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CEAGESP: indicador de preço dos alimentos no atacado cai 1,91% em junho

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
13 julho, 2022
em Economia, Fruticultura, Mundo Agro
Tempo de leitura: 4 minutos
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Home Mercado Economia
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O índice Ceagesp, indicador de variação de preços no atacado de frutas, legumes, verduras, pescado e diversos, registrou queda de 1,91% em junho, em comparação ao mês anterior. Nos últimos três meses, o índice acumula queda de 12,09%, informa em comunicado a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp).

A regularidade das condições climáticas favoreceu uma maior estabilidade na oferta dos produtos, segundo a companhia. “O destaque do período foi o setor de Verduras que, depois de apresentar alta volatilidade de preço no início do ano, consegue convergir para uma melhor acomodação dos valores, ficando, em grande parte, abaixo da média mensal”, informou.

“Caso as condições climáticas continuem sem maiores intercorrências (climas extremos, como geada e precipitações atípicas), a tendência do índice para o mês de julho é de estabilidade ou redução, salvo se não houver estabilização na volatilidade no preço do setor de Frutas, que pode afetar o índice positivamente”, destacou a Ceagesp.

O setor de frutas apresentou uma alta nos preços de 1,39%. De acordo com a Ceagesp, a valorização de preço do mamão havaí e do mamão formosa puxou o setor de Frutas. O clima com temperaturas mais baixas provocou uma diminuição no ritmo de maturação do mamão havaí, reduzindo a oferta no mercado. Diante disso, houve maior procura pelo mamão formosa, elevando também os preços dessa variedade. Já para a melancia, a redução na colheita da produção proveniente do Estado do Goiás provocou uma diminuição em sua oferta (-16,38%).

Dos 38 itens cotados nesta cesta de produtos, 52,63% apresentaram uma variação positiva no preço médio. As principais altas ocorreram com: mamão havaí (+63,43%), mamão formosa (+22,83%), melancia (+10,14%), uva niágara (+7,97%) e maracujá azedo (+7,89%). As principais reduções ocorreram com: uva itália (-11,60%), uva benitaka (-11,30%), banana prata (-10,28%), coco verde (-9,18%) e laranja pera (-9,00%).

O setor de legumes mostrou uma queda nos preços de 5,53%. Conforme a companhia, a procura de grande parte dos produtos do setor de Legumes foi prejudicada pelo feriado prolongado de Corpus Christi, provocando um aumento nos volumes ofertados e ocasionando redução média dos preços. O destaque ficou na queda de preços dos tomates, que chegam ao mercado também com melhora na qualidade (coloração). A baixa procura de fim de mês também contribuiu para a pouca variação nos preços médios.

Dos 33 itens cotados nesta cesta de produtos, 48,49% apresentaram uma variação negativa em seus valores médios. As principais reduções ocorreram nos preços da cenoura (-24,75%), do tomate pizzad’oro (-20,12%), da berinjela (-17,68%), da abobrinha italiana (-17,34%) e do tomate carmem (-16,52%). As principais altas ocorreram com: pepino caipira (+43,62%), vagem macarrão curta (+43,18%), chuchu (+26,97%), jiló redondo (+21,92%) e pepino comum (+19,85%).

O setor de Verduras apresentou uma queda nos preços de 13,99%, implicando a maior queda porcentual entre todos os setores componentes do índice. Os agentes de mercado afirmam, no entanto, que essa queda poderia ter sido ainda maior caso não houvesse elevação do custo de produção, o que acarretou redução da área plantada e, consequentemente, na oferta de determinados produtos.

Dos 38 itens cotados nesta cesta de produtos, 81,58% variaram negativamente nos preços médios. As principais reduções ocorreram com: brócolis ninja (-49,26%), salsa (-37,69%), nabo (-32,60%), brócolis ramoso (-32,26%) e acelga (-19,66%). As principais altas ocorreram com: cenoura com folha (+22,02%), do milho verde (+20,17%), beterraba com folha (+13,26%), da cebolinha (+11,36%) e do rabanete (+7,76%).

O setor de diversos apresentou uma queda nos preços de 0,62%, o que pode ser considerado como estabilidade de preços. Os produtos de maior peso (cebola e batata), que haviam sofrido forte valorização no índice anterior, passaram por uma acomodação, arrefecendo a pressão sobre o setor. Em compensação, os produtos de época, tais como canjica, coco seco e amendoim, puxaram as cotações, mas ainda assim o setor fechou o mês em queda.

Dos 11 itens cotados nesta cesta de produtos, 36,36% apresentaram uma variação negativa de preços. As principais reduções ocorreram com: cebola nacional (-18,37%), batata lavada (-2,13%), batata asterix (-1,91%) e ovos vermelhos (-0,33%). As principais altas ocorreram com: canjica (+14,71%), coco seco (+11,37%), amendoim com casca (+8,24%), alho importado argentino (+8,09%) e alho nacional (+4,39%).

O setor de Pescados registrou queda nos preços de 3,15%. Segundo a Ceagesp, alguns itens do setor de tiveram redução na oferta, tais como robalo (-36,29%) e camarão cativeiro (-13,70%), mas mesmo assim apresentaram redução nos preços. Os agentes de mercado esclareceram que estes itens, por terem alto valor, as oscilações na oferta não necessariamente afetam os preços imediatamente. Em compensação, o aumento na oferta da corvina (+18,81%) e da betarra (+11,58%) foi proporcionalmente menor do que a procura, fazendo com que houvesse um aumento de preços.

dos 28 itens cotados nesta cesta de produtos, 42,86% apresentaram uma variação negativa, com as principais reduções ocorrendo nos preços da pescada (-23,08%), das anchovas (-21,65%), do robalo (-8,82%), do camarão cativeiro (-7,62%) e da abrotéa (-5,62%). as principais altas ocorreram nos preços de: cavalinha (+27,65%), corvina (+20,13%), lula congelada (+17,42%), betarra (+7,50%) e polvo (+5,17%).

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