Operação está em análise no Cade; valores não foram divulgados
Após participar do grupo de empresas que adquiriu os canaviais da usina Santa Elisa – paralisada pela Raízen em julho –, a Batatais está prestes a realizar mais uma compra de matéria-prima. Desta vez, as terras são originárias do grupo Bazan, que controla duas unidades em Pontal (SP).
A negociação se tornou pública com a divulgação da requisição do ato de concentração pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), realizada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 1º.
Conforme a notificação protocolada junto ao Cade, a Batatais quer adquirir a “totalidade das quotas representativas do capital social de uma sociedade limitada” a ser criada pela Bazan. “Os ativos serão segregados do patrimônio da vendedora, por meio de uma reorganização societária, e transferidos para a empresa-alvo, que será adquirida pela compradora”, resume.
Além disso, a operação também envolve contratos associados ao cultivo e à aquisição de cana-de-açúcar vinculados a outro ato de aquisição. Neste caso, a Batatais deve assumir também os canaviais comprados pela Bazan após a desativação da Santa Elisa, da Raízen.
Entretanto, não foi divulgada a extensão das terras que serão vendidas e nem se a Batatais irá assumir integralmente os contratos da Bazan vindos da Raízen; também não está claro se alguma planta industrial fará parte da operação. Além disso, não foram apresentados valores financeiros.
Na notificação, as companhias defendem que a operação “é incapaz de suscitar quaisquer preocupações concorrenciais” devido à pequena participação de mercado das empresas envolvidas. Um segundo documento aponta que, para a produção de cana-de-açúcar, essa fatia seria inferior a 10% em ambos os casos. O texto ainda apresenta que o grupo Batatais teria menos de 10% de participação na fabricação nacional de açúcar e no mercado de etanol.
Além disso, também de acordo com o documento disponível para consulta, a Batatais alega que a operação “representa uma oportunidade de expansão da sua capacidade de cultivo e aquisição de cana-de-açúcar”. Já para a Bazan, trata-se de “uma oportunidade de se obter um retorno financeiro pelos investimentos realizados nos ativos e de otimizar as operações de suas usinas”.
O NovaCana entrou em contato com a Batatais, com a Bazan e com o escritório L.O. Baptista, que assina a notificação protocolada no Cade, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
Por: Renata Bossle | Fonte: NovaCana
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