
A substituição de motores a diesel por motores movidos a gás natural foi destacada como uma solução estratégica para reduzir os impactos ambientais e melhorar a saúde pública durante o II Simpósio Nacional de Tecnologia Industrial, evento organizado pelo Grupo de Empresas Parceiras (GEP), em Sertãozinho-SP. Especialistas apontaram que, enquanto o diesel emite três moléculas de carbono por cada molécula de combustível queimado, o gás natural emite apenas uma, representando uma redução significativa nos níveis de poluição.
Os benefícios da transição para motores a gás vão além da questão ambiental. Estudos apresentados no Simpósio revelaram que as partículas liberadas pelo diesel são responsáveis por cerca de 5 mil internações anuais no Brasil, com taxas de mortalidade variando entre 10% e 15%. Além disso, os motores a gás geram menos ruído, um alívio para áreas urbanas onde o tráfego constante impacta diretamente a qualidade de vida.
Essa análise evidencia que a substituição do diesel por gás natural não é apenas uma questão ambiental, mas também uma abordagem holística que integra saúde pública, economia e qualidade de vida urbana. Ao reduzir emissões de carbono e minimizar a liberação de partículas nocivas, a transição impacta diretamente na diminuição de custos hospitalares e no aumento da produtividade, especialmente em grandes centros urbanos.
Hidrogênio renovável

Outro destaque do simpósio foi um estudo apresentado pela pesquisadora Mélida del Pilar sobre a produção de hidrogênio renovável a partir da vinhaça de cana-de-açúcar. Utilizando um processo de digestão anaeróbica em duas fases, bactérias hidrogênicas produzem hidrogênio e ácido na primeira etapa, enquanto na segunda etapa o fluente gerado é convertido em metano.
“O hidrogênio produzido pode ser aplicado em processos como síntese de metanol, hidrogenação do SAF ou fabricação de biofertilizantes”, explicou Melida. Embora ainda em fase inicial, o projeto demonstra grande potencial para transformar o setor sucroenergético, contribuindo para uma matriz energética mais limpa e sustentável.
Com mais de 600 participantes, entre técnicos, gestores e empresários, o II Simpósio Nacional de Tecnologia Industrial não apenas proporcionou um espaço de discussão técnica, mas também fomentou parcerias entre profissionais da agroindústria nacional.
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Fonte: Josielle Gregório e Fábio Palaveri – Visão Agro
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