Evento realizado pela Visão Agro reuniu executivos, especialistas e representantes de mais de 350 empresas em dois dias de discussões sobre mercado, tecnologia, eficiência, gestão e novas oportunidades para a bioenergia

Nos dias 7 e 8 de outubro de 2026, o Vision Tech Summit – A Usina do Amanhã reuniu mais de mil participantes, mais de 30 especialistas e lideranças e representantes de mais de 350 empresas no Multiplan Hall, em Ribeirão Preto (SP). Realizado pela Visão Agro, o encontro colocou no centro das discussões os caminhos que já estavam transformando as usinas, conectando estratégia, tecnologia, eficiência operacional e novas oportunidades de geração de valor.
Com um público formado principalmente por diretores, gerentes, executivos, profissionais de usinas, especialistas e tomadores de decisão da agroindústria, o evento aproximou quem enfrentava os desafios das operações de quem desenvolvia tecnologias, soluções e estratégias para o futuro do setor. Ao longo dos dois dias, os participantes acompanharam conteúdos relacionados a mercado internacional da bioenergia, digitalização, dados, conectividade, etanol de milho, SAF, biometano, biorrefinarias, fertilizantes, integração entre campo e indústria, manutenção, CTT agrícola e competitividade.
A programação mostrou que a chamada Usina do Amanhã não estava restrita a uma única tecnologia. Os debates passaram por decisões de investimento, gestão, novas fontes de receita, diversificação industrial, integração de informações e ganhos de produtividade, além das transformações necessárias para que as unidades produtoras avançassem em competitividade nos anos seguintes.

“O Vision veio com o objetivo de trazer bastante informação, principalmente na área de tecnologia. Isso faz com que as pessoas venham aqui, busquem informação e já comecem a se programar para trabalhar”, destacou Alex Ramos, presidente da Visão Agro.

“Esse, sem dúvida, foi o melhor VisionTech de todos os tempos, em todos os sentidos. Público qualificado, presença massiva de speakers, uma jornada de conteúdo completa e atual”, destacou Alexandre Ramos, CEO da Visão Agro.
Estratégia e tecnologia
No primeiro dia, a programação trouxe uma visão ampla sobre os movimentos que deveriam influenciar as decisões seguintes da bioenergia. Entre os assuntos discutidos estiveram eficiência e gestão orientada por dados, competitividade brasileira no mercado internacional, transformação digital, expansão do etanol de milho, SAF, biometano, biorrefinarias, fertilizantes produzidos dentro das usinas e novas formas de geração de receita. O encontro também reuniu executivos de grupos produtores para discutir margens, investimentos e prioridades para os próximos ciclos do setor.
Durante o painel “Líderes da Bioenergia: Margens, Investimentos e Próximas Decisões”, representantes de CerradinhoBio, São Martinho e Viralcool discutiram os desafios relacionados às margens do setor, as decisões de investimento e as prioridades que deveriam orientar os próximos ciclos das unidades produtoras. Já no painel “O Futuro na Visão das Usinas”, executivos de Tereos, São Martinho e Atvos abordaram a relação entre operação, tecnologia e competitividade nas decisões estratégicas das usinas.
No segundo dia, o conteúdo avançou para a aplicação da tecnologia dentro das operações. Conectividade entre campo e indústria, corte, transbordo e transporte (CTT), integração entre cana e milho, manutenção e confiabilidade de equipamentos, dados e novas tecnologias para o agronegócio estiveram entre os temas apresentados. O encerramento conectou esses movimentos à competitividade brasileira e às perspectivas para a agroenergia ao longo da década seguinte.

