terça-feira, julho 21, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

A justificativa dos Estados Unidos para propor novas tarifas ao Brasil

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
5 junho, 2026
em Leia mais
Tempo de leitura: 8 minutos
A A
0
Home Leia mais
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Órgão de comércio americano sugere taxas de 25% sobre produtos brasileiros, criticando o Pix e citando regulação de redes sociais, etanol, acordos tarifários e desmatamento como práticas comerciais “irrazoáveis”

Dias após a visita do senador Flávio Bolsonaro ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) divulgou recomendações para a Casa Branca taxar em até 25% uma longa lista de produtos brasileiros pelo que o órgão chama de práticas comerciais “irrazoáveis” do Brasil.

Leia mais

No mundo do tarifaço, o Brasil tem questões a resolver, diz Rubens Barbosa

EUA poupam café, carne e petróleo de tarifa ao Brasil; confira lista de isenções

Inadimplência rural atinge 8,8% no 1º trimestre de 2026, recorde da série histórica, aponta Serasa

EUA aplicam tarifa de importação de 25% sobre o Brasil; carnes e café estão entre exceções

O texto publicado na segunda-feira, 1º, cita “atos onerosos” brasileiros relacionados ao “comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas injustas e preferenciais; aplicação das leis anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal” como justificativas para enquadrar Brasília nas sanções da Lei de Comércio americana.

O órgão, porém, lista diversos produtos que estariam fora das sanções, como carne bovina, café, diversas frutas e verduras, além de minerais e metais como carvão, cobalto, níquel e alumínio.

A decisão é tomada no contexto de uma decisão judicial que proibiu Trump de aplicar seu “tarifaço” de forma indiscriminada. Uma tarifa global de 10% é atualmente imposta contra o Brasil e diversos países. A sanção não é automática e depende do aval da Casa Branca.

Investigação contra práticas “desleais”

A proposta parte de uma investigação aberta em 15 de julho do ano passado, quando a pressão de Trump contra produtos e autoridades brasileiras atingiu seu auge. Desde então, o mandatário americano arrefeceu a retórica e flexibilizou barreiras tarifárias.

No último encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Trump disse ter tido uma “ótima” conversa sobre a questão comercial. Para o representante de Comércio americano, Jamieson Greer, porém, o diálogo renovado não foi suficiente.

“Ao longo do último ano, Trump e eu tivemos várias reuniões construtivas com Lula e seu gabinete, que se intensificaram nas últimas semanas. No entanto, continuamos a ter diferenças substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”, afirmou.

O escritório disse esperar resposta do governo brasileiro “antes do prazo legal de 15 de julho de 2026 para a adoção de ações de resposta”. Uma audiência pública está prevista para o dia 6 do mesmo mês.

À época da abertura da investigação, membros do governo brasileiro associaram a iniciativa à pressão de Trump para coibir uma condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Por meio do vice-presidente Geraldo Alckmin, o Planalto enviou cartas à Casa Branca e impulsionou campanhas em defesa do Pix e da soberania nacional.

Ainda no ano passado, a investigação chegou a amenizar atritos entre Executivo e Legislativo em pautas econômicas e provocou os presidentes da Câmara e do Senado a lançar uma manifestação conjunta com o governo Lula.

Agora, o nome de Bolsonaro deixou de figurar na lista de prioridades de Trump em diálogos com Lula, mas o documento com mais de 100 páginas produzido pelo USTR sugere que há temas mal resolvidos na relação entre Washington e o Brasil, principalmente demandas de empresas americanas.

Redes sociais

Dentre eles, o principal tema segue sendo o uso do Pix e as decisões políticas e judiciais que responsabilizam as redes sociais por conteúdos publicados nas plataformas.

“Tribunais brasileiros emitiram ordens secretas determinando que empresas de mídia social dos EUA removam determinados conteúdos políticos e suspendam perfis de residentes nos EUA, em alguns casos de forma global, além de proibir as plataformas de divulgar essas ordens aos proprietários dos perfis”, escreve o órgão americano, que também reclama de multas impostas por não conformidade.

O USTR cita diretamente o bloqueio ao X imposto pelo ministro do STF Alexandre de Moraes em 2024 como motivo de preocupação.

“Da mesma forma, os tribunais brasileiros proibiram o X de operar no Brasil entre agosto e outubro de 2024, depois que a empresa se recusou a retirar do ar o conteúdo criado por um jornalista brasileiro residente nos Estados Unidos e a nomear um representante local”, afirma.

À época, Moraes aplicou diversas multas à rede social por não cumprimento de decisões judiciais anteriores que determinavam a remoção de conteúdos da plataforma, entre eles o do blogueiro Allan dos Santos.

