Durante o LIDE Agronegócio Ribeirão Preto, especialista afirmou que o país precisa comunicar melhor sua capacidade de produzir alimentos, energia e conhecimento para o mundo

Durante entrevista concedida no LIDE Agronegócio Ribeirão Preto, o jornalista e publicitário José Luiz Tejon defendeu que o Brasil precisa construir uma estratégia internacional de propaganda para valorizar sua força no agronegócio. Para ele, comunicar melhor a imagem do país é essencial para combater desinformações, conquistar mercados e mostrar ao mundo que o agro brasileiro vai além da produção de commodities.
Na avaliação de Tejon, o Brasil não pode mais tratar a comunicação do agronegócio apenas como divulgação institucional. O especialista afirmou que o país precisa atuar de forma planejada na “conquista dos corações e mentes” dos consumidores globais, especialmente em um ambiente no qual informações negativas ou distorcidas podem ganhar força quando não há uma narrativa estruturada sobre o setor.
Tejon comparou o Brasil a uma “multinacional do agrotropical”, com capacidade de competir globalmente pela relevância da sua produção, do seu conhecimento técnico e da sua vocação natural. Segundo ele, o país tem autoridade para falar ao mundo porque foi formado por diferentes povos e construiu, a partir dessa diversidade, uma experiência própria de convivência, produção e adaptação às condições tropicais.
O ponto central da análise está na necessidade de transformar a percepção internacional sobre o agro brasileiro. Para Tejon, o Brasil não deve ser visto apenas como exportador de produtos, mas também como fornecedor de conhecimento, tecnologia e soluções para regiões tropicais. Essa visão inclui alimentos, fibras, energia e práticas produtivas conectadas à preservação ambiental e à segurança do planeta.

Imagem do Brasil
Na prática, a defesa de Tejon coloca a reputação do agro como um ativo estratégico para produtores, usinas, indústrias, fornecedores e lideranças do setor. Em um mercado cada vez mais influenciado por critérios ambientais, rastreabilidade, energia renovável e segurança alimentar, comunicar bem pode ser tão importante quanto produzir com eficiência. A imagem do país passa a impactar negociações, acesso a mercados, atração de investimentos e posicionamento competitivo.
Para que essa estratégia avance, Tejon defendeu uma articulação público-privada, com participação da sociedade civil organizada e do setor produtivo. Na avaliação dele, o movimento não deve depender apenas de governos, mas de uma nova organização nacional capaz de apresentar ao mundo uma narrativa consistente sobre a capacidade brasileira de produzir, inovar e contribuir com soluções para os próximos anos.
Confira a entrevista completa que Tejon concedeu ao Portal Visão Agro clicando no vídeo abaixo:
Por: Maria Reis | Fonte: Portal Visão Agro
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