quinta-feira, setembro 10, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • VISION TECH
  • PRÊMIO VISÃO
  • CALENDÁRIO
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Etanol paulista pode receber “hub” para captura de carbono

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
27 agosto, 2026
em Biocombustíveis
Tempo de leitura: 5 minutos
A A
0
Home Biocombustíveis
Compartilhe no WhatsappCompartilhe no Linkedin

Empresa criada por ex-executivos da Petrobras e do setor de biocombustíveis protocolam na ANP pedido para testar projeto de injeção de carbono no solo

Uma empresa criada por ex-executivos da Petrobras e do setor de biocombustíveis apresentou um pedido para a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para realizar testes no centro-oeste paulista. Trata-se de um projeto de captura e armazenagem no solo do gás carbônico que é emitido pelas indústrias de etanol da região.

Leia mais

Etanol de milho será tema de palestra no Vision Tech Summit com especialista da StoneX

De cana ou de milho: conheça as usinas flex que ampliam capacidade de produção de etanol com os dois insumos

Biometano é oportunidade para economias emergentes, diz estudo

Governo estuda aumentar mistura do biodiesel para 25%; veja as consequências da medida

A EnduraCarbon, criada há um ano, pretende captar esse gás carbônico e injetá-lo no solo de forma permanente. O objetivo é vender créditos de remoção de carbono para agentes que queiram compensar suas emissões de gases de efeito estufa.

A apresentação do projeto foi destravada com a assinatura do decreto 13.095/2026 no último dia 13, que regulamentou diversos tipos de atividade de captura, transporte e armazenagem de carbono (CCS, na sigla em inglês), previstas na lei do Combustível do Futuro.

O decreto atribuiu à ANP a responsabilidade de autorizar projetos e regular o setor. Pelas regras estabelecidas, a iniciativa da EnduraCarbon se encaixa na modalidade Bioenergia com Captura e Estocagem de Carbono (BECCS), ou seja, que utiliza o carbono do processamento de bioenergia ou da produção de biocombustíveis.

O plano da EnduraCarbon é ter um “hub” com poços de injeção de carbono no solo que recebam gás carbônico liquefeito emitido por diferentes usinas. Atualmente, as usinas emitem à atmosfera o CO2 resultante do processo de fermentação para a produção de etanol, e as que têm plantas de biometano ainda emitem CO2 resultante do processo de purificação do biogás, que separam o metano do gás carbônico.

Cálculos dos sócios da EnduraCarbon indicam que o investimento no hub, caso os testes confirmem sua viabilidade, deverá sair por R$ 1,5 bilhão, e pode ter capacidade de armazenar 1 milhão de toneladas de gás carbônico ao ano.

A empresa passou o último ano elaborando o projeto e o modelo de negócio, além de acompanhar o processo de regulamentação da tecnologia de CCS, conta o CEO Daniel Pedroso. Um dos cinco sócios da empresa, Pedroso construiu sua carreira na ANP e na Petrobras.

Na petroleira, ele passou por diversas gerências, sendo a última a de CCS, até sair da companhia junto com Tiago Homem, que agora é sócio e diretor de projetos e tecnologia da EnduraCarbon.

Desde que criaram a empresa, os sócios passaram a estudar dados históricos geológicos e sísmicos, incluindo os de poços perfurados no interior paulista pela Petrobras e pela Paulipetro desde os anos 1960. O objetivo foi avaliar a possibilidade de injeção de gás em reservatórios salinos no estado.

“A gente vem estudando a Bacia do Paraná para possibilidades de CCS. Vimos possibilidade com o setor de bioenergia, onde podíamos trazer conhecimento”, conta Pedroso.

Nas pesquisas, a empresa concluiu que a região que reúne as melhores condições para um projeto dessa envergadura é a macrorregião de Bauru (SP), seja pelas condições geológicas, seja pela proximidade com várias usinas de etanol de São Paulo.

A EnduraCarbon já firmou acordo com a Usina São Manoel, localizada no município de São Manuel (SP), para que a empresa forneça CO2 e energia elétrica cogerada da queima da biomassa da cana-de-açúcar ao empreendimento.

“As usinas de etanol são geradoras de carbono biogênico [de ciclo curto na atmosfera], da fermentação do etanol. E tem uma onda de investimentos [de usinas de etanol] em biometano, o que promove um volume adicional de gás carbônico”, explica Renan Santos.

Ele foi vice-presidente da GranBio e, hoje, é sócio e responsável pela diretoria financeira da EnduraCarbon. A empresa também conta como sócios o geólogo Renato Darros de Matos, ex-Petrobras, e Alexsander Costa, ex-GranBio.

Hoje, só há um projeto de BECCS em construção no mundo, tocado em Lucas do Rio Verde (MT)pela companhia de etanol de milho FS. Essa iniciativa, que deve começar a operar em setembro, armazenará o carbono emitido da própria indústria e tem como propósito contabilizar o carbono removido entre na pegada de emissões do biocombustível. Isso permitirá que, em seu ciclo de vida, o etanol da FS capture mais carbono do que emita.

O projeto da EnduraCarbon não está atrelado a uma única empresa. Com o hub não estará “conectado” às usinas, o carbono terá que ser transportado. A ideia é que esse transporte se dê por caminhões movidos a biometano, biocombustível que tem uma pegada de carbono bem menor que o diesel, e que poderá ser fornecido pelas próprias usinas parceiras.

