim no Oriente Médio. Desta vez, o foco está nos fertilizantes.

O país depende majoritariamente de fertilizantes importados. E, embora a maior parte do que o Brasil traz do exterior não passe pelo Estreito de Ormuz, há forte preocupação com uma crise sistêmica no setor.

Em primeiro lugar, porque os maiores produtores estão no Oriente Médio, o que afeta mercados terceiros, concorrentes do Brasil. Em segundo, porque o gás é insumo fundamental para a fabricação de fertilizantes.

“A destruição da infraestrutura de produção de petróleo é grande. Dificilmente a gente volta, no curto prazo, a um patamar de preço do barril abaixo de US$ 100”, disse ao Jota um integrante do alto escalão.

Para essa fonte, isso significaria pelo menos quatro meses de perturbações, “ainda que a guerra acabasse hoje” – o que, na sua avaliação, não vai acontecer. Por isso, a eleição, “que está logo ali”, precisa entrar na balança, segundo interlocutores próximos ao presidente Lula.

A avaliação é de que o momento exige cautela nas medidas de curto prazo, justamente porque a duração da crise e a extensão total dos danos à infraestrutura global ainda são imprevisíveis. Ou seja, é preciso medir o alcance e a eficácia de novas medidas até lá.

Até aqui, o foco esteve em medidas conjunturais para evitar a inflação de curto prazo provocada pela alta do diesel e seus efeitos mais imediatos, como se viu na direção das medidas anunciadas.

No caso dos fertilizantes, a avaliação é de que ainda há uma breve janela sazonal antes de se bater o martelo sobre os próximos passos.

Demanda concentrada

A demanda por fertilizantes no Brasil, segundo fontes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), está concentrada no segundo semestre, diferentemente de outros grandes consumidores, como China e Estados Unidos, que concentram o consumo no primeiro.

Segundo maior produtor mundial de alimentos, o Brasil é um dos principais compradores de fertilizantes, com cerca de 8% do consumo global. Fica atrás apenas de China, Índia e Estados Unidos.

O consumo nacional de fertilizantes depende, sobretudo, do preço recebido pelos agricultores. Mas também é influenciado pelo preço relativo dos insumos, pela política agrícola, pela expectativa de preços futuros e pela evolução da tecnologia no campo.

Soja, milho e cana-de-açúcar respondem por mais de 73% do consumo de fertilizantes no país. Já alimentos historicamente destinados ao abastecimento do mercado interno, como feijão e arroz, que compõem a cesta básica, são mais suscetíveis à volatilidade dos preços dos insumos agrícolas no mercado internacional.

Um dos argumentos considerados dentro do governo é que a atual crise dos combustíveis pode ser mais severa e persistente do que a da pandemia, dada a distinção técnica entre um choque de demanda, no passado, e um choque de oferta provocado por destruição física, agora.

Na pandemia, houve redução planejada da oferta. No cenário atual, há destruição física da capacidade produtiva. Isso significa que, mesmo com o fim imediato do conflito, a produção não retornará rapidamente aos níveis anteriores.

Como a oferta está fisicamente comprometida, o equilíbrio dos preços só deve ocorrer por meio de uma desaceleração da economia internacional capaz de forçar a redução da demanda.

Sem um desfecho claro para o conflito no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou atrás em seu quarto ultimato ao Irã. Aceitou prorrogar por mais duas semanas o prazo que terminaria na terça-feira, a pedido do Paquistão, que também demandou a Teerã a reabertura do Estreito de Ormuz nesse mesmo período.

Os mercados reagiram bem, mas ainda não se sabe por quanto tempo, já que o primeiro dia do cessar-fogo começou com novos ataques no Oriente Médio. O próprio vice-presidente dos EUA, JD Vance, reconheceu que a trégua é “frágil”. Ainda no primeiro dia de cessar-fogo, Israel disse que o acordo não valia para o Líbano, alvo de ataques. Em seguida, o Irã voltou a bloquear Ormuz.

Por: Vivian Oswald | Fonte: Jota

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Trabalhador que sofreu queimaduras ao atravessar canavial em chamas será indenizado

Próximo post

Meta para biometano cria oportunidade para usinas de etanol

Maria Reis

Maria Reis

Notícias Relacionadas

Força-tarefa dos combustíveis chega a SP e ANP autua Vibra, Ipiranga e Nexta

Deputados aprovam projeto que torna crime aumento abusivo de preços de combustíveis

22 maio, 2026
Brasil não pode ser importador de 90% do fertilizante que a agricultura precisa, diz Lula

Brasil não pode ser importador de 90% do fertilizante que a agricultura precisa, diz Lula

15 maio, 2026
Silveira pede a Vibra, Ipiranga e Raízen que repassem medidas para bombas

Silveira pede a Vibra, Ipiranga e Raízen que repassem medidas para bombas

15 maio, 2026
Governo Federal e Petrobras articulam retomada da Usina de Biodiesel de Quixadá

Governo Federal e Petrobras articulam retomada da Usina de Biodiesel de Quixadá

13 maio, 2026
Reavaliar os preços de combustíveis é tarefa da Petrobras, não do governo, diz ministro

Reavaliar os preços de combustíveis é tarefa da Petrobras, não do governo, diz ministro

13 maio, 2026
Ministro da Agricultura critica bloqueio de crédito rural sem defesa

Ministro da Agricultura critica bloqueio de crédito rural sem defesa

6 maio, 2026

Presidente Lula anuncia que o governo vai elevar mistura do etanol para 32% e do biodiesel para 16%

4 maio, 2026
Como o acordo Mercosul-UE beneficia o Brasil? Entenda

Acordo Mercosul-UE entra em vigor: O que muda para o Brasil

4 maio, 2026
MME lança consulta pública do Plano Nacional de Transição Energética

MME lança consulta pública do Plano Nacional de Transição Energética

1 maio, 2026
Governo de São Paulo anuncia R$ 455 milhões em crédito, seguro e máquinas agrícolas

Governo de São Paulo anuncia R$ 455 milhões em crédito, seguro e máquinas agrícolas

30 abril, 2026
Carregar mais
Próximo post
Meta para biometano cria oportunidade para usinas de etanol

Meta para biometano cria oportunidade para usinas de etanol

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Raízen paga R$ 300 mil à CVM para encerrar processo sobre operação “fantasma” de E2G

Cosan avalia vender toda participação na Raízen

18 maio, 2026
Os 15 maiores grupos sucroenergéticos do Brasil na safra 2024/25

Os 15 maiores grupos sucroenergéticos do Brasil na safra 2024/25

21 maio, 2026
Projeto no Rio Grande do Sul aposta no arroz para produção de etanol e combustível sustentável de aviação

Projeto no Rio Grande do Sul aposta no arroz para produção de etanol e combustível sustentável de aviação

25 maio, 2026
Superintendência do Cade aprova venda de 40 projetos fotovoltaicos da Raízen para a Brasol

Raízen quer aprovar plano de reestruturação sem apoio de bondholders, dizem fontes

22 maio, 2026
Justiça valida plano de Recuperação Judicial do Grupo Wórtice após aprovação de credores

Justiça valida plano de Recuperação Judicial do Grupo Wórtice após aprovação de credores

20 maio, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36