O agronegócio paulista mantém índices elevados de produção e produtividade, mas convive com um cenário de pressão financeira que desafia produtores e empresas de toda a cadeia. Apesar dos resultados expressivos no campo, fatores como juros elevados, aumento dos custos de produção, margens mais apertadas e dificuldades de acesso ao crédito têm comprometido a sustentabilidade econômica do setor.
O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, avalia que o desempenho do agro não pode ser medido apenas pelos volumes produzidos. Segundo ele, os recordes alcançados pela atividade refletem o esforço dos produtores, mas escondem um ambiente cada vez mais desafiador para quem investe e produz.

“Por um lado, produção. Por outro lado, pressão sobre o produtor”, resume o secretário ao defender que a competitividade do agronegócio depende de condições econômicas que permitam a continuidade dos investimentos e garantam rentabilidade ao setor.
Geraldo também destaca que o agronegócio paulista ainda é subestimado por parte da população, que costuma associar São Paulo apenas à indústria, aos serviços e ao ambiente urbano. Na avaliação do secretário, o estado reúne uma das cadeias agroindustriais mais diversificadas do país, integrando produção agropecuária, agroindústria, logística, serviços e exportações.
De acordo com dados apresentados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio paulista alcança R$ 657 bilhões, o equivalente a cerca de 24% de toda a riqueza gerada pelo agro brasileiro e aproximadamente 20% da economia do estado.
Para o secretário, esses números evidenciam o protagonismo de São Paulo no agronegócio nacional e reforçam a necessidade de ampliar o debate sobre políticas públicas, crédito, infraestrutura e competitividade para garantir o crescimento sustentável do setor.
Por: Maria Reis | Fonte: Portal Visão Agro
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