A usina São José da Estiva será a primeira usina do estado de São Paulo a abrigar estações de coleta de dados climáticos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ligado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A parceria, indicada pela União Nacional da Bioenergia (Udop), envolve também a Eletrobrás.
As duas estações, que passam a fazer parte da malha de coleta de dados do Inmet, serão instaladas em áreas do grupo W.J. de Biasi nas regiões de Novo Horizonte e Pongaí. Cada estação tem dez metros de altura e ocupa uma área de 100 metros quadrados.
O supervisor de planejamento agronômico Pedro Nogueira explica que a usina entra com a disponibilização da área e o suporte básico de conservação e acesso, enquanto o Inmet é responsável pela instalação, operação e manutenção dos equipamentos, além da gestão dos dados gerados.
“É uma parceria onde conseguimos agregar tecnologia sem necessidade de investimento direto em estrutura”, afirma.
Para a divisão agrícola da usina, a parceria com o Inmet e a Eletrobras contribui para uma gestão mais orientada por dados, com ganhos em controle, desempenho e segurança operacional, passo importante para fortalecer a base de decisão, que passa a contar com dados climáticos mais confiáveis e alinhados à realidade da empresa, o que aumenta a previsibilidade e reduz incertezas na operação.
“Isso tem impacto direto na eficiência, porque permite planejar melhor as atividades, otimizar recursos e atuar de forma mais assertiva nos momentos críticos”, detalha Nogueira.
Outra vantagem, segundo a companhia, é o acesso a dados oficiais e a integração com uma rede nacional de monitoramento, o que eleva o nível das análises e dá mais consistência técnica às decisões.
“Com essas novas unidades, passamos a ter acompanhamento mais preciso de regiões que anteriormente não possuíam monitoramento direto, permitindo maior assertividade nas tomadas de decisão agrícolas, melhor planejamento operacional e mais agilidade na gestão das condições climáticas em campo”, afirma o gerente da divisão agrícola, Clézio Menandro.
A etapa burocrática contou com o apoio da equipe da área de tecnologia da informação. O analista de projetos Diego Silva conta que todos os trâmites foram rápidos. “Em menos de um mês finalizamos a documentação, o que acelerou também a instalação das estações nas áreas escolhidas”, observa.
O gerente de área de TI, Rodrigo Verna, destaca a iniciativa como um avanço significativo. “Estamos fortalecendo nossa capacidade de tomada de decisão climática com mais precisão e equipamentos de ponta. Nosso maior intuito nesse projeto é elevar a qualidade e a assertividade dos processos sensíveis ao clima em nossa operação, “afirmou.
A expectativa da sucroenergética é de que novas estações entrem em operação em meados de junho.
Fonte: Estiva Bioenergia
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