“Expedição da Agricultura para a Vida” apresenta carreta itinerante transformada em sala de aula equipada com tecnologia de ponta
A Corteva Agriscience está percorrendo o Brasil com a Expedição da Agricultura para a Vida, um projeto que capacita profissionais do agronegócio em boas práticas agrícolas por meio de uma carreta itinerante transformada em sala de aula equipada com tecnologia de ponta.
O treinamento aborda cinco pilares essenciais: manejo integrado de plantas daninhas, manejo integrado de pragas, manejo integrado de doenças, tecnologia de aplicação e segurança do trabalhador. Com uma estadia média de uma semana em cada localidade, os cursos ocorrem de terça a quinta-feira, combinando teoria e prática em sessões de cerca de três horas e meia.
Segundo Julliane Fuscaldi, especialista em boas práticas agrícolas da Corteva, a iniciativa busca tornar a capacitação acessível e interativa. “Nosso objetivo é levar conhecimento atualizado aos profissionais do agro para que possam melhorar sua produtividade com segurança”, explica.

A carreta é equipada com recursos tecnológicos como TV touch, óculos de realidade virtual e simuladores interativos. Entre os destaques, estão o simulador de deriva e o analisador de tamanho de gotas, que demonstram a influência das condições climáticas e do tipo de bico de pulverização na eficiência da aplicação de defensivos agrícolas.
O projeto conta com apoio de instituições parceiras, como Agroefetiva, Elpherb e a Unesp de Botucatu, que fornecem especialistas para ministrar os treinamentos. Para Allison Mota, pesquisador em tecnologia de aplicação da Agroefetiva, a capacitação ajuda a tornar as aplicações mais seguras e sustentáveis. “O agricultor precisa aplicar defensivos corretamente, garantindo eficiência e reduzindo impactos ambientais”, destaca.
Analisador de tamanho de gotas
Um dos principais focos do treinamento é o analisador de tamanho de gotas, que permite aos participantes visualizar como o tamanho das gotas influencia a eficácia da aplicação. “O equipamento mede as gotas pulverizadas e mostra como ajustes no pulverizador impactam diretamente na aplicação. Pequenas mudanças podem melhorar significativamente a qualidade e a segurança do processo”, explica Mota.

A escolha correta da ponta de pulverização e do volume da calda pode reduzir desperdícios e aumentar a eficiência. Esse conhecimento é fundamental para evitar problemas como a deriva, quando as gotas são carregadas pelo vento e podem atingir áreas indesejadas.
Simulador de deriva
Outro recurso essencial da expedição é o simulador de deriva, que demonstra como fatores como vento e tipo de bico de pulverização impactam a dispersão dos defensivos agrícolas. “O equipamento simula diferentes condições climáticas, permitindo aos participantes visualizarem como cada modelo de bico se comporta”, explica Mota.

A ferramenta auxilia na escolha da ponta ideal para reduzir perdas. Por exemplo, bicos que geram gotas muito finas podem ter grande dispersão com ventos de apenas 12 km/h, enquanto aqueles que produzem gotas maiores minimizam essa perda. Esse conhecimento permite aos agricultores ajustarem seus equipamentos de forma mais eficaz. Conheça mais sobre o equipamento clicando aqui.
Manejo de plantas daninhas
Além disso, o treinamento reforça estratégias sustentáveis para o manejo de plantas daninhas. O professor Mauro Antônio Rizzardi, da Universidade Passo Fundo, destaca a importância de compreender o ciclo de vida das plantas invasoras para um controle eficiente. O uso de sementários demonstra como diferentes espécies se espalham, como o capim-amargoso, levado pelo vento, e a mamona, que explode e dispersa suas sementes.

Outro ponto abordado na capacitação é a necessidade de rodízio de herbicidas para evitar resistência das plantas daninhas. O uso excessivo de um único produto, como o glifosato, já levou à seleção de 13 espécies resistentes no Brasil. Para mitigar esse problema, os especialistas recomendam alternar herbicidas com diferentes mecanismos de ação.
A limpeza da área antes do plantio também é fundamental para garantir que a cultura se estabeleça antes das plantas invasoras, evitando competições por luz, água e nutrientes, o que pode comprometer a produtividade.
Assista à breve aula apresentada pelo professor Mauro ao jornalista Fábio Palaveri clicando no vídeo abaixo:
Por: Fábio Palaveri – Visão Agro
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