O governo Lula (PT) renovou a parceria com a BYD para continuar utilizando dois veículos elétricos da montadora chinesa. O contrato, publicado no Diário Oficial da União, foi estendido até 23 de janeiro de 2026, com possibilidade de prorrogação.
Com isso, o Palácio do Planalto seguirá usando gratuitamente os modelos BYD Dolphin e Tan, cujos valores no mercado são R$ 179 mil e R$ 449,99 mil, respectivamente.
Segundo a Casa Civil, a renovação da parceria visa incentivar a transição energética no Brasil. O governo tem a meta de ampliar significativamente a produção de veículos elétricos e híbridos até 2030, além de adotar outras iniciativas para reduzir a emissão de gases poluentes. Além disso, o acordo com a BYD também serve para avaliar o desempenho dos automóveis.
O presidente Lula e a primeira-dama Janja utilizam os veículos ocasionalmente em eventos oficiais. Em novembro de 2023, por exemplo, Janja chegou ao encontro do G20 no Rio de Janeiro a bordo de um BYD Tan, pouco após trocar farpas com Elon Musk, dono da Tesla, principal concorrente da montadora chinesa.
Líder do mercado de eletrificados, a BYD domina o setor no Brasil. Em 2024, conforme dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a montadora registrou 76.713 emplacamentos, representando 73% das vendas do segmento. Os modelos mais vendidos são o BYD Dolphin Mini e o BYD Dolphin. No total, a empresa registrou um crescimento de 323% no número de veículos comercializados em comparação a 2023.
Por fim, a marca está prestes a iniciar a produção de seus carros elétricos no Brasil, com uma fábrica em Camaçari, na Bahia. A unidade está em fase final de montagem e deve ser inaugurada em março deste ano.
No entanto, a empresa se viu envolvida em uma grande polêmica. No ano passado, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 163 trabalhadores em condições análogas à escravidão na instalação, sendo essa a maior operação do tipo realizada no país em 2023.
Por: Rodrigo Tavares | Fonte: Agência Estado
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