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Grupo chinês lança plataforma online para ampliar comércio com agro do Brasil

Maria Reis por Maria Reis
16 abril, 2026
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Tempo de leitura: 3 minutos
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O catálogo informa preço, a quantidade mínima negociada e a origem do produto

A intenção da ferramenta é agregar compradores e vendedores brasileiros que tenham interesse em negociar com empresas chinesas — Foto: Pexels

O grupo chinês Qingdao Muyi Holding lançou, nesta terça-feira (14/4), a plataforma eletrônica de comércio China Brasil Business Connection (CBBC). A intenção é agregar compradores e vendedores brasileiros que tenham interesse em negociar com empresas chinesas e atuar como um facilitador de operações de importação e exportação entre os dois países.

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O lançamento foi em um evento, em São Paulo, que reuniu representações empresariais do Brasil e da China em diversos segmentos, principalmente de produtos, serviços e equipamentos para a produção agropecuária.

A CBBC tem escritórios em São Paulo e na província chinesa de Shandong. Os responsáveis pela plataforma explicam que o sistema funciona como um marketplace, com pagamentos em moeda local e a promessa de serviços financeiros em condições mais favoráveis que as praticadas no mercado.

Entre os produtos listados, estão grãos, legumes frescos e processados, frutas frescas e secas, cogumelos e até medicamentos tradicionais chineses. O catálogo online informa preço, a quantidade mínima negociada e a origem do produto. A intenção é diversificar ainda mais os segmentos do agro à disposição dos usuários.

“Hoje, a principal rota que a gente tem é China-Brasil. Mas existe uma demanda latente para levar produtos daqui para a China. Há demanda por produtos brasileiros e compradores querendo bons fornecedores”, diz Eduardo Bozzetto, responsável geral pela CBBC.

A plataforma é aberta para empresas de todos os tamanhos. Mas a expectativa é atender, principalmente, pequenas e médias, já que é possível negociar pequenos volumes. Produtos como soja aparecem no catálogo. Mas a ideia é ampliar negócios em setores como café, açaí, guaraná, mandioca, melão, mamão e abacate.

No caminho inverso, os produtos com maior possibilidade de negócios são o alho, do qual a China é um importante fornecedor ao Brasil, além frutas secas e processadas, peixes e frutos do mar. Atualmente, mais de 300 fornecedores chineses estão cadastrados e habilitados a comercializar pelo meio digital.

“Nosso planejamento é aumentar a promoção de produtos brasileiros, porque, quem está vendendo na China também está comprando. Estamos facilitando esse caminho. Teremos mais produtores, tradings e distribuidores do Brasil na plataforma”, explica Yang Fan, executiva da Qingdao Muyi Holding e presidente da plataforma CBBC.

Ela não revela a expectativa de geração de negócios ou de movimentação financeira por meio da plataforma. Diz apenas que, atualmente, o comércio agrícola do Brasil com a China é grande em movimentação financeira, mas concentrado em poucas empresas.

No ano passado, o comércio de produtos agropecuários brasileiros para o mercado chinês somou US$ 55,22 bilhões, informa o Agrostat, sistema de estatísticas do Ministério da Agricultura. No sentido contrário, os negócios somaram US$ 1,59 bilhão.

Por: Raphael Salomão | Fonte: Globo Rural

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