Banco vê risco de diluição, incertezas sobre reestruturação e cenário adverso para açúcar e etanol
O Citi avalia que mesmo que a Raízen conclua seu programa de desinvestimentos, a companhia ainda estaria sem capacidade de apresentar geração de fluxo de caixa livre (FCF). Assim, a necessidade de aumento de capital na companhia não é uma novidade para a casa. O mais preocupante, por sua vez, são as incertezas em relação ao futuro da companhia.
“Do ponto de vista dos investidores, a principal preocupação reside na falta de visibilidade em relação ao plano de reestruturação. Há apreensões sobre uma possível diluição em um cenário de aumento de capital, um provável ‘haircut’ (desconto) na dívida e os efeitos de um possível pedido de recuperação judicial ou extrajudicial”, escrevem os analistas do banco.
Apesar do cenário desafiador para a empresa, a Raízen mantém, na visão do Citi, uma posição de caixa robusta, sugerindo que a empresa poderia enfrentar mais períodos de geração negativa de fluxo de caixa. No entanto, há a expectativa de um cenário de preços fracos para produtos de açúcar e etanol na próxima safra.
“Esperamos preços baixos do açúcar no curto a médio prazo devido aos bons níveis de produção nos países mais relevantes ao redor do mundo. No lado do etanol, esperamos que os preços dos biocombustíveis diminuam”, diz o relatório do Citi.
O ambiente competitivo mais saudável no setor de distribuição de combustíveis no Brasil seria o contraponto positivo, que pode compensar parcialmente algumas das pressões negativas.
Nesse contexto, o banco mantém classificação neutra para os papéis da empresa, com preço-alvo de R$ 0,90.
Por: Talita Nascimento | Fonte: Agência Estado
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