
O mercado brasileiro de DDG, coproduto da produção de etanol de milho utilizado na alimentação animal, começa a entrar em uma nova fase. Para Renato Pretti, CEO da Cerradinho, o crescimento acelerado da oferta exigirá maior atenção à liquidez, às exportações e à formação de preços.
A produção nacional deve alcançar cerca de 6 milhões de toneladas nesta safra, enquanto as exportações devem ficar próximas de 800 mil toneladas. Apesar do avanço, Pretti avalia que o mercado interno ainda possui espaço para absorver o produto.
Segundo o executivo, o DDG ainda é pouco conhecido por parte dos consumidores e pode ampliar sua participação nas dietas animais. Esse processo, no entanto, deverá ocorrer paralelamente à busca por novos compradores internacionais.
A China aparece como uma das principais alternativas para a indústria brasileira. O país já compra entre 250 mil e 300 mil toneladas de DDG do Brasil e se tornou uma importante válvula de escape para o aumento da produção nacional.
O fortalecimento das exportações também deverá mudar a dinâmica de formação dos preços. Atualmente, o DDG é comercializado no mercado doméstico com prêmio de aproximadamente 15% a 20% em relação ao milho, dependendo das condições de oferta e demanda.

Com a aproximação da paridade de exportação, esse prêmio poderá desaparecer. Nas contas apresentadas por Pretti, o DDG poderia ser negociado próximo de R$ 800 por tonelada, enquanto o milho estaria em torno de R$ 900 por tonelada na região da Cerradinho.
A projeção é que o Brasil precise exportar entre 3 milhões e 3,5 milhões de toneladas de DDG dentro de três anos. Diante desse cenário, Pretti recomenda que empresas e investidores considerem preços menores para o coproduto em suas análises de risco e de viabilidade econômica.
Sobre a Reunião Anual
A Reunião Anual Fermentec 2026 está sendo um dos grandes encontros do setor sucroenergético. Realizada durante dois dias no Multiplan Hall, localizado no Ribeirão Shopping, em Ribeirão Preto, a programação reúne representantes de usinas, indústrias, empresas parceiras, pesquisadores e especialistas. O evento tem como objetivos compartilhar conhecimentos, divulgar resultados de pesquisas, apresentar novas tecnologias e discutir tendências capazes de melhorar a produtividade e a eficiência dos processos industriais. A edição de 2026 conta com mais de 850 participantes, 70 empresas parceiras e 30 palestrantes convidados.
Ao longo da programação, são abordados temas relacionados à produção de açúcar, etanol e biocombustíveis, como fermentação, desempenho de leveduras, etanol de milho, automação industrial, aproveitamento da biomassa, eficiência energética, destilação e gestão de dados. Além das palestras e mesas-redondas, a reunião proporciona contato entre profissionais, fornecedores e organizações do setor, fortalecendo parcerias e possibilitando a troca de experiências.
Por: Fábio Palaveri | Portal Visão Agro
Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.














