A quinta-feira (30) foi marcada por novas quedas nas cotações do açúcar em Nova York e Londres. No Brasil, o açúcar cristal voltou a recuar, enquanto o etanol permaneceu pressionado no mercado paulista.
O mercado internacional do açúcar encerrou a quinta-feira (30) em baixa, refletindo a cautela dos investidores diante das perspectivas de maior oferta global e da evolução das condições climáticas nos principais países produtores.
Em Nova York, os contratos do açúcar bruto registraram perdas em todos os principais vencimentos. O contrato outubro/26 recuou 0,07 ponto, fechando a 14,43 cents de dólar por libra-peso. O vencimento março/27 caiu 0,07 ponto, para 15,33 cents/lbp, enquanto o maio/27 perdeu 0,06 ponto, encerrando o dia a 15,17 cents/lbp. Os demais contratos também fecharam no vermelho.
Londres
Na ICE Futures Europe, o açúcar branco também apresentou desvalorização. O contrato outubro/26 caiu US$ 1,70, encerrando a sessão a US$ 456,70 a tonelada. O vencimento dezembro/26 recuou US$ 1,70, para US$ 456,50, enquanto o março/27 perdeu US$ 1,60, fechando a US$ 457,90 a tonelada. As demais posições acompanharam o movimento de baixa.
Mercado interno
No Brasil, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, também registrou queda. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 92,40, com recuo diário de 0,57%.
Apesar da baixa no dia, o indicador ainda acumula alta de 1,24% em julho, sendo cotado a US$ 18,23.
Etanol
No mercado paulista, o Indicador Diário de Paulínia apontou o etanolhidratado a R$ 2.134,50 por metro cúbico, queda de 0,37% em relação ao pregão anterior.
No acumulado do mês, o biocombustível registra recuo de 9,77%, refletindo o avanço da safra e a maior disponibilidade de produto.
Análise
De acordo com análise do Notícias Agrícolas, o mercado segue pressionado pelas expectativas de maior oferta global, especialmente diante da melhora das condições climáticas na Índia. Ao mesmo tempo, projeções atualizadas de consultorias como Green Pool e StoneX, que apontam déficit mundial de açúcar na safra 2026/27, continuam oferecendo suporte às cotações e limitando quedas mais acentuadas. Os investidores também mantêm atenção aos possíveis efeitos do El Niño sobre a produção em importantes regiões produtoras, enquanto, no mercado brasileiro, o ritmo das negociações permanece moderado, com compradores cautelosos diante da expectativa de maior disponibilidade de açúcar no mercado físico.
Por: Mariana Navarro | Fonte: Agência UDOP de Notícias
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