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Grupo Safras protocola pedido de recuperação na justiça de Mato Grosso

Maria Reis por Maria Reis
7 abril, 2025
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Tempo de leitura: 4 minutos
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Conglomerado agroindustrial busca reestruturação financeira em meio à crise desencadeada por oscilações no mercado da soja e desafios operacionais

O Grupo Safras encaminhou nesta sexta-feira, 4, à 4ª Vara Cível de Sinop (MT), o pedido de recuperação judicial. A petição engloba as matrizes e filiais da Safras Armazéns Gerais, Safras Bioenergia e Safras Agroindústria.

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Conforme informações obtidas pela Agência Estado, o objetivo é reestruturar um passivo estimado em R$ 2,2 bilhões. Além disso, a solicitação abrange 40 empresas e produtores rurais organizados nos núcleos empresariais liderados por Pedro de Moraes Filho e Dilceu Rossato, ex-prefeito de Sorriso (MT). O caso será analisado pela juíza Giovana Pasqual de Melo.

O movimento já era esperado pelo mercado, após a companhia ter falhado em firmar um acordo com credores. O Grupo Safras comprou as operações da Comercial Paranaense Agrícola (Copagri) – atualmente denominada Safras AgroIndústria – em 2023, assumindo o controle da companhia e passando a deter um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) de R$ 150 milhões.

Internamente, segundo fontes ouvidas pelo The AgriBiz, a empresa chegou a admitir que a integração com a Copagri foi “caótica”, com problemas no sistema de gestão que dificultaram o controle do balanço e da gestão do caixa.

Em uma petição anterior, consultada pela Agência Estado em março, o grupo também mencionou dificuldades para acessar linhas de crédito e “altos investimentos em capex da usina de etanol de milho e na esmagadora de soja”. No documento, a empresa admite que as dificuldades levaram o grupo “ao limite da viabilidade econômica”.

De acordo com o documento apresentado nesta semana, por sua vez, a companhia detalha que a crise teve início com a oscilação do preço da soja, especialmente a queda exponencial do preço no primeiro semestre de 2023, que represou as ordens de venda do grão estocado nos armazéns. Além disso, as vendas ficaram em torno de 40% da produção estimada, o que seria consideravelmente baixo.

A empresa também admite que a aquisição da Copagri contribuiu para o agravamento do cenário de crise, pois houve a absorção de um passivo de mais de R$ 500 milhões. A compra também teria demandado diversos investimentos para que a planta industrial de esmagamento de soja ficasse “satisfatoriamente operante”, o que pressionou o caixa do grupo.

“Aliado a isso, houve um direcionamento de esforços para integrar os times da Safras Armazéns e da então Copagri, culturalmente distintos e com processos e sistemas significativamente distintos. Isso gerou uma colossal complexidade de processos internos e pesados custos ao longo dos últimos dezoito meses”, aponta trecho do documento.

Ainda segundo a companhia, embora o pedido de recuperação esteja sendo apresentado em litisconsórcio ativo (situação processual em que mais de uma pessoa figura como autora de uma ação judicial), cada um dos devedores mantém independentes seus ativos, passivos e operações comerciais.

Na ação, o Grupo Safras afirma que a utilização de um único processo para o processamento da recuperação de todas as empresas do grupo e dos produtores rurais pessoas físicas é uma medida de economia processual e de aumento de eficiência da gestão da superação da crise.

“Desde sua fundação, o núcleo Safras tem estabelecido parcerias estratégicas com produtores rurais e os principais agentes do mercado agroindustrial. Atualmente, o conglomerado é composto por empresas que operam de maneira integrada em distintas áreas do agronegócio, alcançando tamanha magnitude e capilaridade – basta relembrarmos a quantidade de filiais abertas para agroindústria e armazéns, por exemplo”, aponta trecho da petição.

No pedido judicial, o Grupo Safras solicita ainda a antecipação dos efeitos do “stay period” – mecanismo que suspende ações judiciais contra o devedor durante a recuperação – e pleiteia a declaração de essencialidade da planta industrial de Cuiabá, incluindo armazéns, maquinários e contratos estratégicos associados. A medida, argumenta o grupo, seria crucial para assegurar a utilidade do processo de reestruturação e preservar a continuidade de suas operações.

Se o “stay period” for aceito, o Safras acredita que poderá viabilizar um ambiente jurídico seguro para recepcionar grãos de produtores, o que não era possível até então por conta das ameaças de protestos e penhoras. O grupo informou ter sido procurado por diversos produtores durante a safra de soja, mas ter optado por não receber grãos no período do ano para evitar colocar novos ativos dos produtores em risco.

“Com esse movimento, o Grupo Safras busca não apenas sanar suas finanças, mas também preservar sua relevância no agronegócio brasileiro, um setor que, apesar de sua robustez, não está imune às oscilações globais e aos desafios de gestão em larga escala. A Justiça de Mato Grosso agora detém a palavra sobre o futuro dessa gigante do campo”, afirma a empresa, em nota.

Com informações adicionais The AgriBiz e Agência Estado; edição NovaCana

Fonte: Grupo Safras

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