quarta-feira, maio 20, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Em 40 dias, Petrobras corta em 19% a gasolina

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
2 setembro, 2022
em Bioenergia, Economia, Mercado, Mundo Agro
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Bioenergia
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

A Petrobras anunciou ontem mais um corte nos preços da gasolina, o quarto desde o dia 20 de julho. A redução é de 7,08% nos preços de venda do produto para as distribuidoras. Com a medida, o recuo acumulado no combustível chega a 19,22% em 40 dias e se aproxima do patamar verificado antes da guerra da Ucrânia, que teve início há seis meses. O valor do litro da gasolina passa de R$ 3,53 para R$ 3,28 nas refinarias, queda de R$ 0,25 por litro a partir de hoje.

Embora haja argumentos técnicos para justificar a redução, incluindo a queda no preço do petróleo, a variação do dólar e o corte de impostos, especialistas consideram que os frequentes anúncios de novos preços para a gasolina e o diesel têm viés eleitoral. Chama a atenção a velocidade com que se deu a redução nos preços do óleo diesel nas refinarias da estatal. O produto teve dois cortes recentes, depois de 17 meses sem alteração, que somaram 7,63% de queda.

Nesta semana, a Petrobras divulgou também reduções nos preços de venda de querosene de aviação (QAV), gasolina de aviação (GAV) e asfalto. As quedas de preços dos combustíveis têm sido semanais e a tendência, dizem fontes, é que, no caso da gasolina, sigam nesse ritmo até 2 de outubro, dia do primeiro turno das eleições.

A rodada de reduções de impostos feita pelo governo contribui para os preços menores, uma vez que os tributos são parte importante na composição do preço final dos combustíveis. Houve, por exemplo, redução nas alíquotas de ICMS, com a fixação de um limite de incidência pelos Estados, e o governo zerou tributos federais (PIS/Cofins e Cide) sobre a gasolina.

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) estima que, mesmo após as últimas reduções, a gasolina vendida nas refinarias pela Petrobras ainda estaria 7% acima dos preços do mercado internacional, enquanto no diesel esse percentual seria de 4%, na média de seis portos no qual a entidade faz um acompanhamento diário de preços. Sérgio Araújo, presidente da Abicom, disse que a Petrobras está praticando o que está previsto no preço de paridade de importação (PPI), política da estatal que busca alinhar os preços domésticos aos do mercado externo. A visão é a mesma do consultor em gerenciamento de risco da StoneX, Pedro Shinzato, segundo o qual os preços da gasolina no mercado externo encontram-se abaixo do que se verificava antes da guerra na Ucrânia, o que justificaria a redução atual.

Há contas diferentes. Fontes com conhecimento dos números da empresa dizem que os preços praticados pela Petrobras no país estavam ainda cerca de 20% acima do mercado externo na gasolina e, depois da redução de 7,08% anunciada ontem, ainda haveria espaço para cortar as cotações em 13%.

Há quatro elementos considerados para definir os preços dos combustíveis no mercado doméstico: preço internacional, custo de internação e distribuição, dólar e volatilidade do preço. Fontes dizem que a empresa tem desconsiderado o elemento volatilidade e feito as reduções de forma mais rápida como no caso do diesel. A pergunta é o que a Petrobras fará se houver uma reversão de expectativas e os preços do petróleo e dos derivados (diesel e gasolina) voltarem a subir no mercado internacional a curto prazo.

Hoje o cenário internacional favorável, com as cotações do petróleo em queda, dá sustentação para a Petrobras reduzir os preços domésticos. A cotação do contrato do petróleo tipo Brent (referência global da commodity) para novembro fechou ontem em queda de 3,06%, a US$ 91,32 o barril, o menor nível desde 10 de fevereiro. O câmbio também tem ajudado nas contas da Petrobras. Mas analistas dizem que não há garantias de que os preços não voltarão a subir.

Enquanto isso não acontece, o presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição, tem feito o que pode para capitalizar a queda dos combustíveis e transformar o tema em votos. Várias das reduções de preços têm sido anunciadas pela Petrobras às quintas-feiras, a tempo de Bolsonaro comentar o assunto nas suas lives, feitas sempre às quintas. Em 4 de agosto, quinta-feira, a Petrobras cortou em 3,56% o preço do diesel vendido nas refinarias. Em 11 de agosto, quinta-feira, a estatal reduziu o produto em mais 4,07%.

Ao transformar os combustíveis em bandeira da reeleição, Bolsonaro passou a antecipar as oscilações nos preços da estatal, o que coloca em dúvida a governança da empresa, na visão de especialistas. Na terça, Bolsonaro antecipou que haveria a redução anunciada ontem. Ele disse, em ato de campanha, em Curitiba (PR): “Hoje é quarta, acho que até sexta vai ter uma boa notícia porque está sendo uma prática do novo presidente da Petrobras”.

Caio Paes de Andrade, o novo CEO da Petrobras, assumiu o cargo em 28 de junho com o mandato do presidente de trabalhar pela redução de preços, dizem fontes. Os quatro cortes nos preços da gasolina aconteceram na gestão de Andrade. O executivo assumiu a empresa em momento em que os preços internacionais do barril de petróleo vêm seguindo em trajetória de queda, o que ajuda na sua missão.