O plano da empresa também é ser responsável pela instalação e operação das unidades de liquefação do gás carbônico junto às usinas. E essas unidades poderão utilizar a própria energia cogerada do bagaço para realizar o processo de liquefação, explica Pedroso.

“O projeto foi concebido para ter volume e economicidade. Começamos a conversar com usinas e surgiu a oportunidade de um projeto comercial, que fica de pé e está em linha com grandes projetos de CCS no mundo”, acrescenta o diretor financeiro.

Uma vez que a ANP autorize os estudos, a EnduraCarbon terá três anos para perfurar poços e fazer os testes. Caso as pesquisas comprovem a viabilidade e segurança da operação, a empresa entrará com o pedido de autorização de estocagem junto à ANP. Pela legislação, as empresas têm direito a explorar poços de injeção de carbono por 30 anos, prorrogáveis por mais 30.

Segundo Pedroso, a expectativa é que o mercado de créditos de carbono avance nos próximos anos com a demanda por empresas de tecnologia e datacenters e permita a venda dos créditos em contratos de longo prazo.

No mercado, há apreensão sobre qual será a regulamentação sobre os ITMOs, os certificados equivalentes a créditos de carbono que poderão ser exportados. Atualmente, o governo estuda limitar o volume de exportação para garantir oferta de crédito de carbono para o cumprimento das metas nacionais.

Segundo Santos, a exportação de ITMOs pode atrair capital estrangeiro. “Como [o BECCS] é um crédito de carbono engenheirado [que usa tecnologia], tem capital intensivo”, diz. Segundo ele, a companhia está em conversas com “investidores institucionais e empresas de grande porte interessados em destravar a agenda climática”.

Por: Camila Souza Ramos | Fonte: Fonte: Globo Rural 

Clique AQUI, entre no canal do WhatsApp da Visão Agro e receba notícias em tempo real.

SendCompartilhar
Artigo anteiror

MPSP acusa 16 alvos da Carbono Oculto por esquema em combustíveis com PCC e fintechs

Próximo post

Etanol marítimo abre nova frente para o setor sucroenergético de Pernambuco

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Etanol de milho será tema de palestra no Vision Tech Summit com especialista da StoneX

Etanol de milho será tema de palestra no Vision Tech Summit com especialista da StoneX

9 setembro, 2026
Confira o ranking dos maiores estados produtores de cana na safra 2026/27, segundo estimativa da Conab

De cana ou de milho: conheça as usinas flex que ampliam capacidade de produção de etanol com os dois insumos

9 setembro, 2026
Biometano é oportunidade para economias emergentes, diz estudo

Biometano é oportunidade para economias emergentes, diz estudo

9 setembro, 2026
Governo estuda aumentar mistura do biodiesel para 25%; veja as consequências da medida

Governo estuda aumentar mistura do biodiesel para 25%; veja as consequências da medida

9 setembro, 2026
ANP aprova estudo para regulamentar estoque de carbono na cadeia de combustíveis

Revisão de regras do RenovaBio para novos distribuidores passará por consulta e audiência públicas

8 setembro, 2026
BECCS pode abrir nova fonte de receita para usinas de etanol

BECCS pode abrir nova fonte de receita para usinas de etanol

4 setembro, 2026
Be8 projeta suprir 24% da demanda gaúcha por etanol anidro com usina de trigo

Be8 anuncia cerca de 80% de conclusão da planta de etanol e glúten em Passo Fundo (RS)

2 setembro, 2026
ANP aprova estudo para regulamentar estoque de carbono na cadeia de combustíveis

ANP abre caminho para primeiros Certificados de Garantia de Origem de Biometano

2 setembro, 2026
Incentivo à adaptação de navios para biodiesel e etanol passa por comissão do Senado

Incentivo à adaptação de navios para biodiesel e etanol passa por comissão do Senado

2 setembro, 2026
Mato Grosso quer permitir até 5% de uso de biomassa nativa em usinas de etanol

Mato Grosso quer permitir até 5% de uso de biomassa nativa em usinas de etanol

1 setembro, 2026
Carregar mais
Próximo post
Etanol marítimo abre nova frente para o setor sucroenergético de Pernambuco

Etanol marítimo abre nova frente para o setor sucroenergético de Pernambuco

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Carbono Oculto: Beto Louco e Primo são acusados por lavagem de dinheiro em usinas de açúcar

Carbono Oculto: Beto Louco e Primo são acusados por lavagem de dinheiro em usinas de açúcar

8 setembro, 2026
Presidente da Usina Petribu, Daniela Petribu confirma presença no Vision Tech Summit Agro

Grupo Petribu arremata usina de Monte Aprazível por R$ 19,45 milhões

4 setembro, 2026
Denúncias contra operação da BP Bioenergy no Tocantins chegam ao fundo soberano da Noruega

Denúncias contra operação da BP Bioenergy no Tocantins chegam ao fundo soberano da Noruega

7 setembro, 2026
EUA: produção de etanol recuou para 1,012 mi de bpd na semana encerrada em 11 de abril

Usinas paulistas descredenciadas ampliam vendas em 46%, segundo levantamento

7 setembro, 2026
Etanol de milho será tema de palestra no Vision Tech Summit com especialista da StoneX

Etanol de milho será tema de palestra no Vision Tech Summit com especialista da StoneX

9 setembro, 2026
LinkedIn Instagram Youtube

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e Fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2026 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36