domingo, março 29, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Novo CEO agiliza redução de preços na Petrobras

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
27 setembro, 2022
em Bioenergia, Economia
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Bioenergia
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin
Hoje completam-se três meses desde que Caio Paes de Andrade assumiu a presidência da Petrobras. Para chegar ao principal cargo de uma das maiores empresas brasileiras, o executivo enfrentou um processo conturbado que incluiu discussões internas na petroleira sobre se ele preenchia os requisitos para a função.

A análise se prolongou por mais de um mês: Andrade foi indicado pela União, controladora da Petrobras, em 23 de maio, mas só teve o nome aprovado pelo conselho de administração da estatal em 27 de junho. Desde que assumiu como CEO, há 90 dias, a Petrobras acelerou a redução de preços dos combustíveis – uma demanda periódica do presidente Jair Bolsonaro – e fez uma mudança na diretoria da estatal.

Novas reduções de preços nos combustíveis não estão descartadas até o fim da semana, antes do 1º turno das eleições, no domingo, e há indicações que outras trocas de diretores também podem ocorrer até o fim do ano, independentemente de quem ganhar as eleições presidenciais, dizem fontes. A troca feita até agora consistiu na substituição de Juliano Dantas por Paulo Palaia na diretoria-executiva de transformação digital e inovação.

Leia mais

EUA vai consumir combustível com mais etanol diante de possível escassez

Petrobras planeja investir até R$ 9 bilhões e reposiciona biodiesel e energia limpa

Usina Batatais inicia moagem de cana com perspectiva de safra 15% maior em 2026/27

Após adiamentos, CNPE pode discutir regra para biodiesel importado

Desde o dia 19 de julho, a Petrobras fez 12 reduções em preços de combustíveis, em anúncios que têm sido praticamente semanais. A queda do petróleo no mercado internacional tem facilitado a tarefa da Petrobras de reduzir os preços, mandato que Andrade recebeu do presidente da República. Foram, ao todo, no período, quatro cortes na gasolina, que acumula queda de 19,22%, e três reduções no diesel, com redução acumulada de 12,84%. No caso do gás liquefeito de petróleo (GLP), o “gás de cozinha”, foram dois cortes, que levaram a uma retração de 10,54% nos preços. Houve também reduções nos preços de venda da gasolina e querosene de aviação (GAV e QAV) e do asfalto, produtos que sofrem reajustes mensais.

No período em que está à frente da Petrobras, Andrade quase não apareceu em eventos públicos delegando a tarefa aos diretores-executivos da empresa. Nesta segunda-feira (26), em rara aparição, o executivo enviou vídeo gravado para a abertura da Rio Oil&Gas, principal evento do setor na América Latina, que vai até quinta-feira. Na mensagem, ele disse que a companhia vai seguir priorizando a descarbonização das operações e o desenvolvimento de bioprodutos no contexto da transição para a economia de baixo carbono. “Trabalhamos sem descanso para descarbonizar em linha com o Acordo de Paris”, afirmou.

O executivo disse que não pôde participar presencialmente do evento por recomendações médicas. Este mês tornou-se público que Andrade teve detectado um carcinoma (um tipo de câncer) na cabeça e no pescoço e começou tratamento para a doença. No discurso, Andrade destacou que o foco da Petrobras é o pré-sal. “Esse é o nosso ativo de maior valor e uma das províncias petroleiras mais importantes do mundo”, disse. Ele afirmou que, ao mesmo tempo, a empresa vai desenvolver novas fronteiras de exploração, como a região da Margem Equatorial, no Norte e Nordeste do país. “Sempre atentos à responsabilidade ambiental e social”, ressaltou. E concluiu a breve mensagem: “O Brasil está na rota da melhoria do ambiente de negócios, do combate à burocracia e da ampliação da segurança jurídica, para criar as condições que precisa para crescer através do investimento privado.”

Ex-presidente do Serviço de Processamento de Dados (Serpro) do governo federal e sem experiência pregressa na indústria do petróleo, Andrade é o quarto presidente da Petrobras no governo Bolsonaro. Os três anteriores – Roberto Castello Branco, Joaquim Silva e Luna e José Mauro Coelho – foram demitidos por contrariar o presidente da República ao aumentar os preços da gasolina e do diesel. Os combustíveis se tornaram uma das principais bandeiras de Bolsonaro no projeto de reeleição. Na segunda-feira (26), em sabatina, Bolsonaro voltou a elogiar a gestão de Andrade, que é próximo do ministro da Economia, Paulo Guedes (ler mais sobre Andrade em Ata do conselho conta como foi eleição em 27 de junho).

