sábado, junho 27, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Rota para fim de combustíveis fósseis virou impasse na COP30

Maria Reis por Maria Reis
25 novembro, 2025
em Leia mais
Tempo de leitura: 6 minutos
A A
0
Home Leia mais
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Texto final não tratou de um tema central nas discussões: como o mundo pode se livrar da dependência de petróleo, gás e carvão

Logo da COP30 é exibido em frente a um edifício central em Belém, Brasil • Wagner Meier/Getty Images

Há dois anos, após um debate acirrado na COP28, em Dubai, e quase três décadas de conferências climáticas anuais, os países participantes finalmente reconheceram a necessidade de “abandonar os combustíveis fósseis”, a maior causa do aumento das temperaturas no planeta.

Leia mais

Vamos precisar importar diesel em julho, afirma presidente da Petrobras

Copacol erguerá armazém com recursos do BNDES

Comissão do Senado dos EUA apresenta nova versão da Farm Bill sem E15

Governo mantém elevação de tarifas a carro elétrico e renova cota zero

Uma rota (roadmap) para acelerar a mudança para as energias renováveis poderia fornecer dicas sobre como fazer essa mudança, traduzindo em ações concretas compromissos assumidos para frear o aquecimento global e os consequentes eventos climáticos extremos.

Até hoje isso não aconteceu, apesar dos esforços realizados na COP30 que um plano global para esse desmame fosse traçado. Os anfitriões brasileiros chegaram a cogitar mencionar um roteiro para a eliminação gradual dos combustíveis fósseis, mas o tema ficou de fora da agenda oficial e do último rascunho do texto final da cúpula.

Países ricos e em desenvolvimento que foram a Belém em busca de reduções mais ambiciosas nas emissões formaram uma coalizão, com a Colômbia liderando esse movimento. Cerca de 30 países da Europa, África, América Latina e pequenos Estados insulares em desenvolvimento apoiaram a iniciativa e ameaçam bloquear o acordo caso a menção aos combustíveis fósseis não estivesse no texto final.

“Esta não pode ser uma agenda que nos divida”, defendeu o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, em uma sessão plenária pública. “Precisamos chegar a um acordo”.

O presidente da Iniciativa do Tratado sobre Combustíveis Fósseis, o sul-africano Kumi Naidoo, afirmou que o rascunho do texto final da COP30, divulgado na sexta-feira, 21, estava muito aquém do que se esperava – e do que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu.

“A falta de um plano concreto para lidar com a produção de carvão, petróleo e gás só aumenta a urgência de um Tratado sobre Combustíveis Fósseis. Não podemos nos dar ao luxo de esperar mais um ano por outro sinal político fraco enquanto comunidades inteiras queimam e se afogam”, disse.

Pressão contrária

O tema dos combustíveis fósseis tem sido há muito tempo politicamente controverso nas conferências climáticas, e aqueles que defendem um roteiro para uma transição energética enfrentam forte oposição de alguns setores, principalmente de nações produtoras de petróleo, como a Arábia Saudita e o Irã.

Um negociador presente em Belém estimou que cerca de 70 países se oporiam a qualquer nova decisão da COP30 que abordasse combustíveis fósseis.

De acordo com um relatório divulgado pela Kick Big Polluters Out, uma coalizão de 450 organizações, um em cada 25 participantes em Belém representa a indústria de combustíveis fósseis.

Esses enviados superam em número as delegações de todos os países, exceto o Brasil, e têm dois terços a mais de credenciais para a conferência do que os dez países mais vulneráveis às mudanças climáticas juntos.

Entre os lobistas com vínculos com o petróleo, carvão e gás presentes na COP30, estão representantes das gigantes da energia ExxonMobil, Shell e TotalEnergies, bem como empresas petrolíferas estatais, aponta a coalizão.

O relatório destaca uma preocupação crescente de que aqueles com interesse em manter a dependência dos combustíveis fósseis tenham influência desproporcional nas cúpulas da COP. “É senso comum que não se pode resolver um problema dando poder àqueles que o causaram”, disse Jax Bonbon, membro da coalizão.

Embora algumas grandes empresas de petróleo e gás estejam planejando diminuir a produção no longo prazo, há uma tendência geral de aumentá-la no curto prazo.

O financiamento público de combustíveis fósseis aumentou US$ 75 bilhões (R$ 403 bilhões) por ano desde 2014, chegando a um total de US$ 1,6 trilhão (R$ 8,6 trilhões) anual, de acordo com pesquisas recentes.

Na COP28, em Dubai, as principais nações produtoras de petróleo resistiram aos apelos para a transição para fontes de energia renováveis, propondo, em vez disso, a alternativa de eliminar gradualmente as emissões de combustíveis fósseis usando tecnologias como captura e armazenamento de carbono, que ainda não foram testadas em grande escala.

A China é outro exemplo de país que não dirá publicamente que vai eliminar gradualmente os combustíveis fósseis, disse Bin Hu, do Instituto de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável da Universidade Tsinghua, na China, à DW.

