segunda-feira, maio 11, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Combustível sustentável de aviação será apenas 2% do mercado mundial em 2027

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
12 setembro, 2024
em Biocombustíveis, Sustentabilidade, Transporte
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Bioenergia Biocombustíveis
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Participação considerada ideal é de 10% em 2030, o que não será atingido, segundo pesquisadora; setor deve ganhar impulso no Brasil com marco regulatório e aumento da atratividade para o capital externo

A participação global do combustível sustentável de aviação (SAF) no mercado aéreo em 2027 deve atingir apenas 2%, patamar muito distante para contribuir com as metas climáticas sobre as emissões líquidas de carbono até 2050.

Leia mais

Confira os 5 países que mais importam etanol do Brasil

Biocombustíveis podem adicionar R$ 403,2 bilhões ao PIB até 2030

Lei do etanol reposiciona Paraguai como nova potência da cana na região

Exportação de etanol pelos EUA em março sobe 4% ante fevereiro, para 824,38 mi L

A estimativa é da pesquisadora do Centro de Política Energética da Columbia University, Luisa Palacios, em entrevista ao Estadão/Broadcast. O ideal seria a participação de 10% em 2030, o que não será atingido, na avaliação dela.

Em contrapartida, segundo a pesquisadora e especialistas brasileiros ouvidos pela reportagem, o Brasil deve ganhar um impulso no setor, com o marco regulatório sendo estabelecido no Congresso e o aumento da atratividade para o capital externo. O projeto de lei batizado de Combustível do Futuro (PL nº 528/2020) é classificado como um ponto de virada para o setor, ao criar programas nacionais de diesel verde, biogás, biometano e combustível sustentável para aviação.

“Eu vejo os frameworks (estruturas) regulatórios em outras partes do mundo e o Brasil está colocando as peças no lugar para que os projetos de SAF sejam financiáveis, comerciais, e de interesse para os investidores internacionais”, defende a pesquisadora de Columbia.

Ainda sem produção industrial no país, há diferentes anúncios de projetos em andamento para possibilitar a participação do combustível sustentável no setor aéreo, casos da Acelen, Brasil BioFuels, Petrobras, Raízen e Refinaria Riograndense.

“O Brasil pode ser um dos mais importantes, senão o mais importante produtor de SAF no mundo. Só a partir de resíduos agrícolas a nossa capacidade de produção varia de 6 a 9 bilhões de litros considerando somente uma rota de produção”, analisa o pesquisador João Victor Marques, da FGV Energia.

Esse patamar seria suficiente para atender a demanda do mercado interno. O consumo do querosene de aviação (QAV) no Brasil foi de 7 bilhões de litros em 2019, antes da pandemia, e 6,8 bilhões de litros em 2023. Os dados são da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Até o momento, são sete rotas mapeadas para futura produção do SAF, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A matéria-prima inclui resíduos sólidos urbanos; resíduos agrícolas e florestais; óleos vegetais; gorduras vegetais e animais; cana-de-açúcar; ou ácidos graxos (compostos orgânicos).

A ANP regulamenta, por meio da Resolução nº 856, de 2021, as especificações técnicas e rotas de produção dos querosenes de aviação alternativos. O SAF tem potencial de redução de 20% a 95% das emissões de gases do efeito estufa (GEE) em comparação com o combustível de aviação de petróleo, segundo relatório de 2022, apresentado pelo Projeto Combustíveis Alternativos sem Impactos Climáticos (ProQR) – cooperação técnica entre o governo brasileiro e alemão. A redução na emissão de poluentes depende da matéria-prima e das tecnologias utilizadas.

Investimentos


A sócia da gestora eB Capital, Luciana Antonini Ribeiro, avalia que o país está estabelecendo uma vantagem competitiva na dinâmica de risco-retorno no setor de biocombustíveis. O amplo mercado consumidor interno também ajuda nesse cenário de maior atratividade.

“Somos o segundo maior produtor de biocombustíveis e temos uma quantidade incrível de biomassa, o que é altamente relevante quando falamos de transição. O setor privado está aproveitando essa capacidade? Sim, mas poderia fazer muito mais”, diz Ribeiro.

O Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de 2024, divulgado em junho, aponta que a produção de biocombustíveis atingiu recorde de 43 bilhões de litros de etanol e biodiesel produzidos no ano anterior.

Porém, especificamente para os combustíveis que prometem substituir o querosene de aviação (QAV), a necessidade de infraestrutura e toda a cadeia tecnológica de processamento são os principais gargalos para a garantia de competitividade econômica.

Para 2024, a Associação do Transporte Aéreo Internacional (Iata) tem a projeção de produção de 1,9 bilhão de litros de combustíveis sustentáveis de aviação no mundo, ou apenas 0,53% da necessidade para consumo no globo.

No Brasil, o estado de São Paulo é apontado como uma das áreas de maior relevância, em função das culturas de cana-de-açúcar. A implantação de biorrefinarias reduziria as restrições de logística e custos de transporte.

