Faltam
00 Dias
|
00 Horas
|
00 Minutos
|
00 Segundos
para o
21º Prêmio Visão Agro Brasil
domingo, fevereiro 8, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • DESTAQUES
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • DESTAQUES
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Endividamento rural deve gerar ‘ajustes’ no campo em 2026, diz CNA

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
1 janeiro, 2026
em Leia mais
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Leia mais
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Entidade cobrou mais aportes para o seguro rural para o enfrentamento das adversidades climáticas

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, afirmou que 2026 deverá ser um ano bom para o setor produtivo, com um clima mais equilibrado e avanços nas colheitas. Ele indicou ainda que o campo passa por um momento de “ajuste” diante do aumento do endividamento e das restrições de crédito.

Leia mais

Atvos abre mais de 700 vagas de emprego para safra 2026/27

Prejuízo líquido da Corteva aumenta 13,5 vezes no trimestre

XP mantém cautela e atualiza projeções para São Martinho, Jalles e Raízen

STJ suspende decisões favoráveis a distribuidoras contra RenovaBio

“Será um ano bom para a agricultura brasileira. O clima está sinalizando que teremos equilíbrio climático e vamos bater outro recorde de produção. Temos que mostrar rapidamente ao mundo que temos que passar de 400 milhões de toneladas de produção. Isso o produtor rural tem competência para fazer”, afirmou Martins em coletiva de imprensa nesta terça-feira (9/12).

A projeção para a safra 2025/26 é de colheita de mais de 350 milhões de toneladas novamente. Martins afirmou que o Brasil está “consciente da sua responsabilidade de ser grande produtor de alimentos para o mundo”.

Questionado sobre o cenário de endividamento no campo e de maior restrição na oferta de crédito rural, o dirigente avaliou que o setor agropecuário passa por um momento de ajuste, mas ressaltou a necessidade de garantia de recursos oficiais, com subsídios estatais, para que a produção possa ser ampliada.

“O produtor não tem disponibilidade de recursos dos bancos oficiais e tem maior aporte de capital dos próprios produtores, aqueles capitalizados de safras anteriores, por isso tivemos possibilidade de crescimento da produção mesmo com escassez de financiamento”, avaliou. “Está havendo um ajuste. Se continuar esse cenário de juros altos impostos ao produtor, veremos rapidamente uma nova agricultura no Brasil, quase autossustentável por parte do produtor”, apontou.

Segundo ele, essa autossustentabilidade em termos de financiamento não é interessante. “Até onde é interessante para produtor? Eu acho que não é. Precisava de aporte de recursos oficiais para ampliar a produção”, destacou.

Crédito mais restrito

Sem “bala de prata” para solucionar o alto endividamento rural e com aumento nos custos de produção, a CNA vê possibilidades de menor investimento no pacote tecnológico para plantio e manejo das lavouras, mas ainda sem impactos diretos no volume total a ser colhido no próximo ano.

Uma constatação da entidade é que, com crédito mais restrito nos bancos e empresas de insumos, o produtor rural capitalizado tem aplicado mais recursos próprios para financiar a safra. A “normalização” do ambiente de financiamentos para a agropecuária pode demorar mais um ano, disse Bruno Lucchi, diretor técnico da CNA.

“O crédito não vai se resolver de um ano para o outro, precisaremos de mais um ano para ter estabilidade maior desses financiamentos”, afirmou. “Tem aumentado o investimento de capital próprio, algo que tinha caído recentemente, e voltou a crescer, porque as taxas de juros atuais e a exigência de garantias levam os produtores a fazer a safra com recursos próprios”, completou.

Em outubro de 2025, o crédito rural com taxas livres registrou seu maior índice de inadimplência desde o início da série histórica, em 2011, com a marca de 11,4%. No mesmo período do ano passado, as operações de financiamento a juros de mercado com atrasos superiores a 90 dias eram 3,54% e em janeiro de 2023, 0,59%.

“Não tem bala de prata para resolver a questão do endividamento, mas tem algumas medidas que podem amenizar a situação, como reduzir os penduricalhos que existem hoje no acesso ao crédito e que encarecem a conta final”, disse o diretor. Estudos da CNA apontam que pequenos produtores chegam a pagar 22% sobre o valor financiado por conta de taxas cartoriais para registro de cédulas e “reciprocidades” com as instituições financeiras, como a compra de seguros.

Lucchi disse que a CNA tem discutido melhorias no acesso ao crédito privado. “Temos discutido como melhorar o arcabouço legal, para ter mais atratividade do crédito privado e amenizar as taxas e a falta de recursos do Plano Safra atual”, disse na coletiva.

Lucchi afirmou que os preços de algumas commodities devem reagir em 2026, como o milho, cuja cotação pode avançar até 15% em função da redução dos estoques mundiais. A situação da soja também deve melhorar para o produtor, mas não na mesma intensidade, pontuou.

