quarta-feira, julho 15, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Novo CEO agiliza redução de preços na Petrobras

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
27 setembro, 2022
em Bioenergia, Economia
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Bioenergia
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin
Hoje completam-se três meses desde que Caio Paes de Andrade assumiu a presidência da Petrobras. Para chegar ao principal cargo de uma das maiores empresas brasileiras, o executivo enfrentou um processo conturbado que incluiu discussões internas na petroleira sobre se ele preenchia os requisitos para a função.

A análise se prolongou por mais de um mês: Andrade foi indicado pela União, controladora da Petrobras, em 23 de maio, mas só teve o nome aprovado pelo conselho de administração da estatal em 27 de junho. Desde que assumiu como CEO, há 90 dias, a Petrobras acelerou a redução de preços dos combustíveis – uma demanda periódica do presidente Jair Bolsonaro – e fez uma mudança na diretoria da estatal.

Novas reduções de preços nos combustíveis não estão descartadas até o fim da semana, antes do 1º turno das eleições, no domingo, e há indicações que outras trocas de diretores também podem ocorrer até o fim do ano, independentemente de quem ganhar as eleições presidenciais, dizem fontes. A troca feita até agora consistiu na substituição de Juliano Dantas por Paulo Palaia na diretoria-executiva de transformação digital e inovação.

Leia mais

E32 pode adicionar 1 bilhão de litros à demanda anual por etanol anidro

Setor do etanol avalia judicialização por perdas com subsídio à gasolina

MP pede laudos para avaliar se usina da BP Bioenergy causou dano ambiental em TO

S&P rebaixa rating da Cosan e cita reestruturação da Raízen

Desde o dia 19 de julho, a Petrobras fez 12 reduções em preços de combustíveis, em anúncios que têm sido praticamente semanais. A queda do petróleo no mercado internacional tem facilitado a tarefa da Petrobras de reduzir os preços, mandato que Andrade recebeu do presidente da República. Foram, ao todo, no período, quatro cortes na gasolina, que acumula queda de 19,22%, e três reduções no diesel, com redução acumulada de 12,84%. No caso do gás liquefeito de petróleo (GLP), o “gás de cozinha”, foram dois cortes, que levaram a uma retração de 10,54% nos preços. Houve também reduções nos preços de venda da gasolina e querosene de aviação (GAV e QAV) e do asfalto, produtos que sofrem reajustes mensais.

No período em que está à frente da Petrobras, Andrade quase não apareceu em eventos públicos delegando a tarefa aos diretores-executivos da empresa. Nesta segunda-feira (26), em rara aparição, o executivo enviou vídeo gravado para a abertura da Rio Oil&Gas, principal evento do setor na América Latina, que vai até quinta-feira. Na mensagem, ele disse que a companhia vai seguir priorizando a descarbonização das operações e o desenvolvimento de bioprodutos no contexto da transição para a economia de baixo carbono. “Trabalhamos sem descanso para descarbonizar em linha com o Acordo de Paris”, afirmou.

O executivo disse que não pôde participar presencialmente do evento por recomendações médicas. Este mês tornou-se público que Andrade teve detectado um carcinoma (um tipo de câncer) na cabeça e no pescoço e começou tratamento para a doença. No discurso, Andrade destacou que o foco da Petrobras é o pré-sal. “Esse é o nosso ativo de maior valor e uma das províncias petroleiras mais importantes do mundo”, disse. Ele afirmou que, ao mesmo tempo, a empresa vai desenvolver novas fronteiras de exploração, como a região da Margem Equatorial, no Norte e Nordeste do país. “Sempre atentos à responsabilidade ambiental e social”, ressaltou. E concluiu a breve mensagem: “O Brasil está na rota da melhoria do ambiente de negócios, do combate à burocracia e da ampliação da segurança jurídica, para criar as condições que precisa para crescer através do investimento privado.”

Ex-presidente do Serviço de Processamento de Dados (Serpro) do governo federal e sem experiência pregressa na indústria do petróleo, Andrade é o quarto presidente da Petrobras no governo Bolsonaro. Os três anteriores – Roberto Castello Branco, Joaquim Silva e Luna e José Mauro Coelho – foram demitidos por contrariar o presidente da República ao aumentar os preços da gasolina e do diesel. Os combustíveis se tornaram uma das principais bandeiras de Bolsonaro no projeto de reeleição. Na segunda-feira (26), em sabatina, Bolsonaro voltou a elogiar a gestão de Andrade, que é próximo do ministro da Economia, Paulo Guedes (ler mais sobre Andrade em Ata do conselho conta como foi eleição em 27 de junho).

“Andrade assumiu a presidência [da Petrobras] de maneira silenciosa, não conversou com os públicos de interesse da empresa. É um nome frágil, nomeado para atender aos interesses do governo”, critica William Nozaki, coordenador-técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep), entidade ligada aos petroleiros. Nozaki acrescenta: “A companhia passou a repassar as baixas nos preços com maior velocidade e é sintomático que isso tenha ocorrido no período eleitoral. Não se pode desconsiderar que essa gestão tem sido beneficiada pela mudança no cenário internacional, com a queda do preço do petróleo, mas a forma como os repasses vêm acontecendo sinaliza uma gestão marcada pela necessidade de atender aos interesses eleitorais do governo.”

