segunda-feira, agosto 24, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Segundo estudo, 92% da produção de etanol deriva da expansão de novas áreas de cana

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
24 novembro, 2023
em Leia mais
Tempo de leitura: 4 minutos
A A
0
Home Leia mais
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

De acordo com dados da Datagro, a produção mundial de etanol cresceu 3,6% em 2021. O Brasil, atualmente, é o segundo maior produtor deste combustível, que por gerar menos emissão de gases poluentes na atmosfera, rivaliza com os carros elétricos na disputa por um automóvel que seja mais sustentável. Ao tentar entender quão “verde” realmente é o etanol, uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) utilizou monitoramento por satélite para criar um modelo econômico, fundamentado em dados, capaz de analisar o uso da terra destinado às atividades agrícolas de cana-de-açúcar.

No que diz respeito ao uso da terra, o pesquisador da Escola Brasileira de Economia e Finanças (FGV EPGE), Marcelo Sant’Anna, explica que há duas formas de aumentar a produção da cana-de-açúcar, a primeira é replantar com mais frequência, e a segunda é amplificar essa plantação em novas áreas. “Nosso estudo constatou que ao aumentarmos a produção no Brasil, apenas 8% do novo etanol será proveniente da cana-de-açúcar oriunda de uma maior intensificação do processo de replantio. Os outros 92% virão de novas áreas”, introduziu o professor.

Leia mais

Recuperação Judicial: agro tem alta de 22% e acumula 474 pedidos do recurso no primeiro trimestre de 2026, mostram dados inéditos da Serasa Experian

Inpasa e Comigo prometem iniciar novas operações em Goiás nos próximos meses

Açúcar de MG é transportado ao Porto de Santos em sistema de baixo carbono

Inpasa e UFG realizam estudo sobre o uso de DDGS de sorgo no confinamento de bovinos

À frente do projeto, Sant’Anna contextualiza que a demanda por combustíveis vem aumentando nos últimos anos, assim como a necessidade de reduzir os danos ao meio ambiente. “Neste cenário, já existem inúmeras pesquisas que analisam o ciclo do carbono e as emissões líquidas no processo de produzir etanol. Porém, o que este estudo propôs foi chamar atenção para as consequências relacionadas ao uso da terra, uma vez que a expansão da cana-de-açúcar para produzir o biocombustível vai ser expandida em áreas que podem ser utilizadas para outro tipo de produção”.

Sant’Anna ressalta que essas plantações que ultrapassam a margem de suas áreas podem adentrar em matas e florestas ao redor do país, além de também tomar o espaço de outras culturas agrícolas, como plantação de soja e diversos alimentos. “Nesta pesquisa identificamos que 20% dessas novas áreas eram em sua origem florestas, o que implica um desmatamento para produzir a planta que origina o biocombustível. Outros 70% correspondem a áreas que eram ou de pastagem, ou de outras culturas, como milho, trigo, etc.

O modelo criado permite analisar para onde estão sendo expandidas essas novas áreas e o que ocorre com outras culturas além da cana. “Atualmente é mais barato expandir novas áreas do que intensificar o replantio das que já existem. Como a maioria da expansão da produção se dá em novas áreas, é fundamental entender os determinantes desse processo para se formular políticas públicas”, pontuou Sant’Anna.

Tecnologia e estatística
Para ajustar este modelo econômico, o estudo utilizou imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que mapeou todas as áreas de cultura de cana-de-açúcar no Brasil, com mais de 1 milhão de pontos no mapa, que foram acompanhados por mais de 10 anos. Os dados monitoram não somente o plantio em novas terras, mas também replantio em áreas de cultivo existentes.

“Este estudo provê referências para a discussão sobre quão verde é realmente a cana-de-açúcar em emissões de carbono. Se olharmos como esse aumento de produção ocorre ao longo da curva de oferta, podemos entender melhor os impactos de políticas de promoção do etanol.

Por se tratar de uma planta semi perene, a cana-de-açúcar quando plantada vai gerar um rendimento menor anualmente, até se chegar ao ponto de precisar ser replantada. Existe um canal, portanto, através deste processo de replantio que permite aumentar o rendimento. Porém, o que verificamos é que, apesar de presente, esse mecanismo de intensificação é muito menos relevante do que a expansão para novas áreas de cultura”, complementa o pesquisador.

