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VLI renova contrato com BP Bioenergy e projeta expansão no escoamento de açúcar

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
17 abril, 2026
em Usinas
Tempo de leitura: 4 minutos
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Home Setor bioenergético Usinas
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A VLI Logística renova nesta terça-feira, 15, um contrato de longo prazo para movimentação de açúcar VHP que mantém com a BP Bioenergy, braço sucroenergético da petroleira britânica BP no Brasil.

O acordo será assinado durante a Intermodal South America 2026, evento do setor logístico que acontece em São Paulo (SP). A informação foi repassada em primeira mão ao AgFeed.

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A VLI não informa a duração do contrato com a BP nem o volume de açúcar que será movimentado daqui em diante, mas afirma que o acordo prevê ampliação no montante transportado.

“É um contrato que prevê gradual crescimento de volume para expandir a parceria e aumentar a participação nos volumes da BP”, diz o gerente geral comercial agro e líquidos da VLI, Bruno Pantoja.

Nas últimas cinco safras, a VLI transportou aproximadamente 6,4 milhões de toneladas de açúcar para a BP Bioenergy, considerando cargas provenientes de nove usinas da companhia localizadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, além de volumes de unidades parceiras.

O transporte das cargas é feito pelos modais rodoviário e ferroviário. A etapa rodoviária é realizada por meio da plataforma digital da VLI responsável pela gestão do transporte desde as usinas até os terminais ferroviários de Uberaba (MG) e Guará (SP).

A partir desses pontos, o açúcar segue pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) até a Baixada Santista, de onde é exportado para diversos mercados internacionais.

A parceria reforça também a posição da VLI como um dos principais operadores no escoamento de açúcar pelo Porto de Santos.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a empresa é responsável atualmente por cerca de 20% das exportações do produto na Baixada Santista, por meio do Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam).

No ano passado, houve a elevação de 14,3 milhões de toneladas úteis (MTUs) no terminal, alta de mais de 6% em relação ao volume de 2024.

Obras de melhorias no Tiplam feitas no primeiro semestre de 2025 contribuíram para que houvesse uma melhora no resultado.

Uma das principais iniciativas foi a dragagem no terminal. Com isso, foi possível elevar seu calado máximo – distância entre a linha de flutuação e o fundo da embarcação – de 13,35 metros para 14,10 metros, permitindo um aumento de cerca de 10% na capacidade de cargas dos navios que operam no local.

Assim, em agosto do ano passado, o terminal registrou o maior embarque de cargas de sua história, justamente para a BP. Na ocasião, foram carregadas 83 mil toneladas de açúcar VHP pertencentes à companhia com destino ao Oriente Médio.

Nem todas as exportações, no entanto, acontecem no Tiplam. Alguns clientes, como a Copersucar, têm terminal próprio em Santos. “A gente leva de ferrovia até o terminal, mas a exportação é feita pelo porto deles”, explica Pantoja.

Além da Copersucar e da BP, a VLI também trabalha com outros clientes, como Tereos e LDC, no mercado sucroenergético. “A gente tem um papel relevante no sistema de exportação do açúcar na região Centro-Sul”, resume.

No ano passado, a companhia registrou a movimentação de 43,5 bilhões de TKU nos seus corredores logísticos ferroviários, alta de 4% em relação a 2024.

Mesmo com o setor convivendo com um cenário de commodities com preços mais baixos e dificuldades na importação de fertilizantes, a expectativa da VLI para 2026 é de continuidade de crescimento em termos de movimentação, ainda que a companhia não detalhe publicamente os números exatos previstos para este ano.

“A gente vive um ciclo de baixa das commodities em termos de preço, tanto no grão quanto no açúcar, e isso traz vários impactos, mas em termos de volume a produção de grãos no Brasil é crescente, então, organicamente, já é um crescimento”, explica Pantoja.

Por: Italo Bertão Filho | Fonte: AgFeed

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