segunda-feira, julho 27, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Trump anuncia tarifa de 12,5% contra o Brasil por trabalho forçado

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
27 julho, 2026
em Política e Governo
Tempo de leitura: 7 minutos
A A
0
Home Mercado Política e Governo
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin
Foto: Getty Images

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira, 23, uma nova tarifa de 12,5% sobre as exportações brasileiras, sob a alegação de que o país falhou em combater adequadamente o trabalho forçado. Além do Brasil, outros 59 parceiros comerciais dos EUA são afetados pela medida, com taxas que variam de 10% a 12,5% e entram em vigor nesta sexta-feira, 24.

Em nota, o governo brasileiro classificou a ação como “arbitrária” e “injustificada” e afirmou que o governo americano “optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais”.

Leia mais

Tarifa dos EUA é “retrocesso” e demanda negociação bilateral, diz Unem

“Marco lastimável”: Governo Lula rejeita novo tarifaço de Trump e aplicará Lei de Reciprocidade

Presidente Donald Trump impõe tarifa de 25% ao etanol brasileiro

Governo nega redução de imposto do etanol como negociação a tarifas dos EUA

A nova tarifa de 12,5% aplicada ao Brasil se soma à taxa adicional de 25% anunciada por Trump na semana passada. As duas medidas têm origem em investigações diferentes e, juntas, podem elevar a carga tarifária sobre determinados produtos brasileiros para até 37,5%, conforme as exceções previstas pelo governo americano.

Em coletiva de imprensa na noite de quinta-feira, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que cerca de 2 mil produtos exportados pelo Brasil para os EUA não estarão sujeitos a nenhuma das duas tarifas, mas que muitos setores estarão sujeitos à dupla taxação.

“É o caso, de calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções e produtos químicos que não sejam farmacêuticos”, exemplificou.

Ele também disse que a taxação é indevida, baseia-se em “fatos que não são reais” e que o Brasil “não pode renunciar à possibilidade” de adotar medidas de reciprocidade, apesar do interesse “primário” ser negociar.

“O Brasil não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento da reciprocidade. Seria abrir mão de um direito que protege a economia brasileira e os interesses do Brasil. É óbvio que o interesse primário é negociar. É óbvio que o objetivo é evitar e afastar essas tarifas, porque elas são extremamente injustas e muito danosas”, declarou.

Em documento divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), o governo americano afirmou que países que adotaram medidas para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado estarão sujeitos à taxa de 10%.

Já aqueles que, na avaliação das autoridades americanas, não implementaram essas restrições – como é o caso do Brasil – pagarão 12,5%. “O presidente Trump reconhece que décadas de pressão diplomática não foram suficientes para eliminar o trabalho forçado das cadeias globais de produção”, disse o representante do USTR, Jamieson Greer, em comunicado.

Segundo ele, os Estados Unidos mantêm há quase um século uma proibição à importação de produtos associados ao trabalho forçado e aplicam essa regra de forma rigorosa. “Já passou da hora de nossos parceiros comerciais fazerem o mesmo”, disse.

Greer afirmou ainda que a medida anunciada nesta quinta busca combater “tanto uma violação de direitos humanos quanto uma prática comercial distorciva”, com o objetivo de melhorar as condições dos trabalhadores em todo o mundo.

A medida é resultado de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA e representa uma nova escalada na guerra comercial intensificada pelo presidente Donald Trump desde seu retorno à Casa Branca, em janeiro do ano passado.

A investigação foi feita em praticamente todos os parceiros comerciais dos EUA. As 60 economias sob investigação representam mais de 99% da pauta de importações dos EUA. Todas elas foram condenadas pela investigação.

Entre os países atingidos estão importantes parceiros econômicos dos EUA, como Reino Unido, União Europeia, Canadá, Japão e Índia.

O anúncio também ocorre um dia antes da expiração de uma tarifa de 10% que a Casa Branca havia imposto a dezenas de países após uma derrota na Suprema Corte em fevereiro, que derrubou o tarifaço inicial proposto por Trump. Essa tarifa fixa se baseava na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, mas tinha validade de apenas 150 dias.

O presidente dos EUA afirma que as tarifas são necessárias para proteger trabalhadores, estimular a criação de empregos na indústria nacional e garantir uma concorrência considerada mais justa.

Economistas, no entanto, alertam que tarifas mais altas podem encarecer produtos para consumidores. Como os impostos são pagos por empresas importadoras, parte desses custos costuma ser repassada aos preços finais.

As justificativas para taxar o Brasil

A aplicação de novas tarifas começou a ser desenhada em junho, quando o governo americano publicou um relatório que incluía o Brasil e outros países em uma lista de nações que, segundo Washington, “não conseguiram” proibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado.

No caso brasileiro, o documento citava como exemplo a produção de carne bovina. O relatório afirmava que “pesquisas independentes” indicavam que pecuaristas brasileiros aparecem na chamada “Lista Suja”, cadastro público do Ministério do Trabalho que reúne empregadores responsabilizados por trabalho análogo à escravidão após fiscalizações.

Segundo o USTR, a falha em implementar e aplicar de forma efetiva uma proibição de importações relacionadas ao trabalho forçado seria “irrazoável” e “oneraria ou restringiria o comércio dos EUA”.

O órgão argumentou que, embora o Brasil tenha compromissos em acordos de investimento e de livre comércio relacionados ao combate ao trabalho forçado, essas medidas não estabeleceriam uma proibição legal específica para a entrada de produtos produzidos total ou parcialmente nessas condições.

