quarta-feira, março 25, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Na Cocal, resíduo de usina vira gás para refrigerante

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
5 julho, 2022
em Economia, Tecnologia, Usinas
Tempo de leitura: 3 minutos
A A
0
Home Mercado Economia
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Muitas usinas sucroenergéticas buscam aproveitar subprodutos de seus processos para obter novas receitas, usando vinhaça para produzir fertilizantes e biogás, por exemplo, ou a biomassa para produzir etanol e energia. Mas nenhuma havia explorado o mercado de gás carbônico industrial como faz agora a Cocal.

A empresa começou a operar a planta de gás carbônico “food-grade” em seu parque de Narandiba (SP) em março, e recentemente alcançou ritmo que permite garantir entregas ao mercado. A companhia investiu R$ 25 milhões na unidade, erguida em 18 meses.

Leia mais

Tereos estima economia de R$ 40 milhões por safra com integração das operações

Cade aprova compra de usinas de geração distribuída da Raízen pelo grupo Gera

Recuperação da Raízen acende alerta para produtores de cana às vésperas da nova safra

Diesel fica mais restrito e mais caro entre a colheita e o plantio da 2ª safra

A aposta no gás carbônico “food-grade”, muito usado em indústrias de refrigerantes e cervejarias, só foi possível porque a Cocal já tem uma planta de biometano. Em uma usina de cana convencional, só se obtém o gás carbônico no período de cerca de oito meses em que ocorre a moagem de cana, já que ele resulta do processo de fermentação da sacarose para a produção de etanol.

Mas, na planta anexa de biometano que a Cocal construiu, também há emissão de gás carbônico no processo de transformação do biogás. Com isso, a operação pode se estender por todos os meses do ano, já que a empresa armazena torta de filtro (resíduo da usina) para que a biodigestão em biogás também ocorra na entressafra da cana.

Segundo André Gustavo Alves da Silva, diretor comercial e de novos produtos da Cocal, para entrar no mercado de gás carbônico “food-grade”, é fundamental assegurar o suprimento ao longo do ano, o que não seria possível se a empresa aproveitasse apenas o CO2 de sua usina de etanol. “Nesse mercado, a garantia de suprimento é tão importante quanto preço”, diz.

“Diferencial de sustentabilidade”
Hoje, uma das maiores fornecedoras de gás carbônico liquefeito “food grade” é a gigante de fertilizantes norueguesa Yara, que extrai o CO2 a partir da amônia, produzida por sua vez a partir de gás natural. Silva acredita que o fato de a Cocal produzir o gás carbônico a partir de uma planta como a cana, e não de uma matéria-prima de origem fóssil, pode atrair clientes que buscam um “diferencial de sustentabilidade” no produto.

A expectativa é que a capacidade atual da planta garanta à empresa uma participação de mercado de 3% a 5%. A planta da Cocal tem capacidade de processar 48 toneladas de CO2 por dia, ou 16 mil toneladas ao ano. Desde maio, a planta já está operando em sua capacidade máxima.

É importante ressaltar que a captura do gás carbônico para venda a outra indústria não significa que esse gás deixará de ser emitido na atmosfera. A diferença é que, se hoje o gás carbônico é emitido no processo industrial de uma usina comum, aumentando a pegada de carbono no escopo 1 de emissões (relativo à produção), no caso da Cocal, esse gás passará a ser emitido apenas no consumo, migrando a pegada para o escopo 3 de emissões (relacionada à cadeia de produção).

Porém, Silva afirma que, quando uma indústria alimentícia substitui o gás carbônico “food-grade” de origem fóssil por um de origem vegetal, há comparativamente redução da pegada de carbono, já que, no primeiro caso, há emissões de gases de efeito estufa para a queima dos derivados fósseis e produção da amônia.

A Cocal já está com dois contratos comerciais em negociação, incluindo com uma grande indústria de bebidas. Silva diz que o produto está atraindo clientes de várias regiões que buscam um produto “verde”. O plano da Cocal é acertar vendas tanto em contratos de longo prazo, de cinco anos, garantindo a entrega e o armazenamento do produto nos pátios das indústrias dos clientes, como no mercado físico. A expectativa da empresa é que o investimento se pague em três a cinco anos.

VALOR ECONÔMICO

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

O futuro da inovação no Brasil é verde – Por Paulo Hartung

Próximo post

Usina está igual ‘barata tonta’ sem saber como formar preço do etanol em julho, diz Archer

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Tereos estima economia de R$ 40 milhões por safra com integração das operações

25 março, 2026

Cade aprova compra de usinas de geração distribuída da Raízen pelo grupo Gera

25 março, 2026

Recuperação da Raízen acende alerta para produtores de cana às vésperas da nova safra

24 março, 2026
Diesel fica mais restrito e mais caro entre a colheita e o plantio da 2ª safra

Diesel fica mais restrito e mais caro entre a colheita e o plantio da 2ª safra

24 março, 2026
Usina da Mata investe R$ 60 milhões em irrigação inteligente e amplia eficiência no campo

Usina da Mata investe R$ 60 milhões em irrigação inteligente e amplia eficiência no campo

23 março, 2026
Usina Caeté conclui safra 2025/2026 com superação de desafios climáticos e resultados positivos

Usina Caeté conclui safra 2025/2026 com superação de desafios climáticos e resultados positivos

23 março, 2026
Denusa é destaque em produtividade agrícola em Goiás e no Brasil

Denusa é destaque em produtividade agrícola em Goiás e no Brasil

23 março, 2026
Justiça condena usina de Ituiutaba (MG) que demitiu motorista após queixas no WhatsApp

Justiça condena usina de Ituiutaba (MG) que demitiu motorista após queixas no WhatsApp

23 março, 2026
Pedra Agroindustrial completa 95 anos e projeta moagem de 14 milhões de toneladas na safra 2026/27

Pedra Agroindustrial completa 95 anos e projeta moagem de 14 milhões de toneladas na safra 2026/27

23 março, 2026
Vibra e Raízen estão entre as empresas que mais descumpriram tabela do frete

Vibra e Raízen estão entre as empresas que mais descumpriram tabela do frete

19 março, 2026
Carregar mais
Próximo post

Usina está igual ‘barata tonta’ sem saber como formar preço do etanol em julho, diz Archer

LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36