O Valor procurou a Petrobras para ouvir Andrade, mas o executivo não respondeu diretamente. Em nota, a empresa afirmou que tem mantido a prática de preços de mercado. “Foram realizadas reduções recentes, que acompanharam a evolução dos preços de referência, sempre buscando o equilíbrio com os preços de mercado e evitando, contudo, o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio.” Fontes dizem, porém, que a Petrobras estaria operando abaixo da média móvel usada para definir as cotações, em um “piso” que facilitaria as reduções.

Na nota, a companhia destacou o pagamento de dividendos: “Em julho, foi aprovada a remuneração aos acionistas de R$ 6,73 por ação ordinária e preferencial. Da remuneração total aos acionistas, 36,6% são destinados para a União, que detém a maior parte das ações ordinárias da companhia. A maior parte da remuneração aos acionistas paga pela Petrobras retorna à União e à sociedade brasileira, incluindo os mais de 700 mil acionistas brasileiros.” De acordo com a empresa, os dividendos têm sido acompanhados pelo aumento dos investimentos de forma “responsável e compatível com a sustentabilidade financeira da companhia”.

No setor de petróleo, não há consenso sobre a gestão de Andrade. Há quem considere que a falta de experiência dele nessa indústria não tem atrapalhado a atuação como CEO: “Ele está aprendendo, assim como o Luna”, diz fonte em referência a Joaquim Luna e Silva, general da reserva que havia sido presidente de Itaipu Binacional antes de chegar à Petrobras. Mas há críticas ao que se considera uma gestão distante de funcionários e da alta administração. “A gestão dele é curiosa pois optou por ficar a maior parte do tempo em Brasília, guardando um distanciamento”, disse um executivo. Na nota, a Petrobras disse que Andrade tem trabalhado presencialmente, tanto na sede, no Rio, como no prédio da Petrobras em Brasília, e, eventualmente, em São Paulo.

Fonte: Valor Econômico

Clique AQUI, entre no grupo de WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Mubadala faz melhor oferta pela BP Bunge Bioenergia, dizem fontes

Próximo post

Conferência Internacional DATAGRO Sobre Açúcar e Etanol destaca novos mercados e oportunidades para bioenergia

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

ETANOL: Indicadores seguem em queda

E32 pode adicionar 1 bilhão de litros à demanda anual por etanol anidro

14 julho, 2026
Solução desenvolvida pela USP pode reduzir perda de produção de etanol por contaminação

Setor do etanol avalia judicialização por perdas com subsídio à gasolina

14 julho, 2026
Produtividade e qualidade da cana do Centro-Sul caem em junho, aponta CTC

MP pede laudos para avaliar se usina da BP Bioenergy causou dano ambiental em TO

14 julho, 2026
Credores e bondholders da Raízen indicam ex-Oi e ex-Americanas para reestruturação

S&P rebaixa rating da Cosan e cita reestruturação da Raízen

14 julho, 2026
Raízen vende 55 usinas de geração distribuída para Thopen e Grupo Gera por R$ 600 milhões

Cade aprova venda de ativos da Raízen Energia na Argentina para Mercuria Energy Group

13 julho, 2026
Usina Batatais adquire canaviais da Bazan, incluindo parcela vinda da Santa Elisa

Usina Batatais registra prejuízo de R$ 142 milhões na safra 2025/26

10 julho, 2026
BP e Ultracargo ampliam capacidade de armazenagem em hub logístico multimodal

BP e Ultracargo ampliam capacidade de armazenagem em hub logístico multimodal

10 julho, 2026
Usinas paraense e goiana recebem autorização da ANP para aumento de produção diária

ANP monitora abastecimento de combustíveis no Norte para reduzir impacto do El Niño

10 julho, 2026
Saiba quem são as três maiores produtoras de etanol de milho no Brasil

Produtores de milho dos EUA pedem retaliação ao Brasil por barreiras contra etanol americano

9 julho, 2026
Força-tarefa dos combustíveis chega a SP e ANP autua Vibra, Ipiranga e Nexta

Substituição da gasolina pelo etanol no Brasil chega a 47,2% e atinge maior nível para maio desde 2019

9 julho, 2026
Carregar mais
Próximo post
datagro

Conferência Internacional DATAGRO Sobre Açúcar e Etanol destaca novos mercados e oportunidades para bioenergia

Mais lidas da semana

  • Trending
Usina Batatais adquire canaviais da Bazan, incluindo parcela vinda da Santa Elisa

Usina Batatais registra prejuízo de R$ 142 milhões na safra 2025/26

10 julho, 2026
Raízen paga R$ 300 mil à CVM para encerrar processo sobre operação “fantasma” de E2G

Seis gestoras fazem proposta a credores para comprar dívida da Raízen

6 julho, 2026
Inscrições para Cases de Sucesso do Prêmio Visão Agro Centro-Sul terminam em 1º de junho

É amanhã: 15º Prêmio Visão Agro Centro-Sul reunirá empresas e lideranças da bioenergia em Piracicaba

13 julho, 2026
Prêmio Visão Agro Centro-Sul caminha para sua 15ª edição, em Piracicaba

É hoje: 15º Prêmio Visão Agro Centro-Sul celebra destaques da bioenergia

14 julho, 2026
Grupo Queiroz de Queiroz leva pesagem ao campo, ajusta cargas na safra e amplia controle da operação agrícola

Grupo Queiroz de Queiroz leva pesagem ao campo, ajusta cargas na safra e amplia controle da operação agrícola

7 julho, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36