Sobre a pecuária brasileira, o documento afirmou que “está bem documentado que o trabalho forçado é utilizado na produção de gado no Brasil” e citou a lista TVPRA, elaborada pelo governo americano, que identifica produtos com suspeita de uso de trabalho infantil ou trabalho forçado.

O relatório também relacionou a questão trabalhista à disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos no mercado de carne bovina. Segundo o USTR, as exportações brasileiras para a China cresceram mais rapidamente do que as americanas entre 2015 e 2025, o que teria afetado a competitividade dos produtores dos EUA.

O órgão, no entanto, afirmou que “nem todas as importações chinesas de carne bovina congelada do Brasil são necessariamente produzidas com trabalho forçado”, mas alegou que a existência dessa prática na cadeia produtiva indicaria que parte dessas exportações poderia ter sido produzida nessas condições.

No documento divulgado nesta quinta-feira, 23, o USTR reiterou que a tarifa de 12,5% aplicada ao Brasil foi definida com base nas conclusões da investigação conduzida sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

“Após considerar comentários públicos, depoimentos e recomendações do Comitê da Seção 301 e de comitês consultivos, o Representante de Comércio dos Estados Unidos determinou a imposição de uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, com algumas exceções”, afirmou o órgão.

Segundo o USTR, por determinação de Donald Trump, a alíquota, o alcance das tarifas e as isenções foram considerados adequados para eliminar os atos, políticas e práticas identificados como passíveis de sanção durante a investigação.

Governo brasileiro acusa EUA de “manipulação”

Em nota divulgada após o anúncio da nova tarifa, o governo brasileiro acusou os EUA de “manipulação” para implementar o tarifaço contra os países investigados.

“Na ausência de base legal interna para sustentar sua política comercial protecionista, o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais”, disse.

Segundo a nota, o Brasil apresentou durante a investigação informações sobre sua legislação e sobre a atuação das autoridades para impedir a entrada de produtos ligados ao trabalho forçado.

O governo brasileiro também destacou o reconhecimento da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ao país no combate ao trabalho forçado e afirmou que possui políticas de fiscalização, prevenção e responsabilização de empresas e indivíduos envolvidos em casos de trabalho escravo contemporâneo.

Diante da medida, o governo informou que pretende acionar os mecanismos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica e levar o caso ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Tendo em vista o caráter completamente arbitrário e injustificado das tarifas anunciadas contra o Brasil, iniciaremos imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e levaremos o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC”, finalizou.

Por: Iara Diniz Com informações de Francisco Velasquez e Michael Race | Fonte: BBC

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Órgão investigativo do Cade sugere condenação da Bayer

Próximo post

Coopercitrus Expo projeta R$ 2 bi em negócios naExpo 2026, puxados por insumos e fertilizantes

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Tarifa dos EUA é “retrocesso” e demanda negociação bilateral, diz Unem

Tarifa dos EUA é “retrocesso” e demanda negociação bilateral, diz Unem

20 julho, 2026
Com tarifaço de Trump, agro pode faturar metade do valor de 2024

“Marco lastimável”: Governo Lula rejeita novo tarifaço de Trump e aplicará Lei de Reciprocidade

17 julho, 2026
Presidente Donald Trump impõe tarifa de 25% ao etanol brasileiro

Presidente Donald Trump impõe tarifa de 25% ao etanol brasileiro

16 julho, 2026
Etanol dos EUA poderá entrar no RenovaBio, diz secretária do MDIC

Governo nega redução de imposto do etanol como negociação a tarifas dos EUA

10 julho, 2026
IGP-DI acelera para 0,83% em julho, puxado por minério de ferro e gasolina

Governo adia reunião sobre mistura de etanol na gasolina pela terceira vez

9 julho, 2026
Setor produtivo vê clima distensionado e ambiente técnico em audiência sobre tarifaço

Setor produtivo vê clima distensionado e ambiente técnico em audiência sobre tarifaço

8 julho, 2026
Audiência do agro sobre tarifaço tem menos tensão nos EUA

Audiência do agro sobre tarifaço tem menos tensão nos EUA

7 julho, 2026

Empresas vão aos EUA para tentar barrar tarifaço; veja os argumentos

7 julho, 2026
Ministério cria grupo de trabalho sobre El Niño e padroniza exportação de DDG

Ministério cria grupo de trabalho sobre El Niño e padroniza exportação de DDG

2 julho, 2026
Medida provisória destina R$ 270 milhões a produtores de cana do Nordeste

Medida provisória destina R$ 270 milhões a produtores de cana do Nordeste

2 julho, 2026
Carregar mais
Próximo post
Coopercitrus Expo projeta R$ 2 bi em negócios naExpo 2026, puxados por insumos e fertilizantes

Coopercitrus Expo projeta R$ 2 bi em negócios naExpo 2026, puxados por insumos e fertilizantes

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Compra de usina da Raízen não altera perspectiva para Adecoagro, diz S&P

Compra de usina da Raízen não altera perspectiva para Adecoagro, diz S&P

22 julho, 2026
Opinião: O etanol de milho: a bala de prata do setor sucroenergético

Opinião: O etanol de milho: a bala de prata do setor sucroenergético

23 julho, 2026
As 10 maiores cooperativas do agronegócio brasileiro

As 10 maiores cooperativas do agronegócio brasileiro

30 janeiro, 2026
Grupo Itajobi busca reestruturar R$ 3,76 bilhões em dívidas

Grupo Itajobi busca reestruturar R$ 3,76 bilhões em dívidas

21 julho, 2026
Em sua 15ª edição, Dedini conquista Prêmio Visão Agro Centro-Sul na categoria Equipamentos Industriais

Em sua 15ª edição, Dedini conquista Prêmio Visão Agro Centro-Sul na categoria Equipamentos Industriais

22 julho, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36