O órgão americano insiste no tema por entender que as ações afetam empresas americanas, como a plataforma de Elon Musk, ao restringir o uso e aplicar multas ao seu funcionamento.

Desde então, o ecossistema brasileiro de regulação das redes sociais ficou ainda mais rígido. Em maio deste ano, Lula publicou decreto com mudanças estabelecidas no Marco Civil da Internet, ampliando a responsabilidade de provedores de internet e plataformas digitais por conteúdos ilícitos publicados por seus usuários.

Pix

No caso do Pix, o governo americano avalia que o Brasil prejudica empresas americanas que atuam em serviços de pagamento eletrônicos ao impulsionar seu próprio modelo de pagamento. “O papel duplo do Banco Central do Brasil como regulador e proprietário/operador do Pix cria um conflito de interesses, na ausência de salvaguardas processuais adequadas”, escreve.

“Por exemplo, o Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas e determina que o Pix seja exibido na tela principal dos aplicativos das instituições participantes com destaque não inferior a qualquer outra funcionalidade de pagamento ou transferência”, continua, antes de também criticar a gratuidade do Pix para pessoas físicas.

O Pix é o único serviço de pagamento eletrônico desenvolvido pelo governo brasileiro. O lançamento do sistema tirou força de modelos lançados por empresas americanas, como o Google Pay ou a ferramenta de pagamentos do WhatsApp, que foi descontinuada.

Tarifas preferenciais

Nos encargos tarifários, os EUA acreditam que o Brasil favorece México e Índia em acordos comerciais preferenciais em diversos setores, como produtos agrícolas, veículos e autopeças, minerais, produtos químicos e máquinas.

A principal crítica é que os acordos ampliaram as trocas comerciais com esses países em fatias de mercado capturadas dos EUA. Washington diz que o Brasil importa sem encargos veículos e autopeças mexicanos, por exemplo, enquanto aplica a regra da tarifa de nação mais favorecida (MFN) para os produtos americanos.

“Esse tratamento preferencial cobre mais de 10 mil linhas tarifárias para o México e centenas de linhas tarifárias para a Índia, com alíquotas entre 10% e 100% inferiores à tarifa MFN do Brasil, que se aplica às exportações dos EUA nesses mesmos setores”, argumenta o USTR.

O acesso ao mercado de etanol brasileiro também é visto como prática desleal pelos americanos. “Em 2017, o Brasil interrompeu abruptamente o tratamento tarifário anteriormente equilibrado para o etanol e, desde então, não ofereceu tratamento tarifário recíproco para as exportações de etanol dos EUA”, diz o órgão, sobre o fim de prática estabelecida em 2010.

Naquele ano, o governo brasileiro suspendeu tarifas de 20% na importação do produto, mas sete anos depois, o Planalto voltou a impor barreiras tarifárias sob a justificativa de valorizar a indústria nacional.

Aplicação das leis anticorrupção, pirataria e desmatamento

O Brasil deixa de adotar medidas de fiscalização suficientes para combater o suborno e a corrupção, alega o USTR, citando relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2023 sobre a dificuldade de investigar e processar casos de suborno estrangeiro.

Os EUA também citam a anulação de condenações e provas do acordo com a Odebrecht na Operação Lava Jato como motivo de preocupação para a realização de negócios com o setor público brasileiro.

No âmbito da proteção da propriedade intelectual, o órgão americano diz que o país cria processos “irrazoáveis e onerosos” que restringem o comércio dos EUA.

“O Brasil não aplica de forma suficiente suas leis penais e regulamentos aduaneiros para enfrentar produtos falsificados; não resolve o tempo excessivamente longo que suas autoridades levam para examinar pedidos de patentes, especialmente patentes biofarmacêuticas; e não realiza medidas antipirataria consistentes e contínuas”, pontua.

Também há críticas ao desmatamento ilegal e à dificuldade de verificar se madeira amazônica foi extraída legalmente.

“Quando produtos agrícolas e de madeira produzidos em áreas desmatadas ilegalmente entram nos Estados Unidos e nos mercados globais, isso mina a competitividade dos produtos dos EUA, resultando em perda de receitas e vendas para produtores e exportadores americanos”, diz.

O texto critica diretamente o desmatamento em áreas protegidas, que aumentou 79% durante o governo de Jair Bolsonaro, e práticas usadas pela agropecuária.

Governo defende Pix e demais práticas comerciais

O governo brasileiro não respondeu até o momento à sugestão do USTR. Na última sexta-feira, Lula disse que Flávio Bolsonaro “traiu” o Brasil ao pedir “intervenção” em temas como o combate a organizações criminosas.

