A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) disse, em nota, que a Medida Provisória do Frete (MP nº 1.343/26), sancionada na quarta, 5, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “impõe um modelo intervencionista e punitivo ao transporte rodoviário de cargas”, que penaliza o produtor rural.
“Ao endurecer desproporcionalmente as sanções, ampliar os entraves burocráticos e engessar a tabela de pisos mínimos, o governo transfere para o setor produtivo, principais embarcadores, os custos de uma política equivocada, ignorando as causas estruturais da logística nacional e impondo severos prejuízos ao país”, afirmou.
A Faesp disse que tentará reverter “os retrocessos contidos na MP”.
Segundo a entidade, pelo modal rodoviário são escoados 65% a 80% da produção agropecuária. “O engessamento das contratações elimina a liberdade de negociação essencial para acomodar a sazonalidade das safras, as particularidades regionais e o frete de retorno”, disse.
O texto complementa: “A medida provocará uma escalada inevitável nos custos de frete e insumos, comprimindo ainda mais as margens já estreitas, tirando a competitividade das exportações brasileiras e repassando aumentos de preços à mesa do consumidor final”.
Fonte: Agência Estado
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