Relator do projeto “Combustível do Futuro”, parlamentar defende regulação e investimentos para ampliar uso de biocombustíveis renováveis

O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) afirmou que o Brasil tem potencial para assumir a liderança global na transição para uma economia de baixo carbono, com base na produção de biogás e biometano. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Câmara, conduzida pelo jornalista Márcio Achilles Sardi.
Presidente da Comissão Especial da Transição Energética e relator do projeto de lei “Combustível do Futuro”, Jardim destacou que o texto já está pronto para ser analisado em plenário, após ter a urgência de tramitação aprovada. “O Brasil, ao invés de algoz ambiental, tem que ser e será a vanguarda da nova economia — da economia verde, da economia de baixo carbono”, afirmou o parlamentar.
Durante a entrevista, Arnaldo Jardim ressaltou as múltiplas vantagens do uso de biocombustíveis, como o biogás e o biometano. Segundo ele, esses combustíveis, produzidos a partir de resíduos orgânicos, têm menor impacto ambiental, geram empregos e promovem desenvolvimento econômico e social.
“O que hoje é um passivo ambiental — como resíduos urbanos, restos da produção agrícola ou dejetos de animais — pode ser convertido em energia limpa e renovável. Esse material, ao ser tratado, deixa de emitir gases de efeito estufa e passa a gerar biogás ou biometano”, explicou.
O deputado também citou exemplos concretos da aplicação da tecnologia no país. Um deles é a parceria entre a montadora Scania e a Citrosuco, apresentada na Agrishow, que utiliza o bagaço da laranja para gerar biogás, com caminhões adaptados para substituir o diesel. Outro caso mencionado é o da cooperativa Castrolanda, no Paraná, que contratou uma empresa para aproveitar os resíduos de suas granjas na produção de energia.
Jardim defende que o país já conta com a tecnologia necessária para expandir esse modelo e que o próximo passo é criar um marco regulatório claro e atrativo para investimentos. “Avançamos nos equipamentos e processos. Agora, precisamos de regulação e integração à infraestrutura energética existente”, afirmou.
Por fim, o parlamentar reforçou o papel estratégico do Brasil na transição energética global. “Nossa matriz energética é uma das mais limpas do mundo, com grande participação de fontes renováveis. No setor de combustíveis, também estamos avançando rapidamente. O biogás e o biometano têm tudo para se tornarem protagonistas nesse cenário.”
Por: Maria Reis – Visão Agro | Fonte: Rádio Câmara
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