Governo


O Ministério de Minas e Energia (MME) instituiu este mês um grupo de trabalho (GT) para propor medidas e diretrizes para o mercado nacional de combustíveis aquaviários, combustíveis de aviação e gás liquefeito de petróleo.

O GT vai subsidiar a regulamentação do chamado Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), que é parte da regulamentação esperada a partir da sanção do projeto de lei Combustível do Futuro.

Em visita ao Chile em agosto deste ano, o ministro Alexandre Silveira também formalizou a criação de outro grupo de trabalho, em parceria com o Ministério de Energia chileno. A cooperação técnica é destinada ao levantamento de melhores práticas e experiências regulatórias dos combustíveis sustentáveis de aviação.

“O setor de biocombustíveis se beneficiará de uma onda de investimentos provenientes de atores buscando descarbonizar suas atividades, além de outras iniciativas de estado como incentivos fiscais e financiamento público”, analisa Ali Hage, sócio da área de óleo e gás do Veirano Advogados.

Já tendo em vista a aprovação do projeto de lei, a ANP e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciaram na semana passada um acordo de 60 meses para o desenvolvimento de um arcabouço regulatório para a inserção dos combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) no Brasil. O projeto de lei prevê mandato nacional para SAF em mistura com querosene de aviação fóssil a partir de 2027.

“O sinal do governo para o mercado de que isso (biocombustíveis) é uma prioridade já está trazendo mais confiança para o investidor. Só a discussão já está movimentando o mercado”, pondera a presidente-executiva da Associação Brasileira de Biogás, Renata Isfer.

Em 2027 e 2028, as empresas aéreas deverão diminuir a emissão de gases do efeito estufa em no mínimo 1% em cada ano. A partir de 2029, a meta de redução aumenta um ponto porcentual anualmente até 2037 – quando deverá atingir pelo menos 10%. Essa é a previsão do texto aprovado no Congresso a partir de proposta apresentada inicialmente pelo MME.

Por: Renan Monteiro Fonte: Nova Cana

Clique AQUI, entre no nosso canal do WhatsApp para receber as principais notícias do mundo agro.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

SIAMIG Bioenergia discute impactos dos incêndios rurais no setor bioenergético

Próximo post

Senadores apresentam projetos para agravar penas em crimes de incêndio

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Confira os 5 países que mais importam etanol do Brasil

Confira os 5 países que mais importam etanol do Brasil

11 maio, 2026
Be8 projeta suprir 24% da demanda gaúcha por etanol anidro com usina de trigo

Biocombustíveis podem adicionar R$ 403,2 bilhões ao PIB até 2030

8 maio, 2026
Preço do etanol hidratado em queda, mas fatores de mercado sinalizam estabilização dos valores

Lei do etanol reposiciona Paraguai como nova potência da cana na região

8 maio, 2026
Produção de etanol dos EUA aumenta 2% na semana, para 1,113 milhão de barris por dia

Exportação de etanol pelos EUA em março sobe 4% ante fevereiro, para 824,38 mi L

8 maio, 2026
Açúcar/Cepea: Médias oscilam com força, de acordo com tipo negociado

Açúcar dispara 270 pontos impulsionado pela alta da gasolina e suporte do etanol

6 maio, 2026
Saiba quem são as três maiores produtoras de etanol de milho no Brasil

Etanol de milho do Brasil avança em regulamentação internacional para uso marítimo

5 maio, 2026
Etanol de milho cresce 18 vezes em sete anos no Brasil

A aposta da FS, de etanol de milho, para crescer no Brasil, segundo o BTG

5 maio, 2026
Be8 projeta suprir 24% da demanda gaúcha por etanol anidro com usina de trigo

Paraguai assina decreto que exige 50% de etanol na mistura dos combustíveis

4 maio, 2026
Etanol/Cepea: Indicadores têm leve queda em SP

Parlamentares pressionam CNPE por mais biocombustíveis

1 maio, 2026
Be8 projeta suprir 24% da demanda gaúcha por etanol anidro com usina de trigo

E32 reduz pressão sobre hidratado e pode enxugar oferta de açúcar em 1,6 mi t

29 abril, 2026
Carregar mais
Próximo post
Senadores apresentam projetos para agravar penas em crimes de incêndio

Senadores apresentam projetos para agravar penas em crimes de incêndio

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Segmento de irrigação sai otimista da feira Agrishow neste ano

Segmento de irrigação sai otimista da feira Agrishow neste ano

6 maio, 2026
Raízen, aumento de capital em US$ 1,5 bi? Quais as fontes de recursos?

Raízen (RAIZ4): O que está por trás da queda de até 7% nesta segunda-feira (27)?

30 abril, 2026
Da ousadia ao pé no freio? O alerta deixado pela Agrishow 2026

Da ousadia ao pé no freio? O alerta deixado pela Agrishow 2026

4 maio, 2026
Onça-pintada é flagrada em área de usina em Minas Gerais

Onça-pintada é flagrada em área de usina em Minas Gerais

6 maio, 2026
Cana-de-açúcar traz bons resultados para Pernambuco na safra 2022/2023

Itaú vira sócio de novo braço de energia da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool

7 maio, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36