Ontem, em comunicado, a Petrobras justificou a queda de preços da gasolina pelo desenrolar do cenário internacional: “Essa redução acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”.

O economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, disse que a Petrobras poderia ter reduzido ainda mais os preços da gasolina, considerando que a diferença entre os mercados doméstico e internacional era de R$ 0,30 por litro. Os cálculos da XP Investimentos indicam, por sua vez, que os preços da gasolina ainda teriam um “prêmio” de 1,5%, o que significa que o preço médio de venda da Petrobras ainda estaria acima do verificado no mercado externo.

Carla Ferreira, pesquisadora do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo (Ineep), destacou que, desta vez, o corte nos preços foi além da paridade, ao comparar o preço da empresa com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Ela ressaltou a volatilidade do mercado, causada por incertezas geopolíticas e questões como isolamento em cidades chinesas por causa do contágio da covid-19.

André Vidal, analista de óleo e gás da XP Investimentos, afirmou: “Temos visto a Petrobras operar com um pouco mais de prêmio no diesel do que na gasolina, talvez para garantir o suprimento em face dos baixos estoques do derivado no mundo”. O diesel estaria, segundo cálculos da XP, com preços 7,3% acima dos praticados no exterior, destacou.

Fonte: Valor Econômico

Leia mais

Justiça valida plano de Recuperação Judicial do Grupo Wórtice após aprovação de credores

Ometto avalia comprar terras da Radar em vez de capitalizar a Raízen, dizem fontes

Pacote de investimento de R$ 37 bilhões da Petrobras em SP inclui SAF a partir do etanol

Inmet instala estações de coleta de dados climáticos em áreas da Estiva Bioenergia

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Etanol: negócios travam com os menos 7% da gasolina antes de preços pegarem fogo novamente

Próximo post

CFTC/CBOT: fundos reduzem apostas na alta dos preços de soja na semana até 30 de agosto

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Justiça valida plano de Recuperação Judicial do Grupo Wórtice após aprovação de credores

Justiça valida plano de Recuperação Judicial do Grupo Wórtice após aprovação de credores

20 maio, 2026
Raízen desinveste R$ 3,6 bilhões em simplificação de portfólio

Ometto avalia comprar terras da Radar em vez de capitalizar a Raízen, dizem fontes

20 maio, 2026
Pacote de investimento de R$ 37 bilhões da Petrobras em SP inclui SAF a partir do etanol

Pacote de investimento de R$ 37 bilhões da Petrobras em SP inclui SAF a partir do etanol

20 maio, 2026
Chuva intensa e granizo: Inmet emite alertas para várias regiões do país

Inmet instala estações de coleta de dados climáticos em áreas da Estiva Bioenergia

19 maio, 2026
Com queda do açúcar e tarifaço, usinas do Nordeste já falam em prejuízo

Aumento no consumo de açúcar deve se concentrar nos países emergentes

19 maio, 2026
3tentos investirá R$ 1,15 bilhão em indústria de etanol de milho no Pará

Guerra eleva fertilizantes e reforça aposta da 3tentos em biocombustíveis

18 maio, 2026
Combustível dispara na Bahia e dá munição ao discurso de reestatização

Subvenção à gasolina reduz competitividade do etanol, diz Safras & Mercado

18 maio, 2026
Etanol de milho tem momento ‘menos favorável’, avalia XP

Paraná espera salto de 71% na produção de etanol de milho, para 31,54 milhões de litros

18 maio, 2026
Brasil não pode ser importador de 90% do fertilizante que a agricultura precisa, diz Lula

Brasil não pode ser importador de 90% do fertilizante que a agricultura precisa, diz Lula

15 maio, 2026
Silveira pede a Vibra, Ipiranga e Raízen que repassem medidas para bombas

Silveira pede a Vibra, Ipiranga e Raízen que repassem medidas para bombas

15 maio, 2026
Carregar mais
Próximo post

CFTC/CBOT: fundos reduzem apostas na alta dos preços de soja na semana até 30 de agosto

Mais lidas da semana

  • Trending
(Vídeo) Incêndio atinge área industrial da Usina Cerradão, em Frutal (MG)

(Vídeo) Incêndio atinge área industrial da Usina Cerradão, em Frutal (MG)

15 maio, 2026
Raízen paga R$ 300 mil à CVM para encerrar processo sobre operação “fantasma” de E2G

Cosan avalia vender toda participação na Raízen

18 maio, 2026
(Vídeo) Incêndio atinge complexo industrial da Coamo no Paraná

(Vídeo) Incêndio atinge complexo industrial da Coamo no Paraná

15 maio, 2026
Etanol de milho dispara no Brasil: produção cresce 33% ao ano e já disputa com cana-de-açúcar

Atvos anuncia investimento de R$ 2,36 bilhões em três novas plantas de bioenergia, etanol de milho e biometano localizadas no estado do Mato Grosso do Sul

12 maio, 2026
AMAGGI compra 40% da FS e avança no mercado de etanol de milho

AMAGGI compra 40% da FS e avança no mercado de etanol de milho

14 maio, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36