“Andrade assumiu a presidência [da Petrobras] de maneira silenciosa, não conversou com os públicos de interesse da empresa. É um nome frágil, nomeado para atender aos interesses do governo”, critica William Nozaki, coordenador-técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep), entidade ligada aos petroleiros. Nozaki acrescenta: “A companhia passou a repassar as baixas nos preços com maior velocidade e é sintomático que isso tenha ocorrido no período eleitoral. Não se pode desconsiderar que essa gestão tem sido beneficiada pela mudança no cenário internacional, com a queda do preço do petróleo, mas a forma como os repasses vêm acontecendo sinaliza uma gestão marcada pela necessidade de atender aos interesses eleitorais do governo.”

O Valor procurou a Petrobras para ouvir Andrade, mas o executivo não respondeu diretamente. Em nota, a empresa afirmou que tem mantido a prática de preços de mercado. “Foram realizadas reduções recentes, que acompanharam a evolução dos preços de referência, sempre buscando o equilíbrio com os preços de mercado e evitando, contudo, o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio.” Fontes dizem, porém, que a Petrobras estaria operando abaixo da média móvel usada para definir as cotações, em um “piso” que facilitaria as reduções.

Na nota, a companhia destacou o pagamento de dividendos: “Em julho, foi aprovada a remuneração aos acionistas de R$ 6,73 por ação ordinária e preferencial. Da remuneração total aos acionistas, 36,6% são destinados para a União, que detém a maior parte das ações ordinárias da companhia. A maior parte da remuneração aos acionistas paga pela Petrobras retorna à União e à sociedade brasileira, incluindo os mais de 700 mil acionistas brasileiros.” De acordo com a empresa, os dividendos têm sido acompanhados pelo aumento dos investimentos de forma “responsável e compatível com a sustentabilidade financeira da companhia”.

No setor de petróleo, não há consenso sobre a gestão de Andrade. Há quem considere que a falta de experiência dele nessa indústria não tem atrapalhado a atuação como CEO: “Ele está aprendendo, assim como o Luna”, diz fonte em referência a Joaquim Luna e Silva, general da reserva que havia sido presidente de Itaipu Binacional antes de chegar à Petrobras. Mas há críticas ao que se considera uma gestão distante de funcionários e da alta administração. “A gestão dele é curiosa pois optou por ficar a maior parte do tempo em Brasília, guardando um distanciamento”, disse um executivo. Na nota, a Petrobras disse que Andrade tem trabalhado presencialmente, tanto na sede, no Rio, como no prédio da Petrobras em Brasília, e, eventualmente, em São Paulo.

Fonte: Valor Econômico

Clique AQUI, entre no grupo de WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Mubadala faz melhor oferta pela BP Bunge Bioenergia, dizem fontes

Próximo post

Conferência Internacional DATAGRO Sobre Açúcar e Etanol destaca novos mercados e oportunidades para bioenergia

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Produção de etanol dos EUA recua 4,52% na semana, para 1,055 milhão de barris por dia

EUA vai consumir combustível com mais etanol diante de possível escassez

27 março, 2026
ANP avalia pedido de suspensão da mistura de biodiesel ao óleo diesel

Petrobras planeja investir até R$ 9 bilhões e reposiciona biodiesel e energia limpa

26 março, 2026
Usina Batatais inicia moagem de cana com perspectiva de safra 15% maior em 2026/27

Usina Batatais inicia moagem de cana com perspectiva de safra 15% maior em 2026/27

26 março, 2026
Brasil acelera na rota do biodiesel com meta de mistura de 20% até 2030

Após adiamentos, CNPE pode discutir regra para biodiesel importado

26 março, 2026
Petrobras

Petrobras planeja reabrir usina de biodiesel em Quixadá e retoma aposta no segmento

25 março, 2026

Tereos estima economia de R$ 40 milhões por safra com integração das operações

25 março, 2026

Cade aprova compra de usinas de geração distribuída da Raízen pelo grupo Gera

25 março, 2026

Recuperação da Raízen acende alerta para produtores de cana às vésperas da nova safra

24 março, 2026
Diesel fica mais restrito e mais caro entre a colheita e o plantio da 2ª safra

Diesel fica mais restrito e mais caro entre a colheita e o plantio da 2ª safra

24 março, 2026
Etanol de milho dispara no Brasil: produção cresce 33% ao ano e já disputa com cana-de-açúcar

Caramuru aposta em B16 em 2026 e aguarda aval do BNDES para usina de etanol de milho

24 março, 2026
Carregar mais
Próximo post
datagro

Conferência Internacional DATAGRO Sobre Açúcar e Etanol destaca novos mercados e oportunidades para bioenergia

LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36