Executivo destacou no Vision Tech Summit 2026 que expansão do etanol de milho amplia a oferta e aumenta o desafio de desenvolver demanda e novos mercados consumidores

O analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Marcelo Di Bonifacio Filho, apontou potencial para a oferta brasileira de etanol alcançar entre 48 bilhões e 53 bilhões de litros nos próximos anos, impulsionada principalmente pela expansão das novas unidades de etanol de milho. A análise foi apresentada nesta quarta-feira (7), durante a palestra “Etanol de Milho: Expansão, Demanda e Novas Fronteiras Produtivas”, no Vision Tech Summit 2026. marcelo di bonifacio
Segundo Marcelo, o Brasil ainda possui espaço relevante para ampliar o consumo doméstico. Atualmente, os veículos flex representam mais de 80% da frota, mas a participação do etanol está próxima de 30%, ante quase 40% em 2019, cenário que demonstra potencial para recuperação da demanda nos próximos anos. marcelo di bonifacio
O avanço da produção de milho deve ter papel importante nesse processo. Na avaliação apresentada, novas plantas estão surgindo além do Centro-Oeste, incluindo projetos no Nordeste, Norte, Sul e Sudeste, ampliando a distribuição geográfica da produção e criando novas rotas para o combustível. marcelo di bonifacio
Com a expansão, porém, cresce também a necessidade de encontrar destino para o volume adicional. Em Mato Grosso, por exemplo, o superávit de etanol pode passar de pouco mais de 6 bilhões para mais de 10 bilhões de litros, exigindo o envio de aproximadamente 4 bilhões de litros adicionais para outros estados. marcelo di bonifacio
Novas fronteiras
A logística aparece como um dos principais desafios dessa expansão. Marcelo citou situações em que o frete pode chegar a aproximadamente R$ 0,40 por litro para levar o produto do Centro-Oeste a mercados mais distantes, aumentando a necessidade de eficiência para tornar o etanol competitivo em novas regiões consumidoras. marcelo di bonifacio
Outro fator estratégico destacado foi o DDG (grãos secos de destilaria), coproduto da fabricação de etanol de milho utilizado principalmente na alimentação animal. Segundo o analista, sua comercialização pode compensar cerca de 25% dos custos operacionais das usinas, percentual que em determinados períodos já chegou a 40%. marcelo di bonifacio
Para a StoneX, o próximo estágio do crescimento do etanol de milho dependerá, portanto, não apenas da instalação de novas capacidades produtivas, mas da ampliação do consumo, da competitividade logística e da capacidade das usinas de aproveitar coprodutos para sustentar margens diante de uma oferta cada vez maior.
Por: Maria Reis | Fonte: Portal Visão Agro
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