“O que visualizamos é que, com exceção de algumas cadeias, teremos ajuste nos preços dos produtos. Soja e milho devem ter incremento nos preços”, ressaltou.

Por outro lado, a margem seguirá pressionada. “O custo de produção vai estar maior, em função de insumos e custo de financiamento da produção. Quando se fala de arrendamento, a situação é ainda mais grave, pois muitas vezes são contratos feitos com preços exorbitantes e que o produtor tem que desmobilizar capital para honrar compromissos”, concluiu Lucchi.

Desafios

Apesar dos desafios, João Martins disse que a agricultura nacional seguirá respondendo às demandas por alimentos, principalmente o interesse estrangeiro por produtos brasileiros. “A agricultura é encaminhada com demanda internacional. Na soja, por exemplo, cresceu e chegou a esse patamar por causa da demanda internacional, enquanto tiver demanda vamos produzir”, garantiu.

Reeleito para mais um mandato à frente da entidade, até 2029, Martins disse que cumpriu a meta de criar uma nova classe média rural, com alcance da assistência técnica e gerencial a 484 mil pequenos produtores que melhoraram de vida ao longo dos últimos oito anos. Agora, o foco é em inovação, disse o dirigente.

“A agricultura brasileira é muito dinâmica. Com certeza, o que eu pensava há oito anos não é a mesma coisa pelo dinamismo da agropecuária. Hoje o foco é inovação, inteligência artificial. A agricultura brasileira é de inovação. O produtor rural é mais exigente porque o mercado lá fora não dá trégua”, completou.

Um dos pontos de atenção da entidade ainda é a baixa competitividade da produção leiteira nacional. Com processo aberto no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para aplicação de direito antidumping contra importações de Uruguai e Argentina, a CNA vê a necessidade de aumentar a produtividade interna.

“Não é só problema da concorrência violenta do Uruguai e Argentina, eles são mais eficientes. O problema do Brasil é que somos um país desigual em termos de produtividade”, afirmou Martins. “Precisamos trabalhar, por enquanto estamos conseguindo parar a entrada do leite em pó, porque lá tem alta produtividade a baixo preço e conseguem colocar leite barato no Brasil. Temos que fazer com que a nossa produção seja eficiente e competitiva com o mundo todo”, concluiu.

Por: Rafael Walendorff | Fonte: Globo Rural

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Concessão de crédito rural e agroindustrial recua 16%

Próximo post

La Niña é confirmado até fevereiro de 2026 e entra de vez na rota do agro

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Atvos abre mais de 700 vagas de emprego para safra 2026/27

Atvos abre mais de 700 vagas de emprego para safra 2026/27

6 fevereiro, 2026
Prejuízo líquido da Corteva aumenta 13,5 vezes no trimestre

Prejuízo líquido da Corteva aumenta 13,5 vezes no trimestre

6 fevereiro, 2026
XP mantém cautela e atualiza projeções para São Martinho, Jalles e Raízen

XP mantém cautela e atualiza projeções para São Martinho, Jalles e Raízen

6 fevereiro, 2026
Renovabio ajudou a evitar emissão de cerca de 37 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2023, diz MME

STJ suspende decisões favoráveis a distribuidoras contra RenovaBio

6 fevereiro, 2026
Colombo oferece 700 vagas para a nova safra de cana

Colombo oferece 700 vagas para a nova safra de cana

6 fevereiro, 2026
Soja lidera ranking das culturas que mais geraram valor no Brasil em 2025

Soja lidera ranking das culturas que mais geraram valor no Brasil em 2025

6 fevereiro, 2026
Investimento em produção de petróleo e gás sobe 150% em 2024 ante 2022, diz ANP

Produção de petróleo e gás pelo Brasil cresce 13,3% em 2025 e bate recorde

5 fevereiro, 2026
Açúcar/Cepea: A precificação de bioinsumos pelo Cepea/Esalq/USP: desafios e perspectivas para o estabelecimento de um mercado futuro

Alagoas exporta US$ 580 milhões com açúcar e minério de cobre no topo

4 fevereiro, 2026
Aprobio apoia auditoria do TCU sobre RenovaBio e mercado de CBios

Aprobio apoia auditoria do TCU sobre RenovaBio e mercado de CBios

4 fevereiro, 2026
Maconha no agro brasileiro? Entenda por que a cannabis entrou oficialmente na pauta da pesquisa agrícola

Maconha no agro brasileiro? Entenda por que a cannabis entrou oficialmente na pauta da pesquisa agrícola

3 fevereiro, 2026
Carregar mais
Próximo post
Brasil pode se beneficiar da crise da soja nos EUA

La Niña é confirmado até fevereiro de 2026 e entra de vez na rota do agro

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36