Através desse novo modelo dinâmico ajustado para os dados brasileiros, ele acredita ser possível realizar experimentos em políticas públicas ao investigar como se dá o aumento da produção de cana-de-açúcar. “Se a produção de etanol estiver vindo de novas áreas de plantação de cana-de-açúcar, acende-se um alerta para as questões ambientais, ou para uma possível interferência na produção de outras commodities agrícolas”.

Sant’Anna aponta que o cenário precisa de um olhar mais cuidadoso, pois responder à pergunta “quão verde é a cana-de-açúcar” depende fundamentalmente do que ocorre com as áreas utilizadas para produção desta planta. “Nosso papel não é dizer se o etanol é bom ou ruim, mas sim, entender todo o ciclo de produção e o real impacto deste combustível que é considerado verde”, concluiu o pesquisador.

Fonte: FGV

◄ Leia outras notícias

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

ANP aprova estudo para regulamentar estoque de carbono na cadeia de combustíveis

Próximo post

Redução de resíduos, de energia e de água são ações adotadas por mais de 80% das indústrias instaladas no Brasil

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Produção agrícola e pecuária aquecem economia

Recuperação Judicial: agro tem alta de 22% e acumula 474 pedidos do recurso no primeiro trimestre de 2026, mostram dados inéditos da Serasa Experian

24 agosto, 2026
Inpasa e Comigo prometem iniciar novas operações em Goiás nos próximos meses

Inpasa e Comigo prometem iniciar novas operações em Goiás nos próximos meses

24 agosto, 2026
Com queda do açúcar e tarifaço, usinas do Nordeste já falam em prejuízo

Açúcar de MG é transportado ao Porto de Santos em sistema de baixo carbono

21 agosto, 2026
Inpasa e UFG realizam estudo sobre o uso de DDGS de sorgo no confinamento de bovinos

Inpasa e UFG realizam estudo sobre o uso de DDGS de sorgo no confinamento de bovinos

21 agosto, 2026
Brasil deve garantir superávit global de açúcar em 3 milhões de toneladas, diz Hedgepoint

Brasil deve garantir superávit global de açúcar em 3 milhões de toneladas, diz Hedgepoint

21 agosto, 2026
Persiste impasse entre usinas e produtores de cana sobre preços

Com El Niño, açúcar atinge maior valor desde abril de 2025 na bolsa de Nova York

20 agosto, 2026
Centro-Sul deve moer 598,8 mi t de cana na safra 2025/26, queda de 3,7%, avalia StoneX

Índia avalia reduzir tarifa sobre importação de açúcar para conter preços, dizem fontes

19 agosto, 2026
Liquidez do açúcar cristal é baixa; queda na parcial de junho é de 8%

Jalles direciona moagem para açúcar em MG e vê safra mais açucareira em 2027/28

18 agosto, 2026
Adecoagro tem alta de 170% no lucro do 2º trimestre, com destaque para fertilizantes

Adecoagro tem alta de 170% no lucro do 2º trimestre, com destaque para fertilizantes

13 agosto, 2026

Com menor receita em açúcar e etanol de milho, lucro da Cerradinho cai 93,7%

13 agosto, 2026
Carregar mais
Próximo post
Redução de resíduos, de energia e de água são ações adotadas por mais de 80% das indústrias instaladas no Brasil

Redução de resíduos, de energia e de água são ações adotadas por mais de 80% das indústrias instaladas no Brasil

Mais lidas da semana

  • Trending
Flávio Bolsonaro: Vamos ter que discutir a quantidade de etanol na gasolina; a gasolina virou etanol

Flávio Bolsonaro: Vamos ter que discutir a quantidade de etanol na gasolina; a gasolina virou etanol

21 agosto, 2026
Persiste impasse entre usinas e produtores de cana sobre preços

Com El Niño, açúcar atinge maior valor desde abril de 2025 na bolsa de Nova York

20 agosto, 2026
Brasil projeta alta de 20% nas exportações de etanol

Brasil projeta alta de 20% nas exportações de etanol

19 agosto, 2026
Jalles migra para SAP S/4HANA para impulsionar crescimento pós abertura de capital

Jalles tem prejuízo de R$ 74,1 milhões no 1º trimestre da safra 2026/27

18 agosto, 2026
Preço da soja volta a cair no mercado interno

Por que o Brasil ainda discute o B16 enquanto a Indonésia já está no B50?

20 agosto, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36