“A China precisa equilibrar o desenvolvimento econômico, a segurança energética e, também, o combate às mudanças climáticas ao mesmo tempo”, disse. Ele acrescentou que certas regiões da China estão preocupadas com a forma como a transição para a energia limpa pode aumentar o desemprego.

Como o Brasil se posiciona?

O Brasil chegou a considerar as demandas por um mapa do caminho para redução de combustíveis fósseis. No entanto, diante das divergências e para resguardar outras agendas da cúpula, as metas de redução de petróleo, carvão e gás natural ficaram de fora.

O presidente Lula – criticado por aprovar um projeto de exploração de petróleo na foz do Amazonas – exortou os líderes mundiais a trabalharem para acabar com a dependência dos combustíveis fósseis. Em seu “Apelo de Belém pelo Clima”, Lula defendeu um cronograma para a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis e maior apoio financeiro aos países em desenvolvimento.

A pressão diplomática em Belém foi apoiada pela ministra do Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva, que disse ser a favor de um roteiro “porque ele estabelece as bases para uma transição justa e planejada” para longe do petróleo, carvão e gás poluentes.

Johan Rockström, diretor do Instituto Potsdam para pesquisa sobre o impacto climático, na Alemanha, disse à DW que os avanços em outras questões importantes da COP30, como a proteção florestal ou o financiamento para a adaptação, “só podem ser comemorados se também houver progresso na eliminação gradual dos combustíveis fósseis”.

Por: Holly Young com colaboração de Sofia Fernandes, Tim Schauenberg e Beatrice Christofaro | Fonte: Deutsche Welle

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Após derrubada parcial de tarifas, Lula diz esperar “zerar celeuma” com EUA

Próximo post

Raízen detalha custos de linha de crédito rotativo de US$ 1 bilhão

Maria Reis

Maria Reis

Notícias Relacionadas

Vamos precisar importar diesel em julho, afirma presidente da Petrobras

Vamos precisar importar diesel em julho, afirma presidente da Petrobras

26 junho, 2026
Copacol erguerá armazém com recursos do BNDES

Copacol erguerá armazém com recursos do BNDES

26 junho, 2026
Produção de etanol dos EUA aumenta 2% na semana, para 1,113 milhão de barris por dia

Comissão do Senado dos EUA apresenta nova versão da Farm Bill sem E15

25 junho, 2026
Xiaomi construirá segunda fábrica de carros na China

Governo mantém elevação de tarifas a carro elétrico e renova cota zero

25 junho, 2026
Combustível dispara na Bahia e dá munição ao discurso de reestatização

Rússia enfrenta escassez de combustíveis e alta de preços sob impacto da guerra

25 junho, 2026
Projeto realizado pela São Martinho promove o monitoramento biológico do lobo-guará em áreas da Unidade Iracema

Projeto realizado pela São Martinho promove o monitoramento biológico do lobo-guará em áreas da Unidade Iracema

24 junho, 2026
Após lucro recorde, Copersucar vê mais moagem de cana e alta do açúcar até o fim da safra

Após lucro recorde, Copersucar vê mais moagem de cana e alta do açúcar até o fim da safra

24 junho, 2026
Opinião: O jogo mudou: por que a eficiência voltou ao centro das decisões na bioenergia

Opinião: O jogo mudou: por que a eficiência voltou ao centro das decisões na bioenergia

24 junho, 2026
Etanol: anidro recua 3,52% e hidratado desvaloriza 0,94% na semana

Governo elevará teor de etanol na gasolina para 32%, afirma Alckmin

23 junho, 2026
FS vende 10 mil créditos de carbono gerados por BECCS para a Freepoint Commodities

FS vende 10 mil créditos de carbono gerados por BECCS para a Freepoint Commodities

22 junho, 2026
Carregar mais
Próximo post
Superintendência do Cade aprova venda de 40 projetos fotovoltaicos da Raízen para a Brasol

Raízen detalha custos de linha de crédito rotativo de US$ 1 bilhão

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Zilor dribla quebra de safra, e lucro dá salto

Zilor dribla quebra de safra, e lucro dá salto

24 junho, 2026
Raízen elege diretor de reestruturação para plano extrajudicial

Raízen elege diretor de reestruturação para plano extrajudicial

22 junho, 2026
Cocal conquista troféu “Cases de Sucesso” do Prêmio Visão Agro Centro-Sul com tecnologia que transforma vinhaça em fertilizante líquido

Cocal conquista troféu “Cases de Sucesso” do Prêmio Visão Agro Centro-Sul com tecnologia que transforma vinhaça em fertilizante líquido

19 junho, 2026
IG4 negocia compra de dívida da Raízen e mira comando da empresa reestruturada

IG4 negocia compra de dívida da Raízen e mira comando da empresa reestruturada

23 junho, 2026
São Martinho é condenada por programa que prevê dispensa compulsória aos 65 anos

São Martinho é condenada por programa que prevê dispensa compulsória aos 65 anos

26 junho, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36