Durante “Melhores do Agronegócio”, cientista brasileira Mariangela Hungria recebeu homenagem pela conquista do Prêmio Mundial de Alimentação

Ontem, antes da entrega dos troféus do “Melhores do Agronegócio”, a cientista brasileira Mariangela Hungria recebeu homenagem pela conquista do Prêmio Mundial de Alimentação – World Food Prize (WFP). A premiação, anual, reconhece o trabalho de personalidades que contribuem para melhorar a qualidade e a oferta de alimentos no mundo, o que deu ao WFP a alcunha de “Nobel” da agricultura e alimentação.
“Este tem sido um ano muito especial, com tantas homenagens. E é especial receber essa homenagem da ‘Globo Rural’, que tanto valoriza o trabalho da Embrapa. Muita gente com altos níveis de educação infelizmente despreza a ciência, mas a gente não liga, e segue na defesa da pesquisa e do conhecimento”, afirmou ela após receber um certificado das mãos da diretora de redação do Valor, Maria Fernanda Delmas.
A Fundação World Food Prize, responsável pelo World Food Prize, anunciou a escolha de Mariangela Hungria em maio deste ano. A entrega da honraria ocorreu em outubro, em cerimônia em Des Moines, nos Estados Unidos, onde fica a sede da entidade. A fundação nasceu por iniciativa de Norman Bourlaug, conhecido como o “pai da Revolução Verde”.
Formada em engenharia agronômica na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP) em 1979, Mariangela Hungria trabalha desde julho de 1981 na Embrapa Soja, em Londrina (PR). Na cidade, ela também deu início à carreira de professora, na Universidade Estadual de Londrina (UEL). A cientista é doutora em Ciência do Solo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), pós-doutora em microbiologia na Universidade de Cornell (EUA) e em fitoquímica e sinalização molecular plantas-microrganismos na Universidade da Califórnia, também nos EUA. Ela recebeu um terceiro PhD na Universidade de Sevilha (Espanha).
A pesquisadora tem defendido o uso de bioinsumos na recuperação de pastagens degradadas. “Nós temos soluções para muitas culturas. Estamos procurando parceiros para recuperar pastagens com bioinsumos”, disse.
Por: Patrick Cruz | Fonte: Globo Rural
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