terça-feira, junho 16, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Fim da escala 6×1 pode ampliar gargalo de mão de obra e pressionar custos do agro, diz Marcos Fava Neves

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
16 junho, 2026
em Mundo Agro
Tempo de leitura: 4 minutos
A A
0
Home Mundo Agro
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Especialista defende que a proposta seja debatida por segmento, considerando diferenças entre cadeias produtivas, agroindústrias e atividades que dependem de operação contínua

Ilustração: Imagem criada por inteligência artificial

A discussão sobre o fim da escala 6×1, modelo de seis dias de trabalho por um de descanso, acendeu um alerta no agronegócio brasileiro. Em entrevista à CNN, o professor Marcos Fava Neves afirmou que a redução da jornada, se aplicada de forma ampla e sem considerar as particularidades de cada cadeia, pode agravar a escassez de mão de obra, elevar custos das empresas e pressionar o consumidor final. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos e segue para análise do Senado.

Leia mais

Mato Grosso vai proibir uso de biomassa de vegetação nativa por indústrias e usinas de etanol

AGCO apresenta avanços em motores sustentáveis e reforça protagonismo na transição energética do agro

Unica e Bioenergia Brasil argumentam que tarifa do etanol segue regras do Mercosul

Impacto de tarifas dos Estados Unidos deve ser limitado para usinas sucroenergéticas

Para Marcos, o debate não deve partir da ideia de que o trabalhador não mereça melhores condições. Segundo ele, “ninguém é contra uma pessoa trabalhar menos e ganhar mais”. O ponto central, na avaliação do especialista, é o momento em que a proposta avança e a falta de uma discussão mais aprofundada sobre os reflexos para setores que já enfrentam dificuldade para contratar.

O professor afirmou que, em diferentes regiões e segmentos do país, a reclamação sobre mão de obra se repete tanto em quantidade quanto em qualificação. Ele citou o setor de frangos e suínos, especialmente os frigoríficos, como exemplo de uma cadeia intensiva em trabalho e com milhares de vagas abertas. Na entrevista, Marcos mencionou cerca de 20 mil posições sem preenchimento, cenário que, segundo ele, tem levado empresas a dependerem também de trabalhadores vindos de países como Venezuela e Haiti.

A preocupação ganha peso porque o agro reúne atividades muito distintas entre si. Há cadeias com maior possibilidade de reorganizar turnos, mecanizar processos ou absorver mudanças de jornada com ganhos de produtividade. Em outras, como frigoríficos, colheitas em janelas curtas, operações industriais contínuas e logística de perecíveis, a aplicação de uma regra única pode exigir contratações adicionais apenas para manter o mesmo volume de produção.

Custo e inflação

O professor citou o caso de uma grande empresa exportadora do setor frigorífico, com cerca de 51 mil funcionários, que poderia precisar contratar aproximadamente 10 mil pessoas a mais para preservar sua produção. Na leitura do especialista, esse aumento de pessoal, sem crescimento proporcional da receita, tende a elevar o custo operacional, reduzir competitividade e repassar parte da conta para os preços dos alimentos.

O tema também expõe uma diferença estrutural entre os segmentos do agro. Em culturas como café, por exemplo, determinadas etapas podem permitir reorganização da jornada conforme produtividade e disponibilidade regional. Já em cadeias como soja, proteína animal, cana-de-açúcar e agroindústria, os períodos de plantio, colheita, processamento, transporte e exportação impõem ritmos próprios, muitas vezes com necessidade de operação em turnos e planejamento 24 horas.

Na avaliação dele, a discussão deveria ser conduzida setor por setor, com escuta de empresas, trabalhadores, entidades produtivas e especialistas em mercado de trabalho. Ele defendeu que o Senado coloque “um freio” na tramitação para permitir ajustes e evitar que a mudança seja aprovada de forma acelerada. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a PEC não irá diretamente ao Plenário e deverá passar pelas comissões da Casa.

A cana como exemplo

A tecnologia aparece como parte da resposta, mas não como solução imediata. Marcos lembrou que a mecanização já transformou a realidade da cana-de-açúcar, substituindo o corte manual por operações mais tecnificadas e deslocando trabalhadores para funções em outros setores. O mesmo movimento, segundo ele, deve ocorrer em atividades como colheita de frutas, automação industrial, inteligência artificial, sensores e controle de processos, mas essa transição exige tempo, investimento e qualificação profissional.