“Se tiver que escolher um ponto, é o que tiver de tecnologia no agrícola para eu poder entregar mais sacarose por hectare a um custo competitivo”, afirmou Marcos Fava Neves, professor da USP e da Harven Agribusiness School, ao abordar uma das transformações necessárias para a Usina do Amanhã.
Fava Neves também destacou o papel de encontros como o Vision Tech Summit na circulação de conhecimento e experiências entre os profissionais do setor. Segundo ele, eventos desse tipo proporcionaram oportunidades de acompanhar o que outras empresas estavam fazendo, conhecer inovações e identificar iniciativas que poderiam ser aplicadas dentro das próprias operações.
Pentagro’s Day
No dia 8 de outubro, das 9h às 12h, o Vision Tech Summit também recebeu o Pentagro’s Day, programação exclusiva para convidados voltada à aplicação de tecnologia, dados e inteligência na gestão das usinas. Entre os conteúdos apresentados estiveram “A Pentagro do Futuro”, sobre um novo modelo de usina baseado em eficiência, conectividade e gestão orientada por dados, e “Suporte Pró Ativo – Identificar Oportunidades e Apoiar a Entrega de Resultados”, que apresentou uma abordagem de acompanhamento contínuo das operações para identificar oportunidades de melhoria e transformar informações em resultados mensuráveis.
A agenda também contou com “NewFerm: Antecipando o Futuro da Fermentação Autônoma”, que abordou automação e inteligência aplicada ao processo de fermentação, além do case de S&OP da São Martinho, que mostrou como gêmeo digital e inteligência cognitiva poderiam conectar produção, mercado, supply, logística e armazenagem. O conteúdo apresentou a evolução do Sales and Operations Planning (S&OP) de um processo de planejamento para um sistema de otimização contínua da margem, com apoio da plataforma da Pentagro e inteligência artificial aplicada à tomada de decisão.

“É um momento importantíssimo. É um momento uma vez por ano. A gente reúne os nossos clientes, nosso ecossistema Pentagro, nossos colaboradores também para conversar como vai ser o ano seguinte”, afirmou André Lins, CEO da Pentagro.
André também apontou a inteligência artificial como uma das principais demandas identificadas nas usinas, diante do crescente volume e complexidade dos dados gerados pelas operações. Segundo o executivo, o setor havia alcançado um estágio em que a utilização da IA para apoiar decisões no momento certo se tornara fundamental. Durante o encontro, a Pentagro também apresentou novidades relacionadas à sua plataforma e à integração de soluções como o GM Digital Cognitivo e a Atena.
Negócios e conexões
Além da programação de conteúdo, a Feira de Negócios funcionou durante os dois dias como espaço para relacionamento entre usinas, fornecedores e empresas de tecnologia. Ao todo, 13 expositores participaram do ambiente, apresentando soluções voltadas a diferentes etapas das operações agrícolas, industriais e corporativas.

O espaço também ampliou as oportunidades de networking entre executivos, gestores, profissionais técnicos, fornecedores e representantes de entidades do setor, permitindo que discussões iniciadas no palco avançassem para reuniões, demonstrações de soluções e novas conexões comerciais. A edição contou ainda com quatro patrocinadores e reuniu representantes de mais de 350 empresas, ampliando a presença de diferentes elos da cadeia dentro do evento.
“A gente teve muito conteúdo bom. Conteúdo de mercado, de perspectiva, de futuro, muitas provocações, falamos de tecnologia”, avaliou André Lins, CEO da Pentagro, que classificou a terceira edição como a melhor realizada até então.
A Usina do Amanhã
Ao reunir discussões sobre mercado, investimentos, novas fontes de receita, digitalização, gestão, tecnologia e eficiência operacional, o Vision Tech Summit mostrou que a transformação das usinas passava pela integração entre diferentes áreas e pela capacidade de transformar inovação em resultados concretos. Mais do que antecipar tendências, a edição de 2026 colocou frente a frente profissionais envolvidos nas decisões estratégicas sobre os próximos ciclos da agroindústria e da bioenergia.
O Vision Tech Summit – A Usina do Amanhã 2026 contou com o patrocínio da Pentagro, especializada em tecnologia e inteligência para otimização de processos agroindustriais; da KPMG, organização que atua nas áreas de auditoria, consultoria e serviços tributários; da Pruftechnik/MGS, voltada a soluções para manutenção industrial, alinhamento de máquinas e monitoramento de equipamentos; e da Lowen, especializada em infraestrutura de tecnologia, redes, segurança, suporte técnico e soluções corporativas. A participação das empresas reforçou a conexão do evento com tecnologia, gestão, eficiência operacional e modernização da agroindústria.
Por: Maria Reis | Fonte: Portal Visão Agro
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