Em agosto do ano passado, o governo havia enviado diversas respostas às acusações americanas.

Na ocasião, sustentou que o Pix reforça a segurança do sistema financeiro sem discriminar empresas estrangeiras. Afirma ainda que a gestão pública garante neutralidade e que outros bancos centrais, como o Federal Reserve americano, também desenvolvem tecnologias semelhantes.

O país rejeita a ideia de que decisões judiciais tenham imposto medidas discriminatórias contra companhias americanas. Argumenta que a responsabilização de plataformas é aplicada a todas as empresas independentemente de origem.

Em relação à acusação de tolerância ao comércio de falsificados, o Itamaraty afirma que o Brasil mantém um regime de proteção à propriedade intelectual e atua para coibir práticas ilegais.

Sobre o etanol, o Brasil diz cumprir compromissos multilaterais, abaixo do teto de 35% da Organização Mundial do Comércio (OMC), enquanto os EUA impõem taxas mais altas ao produto brasileiro.

Quanto ao desmatamento, o governo afirma que suas políticas ambientais não configuram barreiras comerciais nem prejudicam a competitividade de empresas americanas.

Fonte: Deutsche Welle

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Unica e Bioenergia Brasil argumentam que tarifa do etanol segue regras do Mercosul

Próximo post

Usinas priorizam produção de etanol no início da safra de cana

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

No mundo do tarifaço, o Brasil tem questões a resolver, diz Rubens Barbosa

No mundo do tarifaço, o Brasil tem questões a resolver, diz Rubens Barbosa

20 julho, 2026
EUA poupam café, carne e petróleo de tarifa ao Brasil; confira lista de isenções

EUA poupam café, carne e petróleo de tarifa ao Brasil; confira lista de isenções

20 julho, 2026
Inadimplência rural atinge 8,8% no 1º trimestre de 2026, recorde da série histórica, aponta Serasa

Inadimplência rural atinge 8,8% no 1º trimestre de 2026, recorde da série histórica, aponta Serasa

17 julho, 2026
EUA aplicam tarifa de importação de 25% sobre o Brasil; carnes e café estão entre exceções

EUA aplicam tarifa de importação de 25% sobre o Brasil; carnes e café estão entre exceções

17 julho, 2026
Lucro líquido da Camil Alimentos cai 57,6% no 1º trimestre de 2026, para R$ 28 milhões

Lucro líquido da Camil Alimentos cai 57,6% no 1º trimestre de 2026, para R$ 28 milhões

17 julho, 2026
Ambipar testa biocombustível marítimo que pode reduzir em até 99% as emissões de carbono

Primeiro navio abastecido com etanol brasileiro parte em impulso aos biocombustíveis

16 julho, 2026
Etanol de milho tem momento ‘menos favorável’, avalia XP

Aumento da mistura na gasolina deve demandar 300 mi litros de etanol de milho

16 julho, 2026
Manejo eficiente pode reduzir emissões de óxido nitroso no setor sucroenergético

Preço do açúcar fica estável no Brasil, enquanto etanol volta a recuar

16 julho, 2026
Investimento em produção de petróleo e gás sobe 150% em 2024 ante 2022, diz ANP

Escalada do petróleo já pressiona os preços dos derivados importados, diz Abicom

15 julho, 2026
BP Bioenergy reduz número de incêndios registrados em 50% entre 2019 e 2025

BP Bioenergy reduz número de incêndios registrados em 50% entre 2019 e 2025

14 julho, 2026
Carregar mais
Próximo post
Usinas priorizam produção de etanol no início da safra de cana

Usinas priorizam produção de etanol no início da safra de cana

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
15º Prêmio Visão Agro Centro-Sul reuniu lideranças da bioenergia em Piracicaba

15º Prêmio Visão Agro Centro-Sul reuniu lideranças da bioenergia em Piracicaba

16 julho, 2026
Produtividade e qualidade da cana do Centro-Sul caem em junho, aponta CTC

MP pede laudos para avaliar se usina da BP Bioenergy causou dano ambiental em TO

14 julho, 2026
Smar conquista o 15º Prêmio Visão Agro Centro-Sul na categoria Automação Industrial

Smar conquista Prêmio Visão Agro Centro-Sul na categoria Automação Industrial

16 julho, 2026
Centro-Sul deve moer 598,8 mi t de cana na safra 2025/26, queda de 3,7%, avalia StoneX

Usina da BP Bioenergy em TO pode perder certificação no RenovaBio se dano for provado

15 julho, 2026
Com impacto de provisões para perdas, Raízen teve prejuízo de R$ 27 bilhões na safra 2025/26

Moody’s rebaixa Cosan após crise na Raízen e mantém perspectiva negativa

20 julho, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36