O avanço da pauta, portanto, coloca o agro diante de um dilema: melhorar a organização do trabalho sem comprometer a capacidade produtiva, a competitividade das empresas e o abastecimento. Para o professor, a redução da jornada precisa ser discutida com responsabilidade e levando em conta as peculiaridades de cada cadeia, sob risco de transformar uma demanda social legítima em pressão adicional sobre custos, inflação e geração de empregos no campo e na agroindústria.

Por: Redação – Portal Visão Agro

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Diretor Agroindustrial da Uisa, Jari de Souza estará no Vision Tech Summit

Próximo post

Capital humano como diferencial estratégico no setor sucroenergético

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Mato Grosso vai proibir uso de biomassa de vegetação nativa por indústrias e usinas de etanol

Mato Grosso vai proibir uso de biomassa de vegetação nativa por indústrias e usinas de etanol

12 junho, 2026
AGCO apresenta avanços em motores sustentáveis e reforça protagonismo na transição energética do agro

AGCO apresenta avanços em motores sustentáveis e reforça protagonismo na transição energética do agro

10 junho, 2026
ETANOL: Indicadores seguem em queda

Unica e Bioenergia Brasil argumentam que tarifa do etanol segue regras do Mercosul

5 junho, 2026
Tarifa de 50% dos EUA sobre etanol brasileiro traz desafios e oportunidades, diz presidente da Bioenergia Brasil

Impacto de tarifas dos Estados Unidos deve ser limitado para usinas sucroenergéticas

5 junho, 2026
Setor de fertilizantes especiais faturou menos em 2025, mas confia em retomada

Setor de fertilizantes especiais faturou menos em 2025, mas confia em retomada

2 junho, 2026
Raízen se mantém na liderança entre os maiores grupos sucroenergéticos por toneladas moídas; veja a lista completa

Raízen se mantém na liderança entre os maiores grupos sucroenergéticos por toneladas moídas; veja a lista completa

26 maio, 2026
Mosaic e Inpasa assinam novo acordo de barter focado em insumos

Mosaic e Inpasa assinam novo acordo de barter focado em insumos

26 maio, 2026
BP Bioenergy utiliza tecnologia para monitorar fadiga de 5,2 mil motoristas

BP Bioenergy utiliza tecnologia para monitorar fadiga de 5,2 mil motoristas

22 maio, 2026
Channel Manager da DJI Agriculture destaca avanço dos drones agrícolas na cana-de-açúcar

Channel Manager da DJI Agriculture destaca avanço dos drones agrícolas na cana-de-açúcar

11 maio, 2026
Mais de 33% da área produtiva do Brasil já possui 4G ou 5G, diz ConectarAGRO

Mais de 33% da área produtiva do Brasil já possui 4G ou 5G, diz ConectarAGRO

11 maio, 2026
Carregar mais
Próximo post
Capital humano como diferencial estratégico no setor sucroenergético

Capital humano como diferencial estratégico no setor sucroenergético

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Empresário foragido acusado de ligação com o PCC pode ter comprado usinas de cana em esquema

Justiça do Trabalho deve julgar ação sobre excesso de carga no transporte de cana

11 junho, 2026
Raízen reforça operação da Usina Vale do Rosário e desmente boatos sobre venda ou hibernação

Raízen vende ativos na Argentina para Mercuria e Integra Capital por US$ 1,4 bilhão

8 junho, 2026
Superintendência do Cade aprova venda de 40 projetos fotovoltaicos da Raízen para a Brasol

Os próximos passos da recuperação da Raízen e o que ainda preocupa o mercado

12 junho, 2026
Mato Grosso vai proibir uso de biomassa de vegetação nativa por indústrias e usinas de etanol

Mato Grosso vai proibir uso de biomassa de vegetação nativa por indústrias e usinas de etanol

12 junho, 2026
Etanol/ANP: preço sobe em 10 Estados e no DF, cai em 12 e fica estável 4

Lula, Alckmin e ministros discutem E32 e tarifa dos EUA com setor de etanol

11 junho, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36