Os contratos de açúcar fecharam a quinta-feira (29) em alta em Nova York e Londres, impulsionados pela redução da moagem e da produção brasileira na primeira quinzena de outubro. Apesar da recuperação, o mercado ainda sente os efeitos das perdas registradas no início da semana. No Brasil, o cristal branco e o etanol hidratado avançaram.
O mercado internacional do açúcar apresentou recuperação nesta quinta-feira (29), com valorização nos principais vencimentos negociados nas bolsas de Nova York e Londres. O movimento foi sustentado por sinais de restrição na oferta brasileira, após dados apontarem queda no processamento de cana e na fabricação de açúcar no início de outubro.
Na ICE Futures U.S., o açúcar bruto encerrou em alta nos contratos mais próximos. O vencimento março/27 avançou 0,13 centavo de dólar, fechando a 19,47 cents de dólar por libra-peso. Maio/27 subiu 0,14 centavo, para 18,95 cents/lbp, enquanto julho/27 ganhou 0,11 centavo e terminou a 18,53 cents/lbp. Os contratos seguintes tiveram variações menores, entre estabilidade e leves recuos.
Londres
Na ICE Futures Europe, o açúcar branco também terminou o pregão em alta. O contrato dezembro/26 avançou US$ 1,90, encerrando a US$ 527,60 a tonelada. Março/27 subiu US$ 4,00, para US$ 542,70, enquanto maio/27 registrou ganho de US$ 4,10, fechando a US$ 547,60 a tonelada.
Mercado interno
No mercado paulista, o indicador do açúcar cristal branco CEPEA/ESALQ manteve a trajetória de valorização. Na quinta-feira (29), a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 129,97, alta de 0,96% em relação ao dia anterior. Com esse resultado, o indicador acumulou avanço de 7,31% em outubro. Em dólar, a referência ficou em US$ 24,08.
Etanol
O Indicador Diário do Etanol Hidratado de Paulínia (SP) também registrou alta. Na quinta-feira (29), o metro cúbico foi cotado a R$ 2.928,50, com valorização diária de 0,57%. No acumulado de outubro, o avanço chegou a 10,82%.
Análise
Segundo informações publicadas pelo Notícias Agrícolas, a recuperação das cotações internacionais foi sustentada pela redução de 18% na moagem de cana e de 23% na produção de açúcar do Centro-Sul na primeira quinzena de outubro, em comparação com o mesmo período do ano passado. As chuvas têm dificultado as operações nas usinas e aumentado as preocupações com a oferta brasileira. Ainda assim, apesar da alta de quinta-feira, os contratos em Nova York acumulavam perdas na semana, após a forte queda de segunda-feira, influenciada também pela desvalorização do real.
Fonte: Agência UDOP de Notícias
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