sexta-feira, maio 15, 2026
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
  • NOTÍCIAS
  • EXCLUSIVAS
  • NOSSOS EVENTOS
  • QUEM SOMOS
Visão Agro - A melhor Visão do Agronégócio
Nenhum resultado
Ver todos os resultados

Hidrogênio verde pode adicionar R$ 61,5 bi ao PIB brasileiro em 2050, aponta estudo

Redação Visão Agro por Redação Visão Agro
31 outubro, 2024
em Biocombustíveis, Bioenergia, Sustentabilidade
Tempo de leitura: 4 minutos
A A
0
Home Bioenergia Biocombustíveis
Compartilhe no WhatsappShare on TwitterCompartilhe no Linkedin

Relatório ainda não publicado enxerga alto potencial de aplicação de hidrogênio nas indústrias de combustível sustentável de aviação e siderurgia

Um estudo elaborado pela Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ), em parceria com Ministério de Minas e Energia (MME), revela que a transição para o hidrogênio verde no Brasil tem potencial de incrementar o Produto Interno Bruto (PIB) em R$ 61,5 bilhões em 2050 – representando 0,3% do PIB projetado daquele ano – e criar cerca de 177 mil empregos no mesmo período.

Leia mais

Brasil tem desafios para consolidar seu papel no negócio de bioenergia

AMAGGI compra 40% da FS e avança no mercado de etanol de milho

Atvos anuncia primeira unidade de etanol de milho, em Nova Alvorada do Sul (MS)

Tereos intensifica aplicação de vinhaça para ganhar eficiência no canavial e reduzir custos

O relatório ainda não publicado enxerga alto potencial nas indústrias de combustível sustentável de aviação (SAF) e siderurgia, que responderiam por 80% do uso do energético em meados do século. São considerados dois cenários: com hidrogênio verde (cenário A) e sem (cenário referência), traçando projeções para os anos de 2030, 2040 e 2050.

A introdução do gás obtido a partir da eletrólise com renováveis é vista como uma oportunidade de neoindustrialização do Brasil. O diretor do Programa H2Brasil da GIZ, Markus Franke, aponta que o país tem potencial para se tornar um líder global na produção de produtos derivados, como fertilizantes, aço verde e SAF.

“Não é só um setor novo porque, quando falamos de hidrogênio verde, falamos de muitos produtos, metanol verde, fertilizante verde, e muitos outros. É uma possibilidade para a neoindustrialização do Brasil”, afirmou à Agência Eixos.

Franke ainda destaca que há uma grande oportunidade para o desenvolvimento do Nordeste do país, com impactos socioeconômicos positivos. Em 2023, a proporção de pessoas em situação de pobreza na região foi estimada em aproximadamente 47,4%, o que corresponde a mais de 27,5 milhões de pessoas. Esse valor é equivalente a 45% da população em situação de pobreza no Brasil.

Como a exportação direta do hidrogênio verde é cercada de desafios, as recomendações são para que o Brasil utilize o energético para produzir aço e fertilizantes verdes, por exemplo, e comercializar commodities de maior valor agregado no mercado internacional.

Franke avalia que esse modelo poderia impulsionar a competitividade internacional do país, além de beneficiar diretamente o agronegócio brasileiro, que já está de olho em fertilizantes sustentáveis.

Adaptação da indústria


Apesar do incremento, serão necessários altos investimentos na indústria para mudar suas tecnologias de produção de forma a incorporar o hidrogênio em suas atividades, o que, em um cenário amplo, pode ter um impacto negativo de R$ 3,1 bilhões no PIB, o que representa uma queda de 0,016%, calcula a GIZ.

Os especialistas destacam que essa perda é compensada, no entanto, pela criação de empregos e pela mitigação dos impactos ambientais. Além disso, a manutenção do consumo de fontes fósseis poderia resultar em uma contração do PIB em 2050 muito superior.

“Se não fizermos essas adaptações [adoção do hidrogênio verde], teríamos externalidades negativas para o clima também, como vemos agora, como chuvas no Rio Grande do Sul, seca na Amazônia ou chuvas mais intensas na cidade de São Paulo. Isso também tem um custo e levaria a uma contração do PIB”, explica o consultor técnico da GIZ, Luciano da Silva.

Para o estudo, entretanto, não foram consideradas possíveis penalizações a produtos brasileiros que não reduzirem a pegada de carbono, a exemplo do aço, cimento entre outros, que estarão sujeitos ao mecanismo de ajuste de fronteira de carbono (CBAM, em inglês), da União Europeia – um imposto para precificar as emissões dos produtos importados pelo bloco.

Desafios ambientais e sociais


A produção de hidrogênio verde depende da eletrólise, um processo que utiliza grandes volumes de água e energia renovável. Os pesquisadores estimam que, até 2050, o Brasil precisará de 22 bilhões de litros de água para os projetos que entrarão em operação.

Fatores como a expansão da geração de energia solar e eólica poderiam ter impactos significativos no uso da terra e nas comunidades locais, especialmente no Nordeste do Brasil, que concentra o maior número de anúncios de projetos de eletrólise. A ocupação de áreas para a construção de parques eólicos e solares também poderia gerar conflitos e restringir o acesso a locais turísticos e impactar atividades extrativistas.

“Tais impactos reforçam a importância de inclusão das comunidades locais nas etapas de licenciamento e construção das plantas no sentido de mitigar os impactos e aumentar a aceitação social”, diz o estudo. “Quanto à implementação de plantas de produção de H2V, os dados levantados mostram que o maior potencial de geração de empregos ocorre na fase de construção dos complexos, mas esse montante é consideravelmente reduzido na fase de operação”, completa.

Além disso, a pesquisa aponta que o uso de água de reuso e a dessalinização seriam alternativas para reduzir o impacto ambiental da eletrólise.

Por: Gabriel Chiappini Fonte: Nova Cana

Clique AQUI, entre no nosso canal do WhatsApp para receber as principais notícias do mundo agro.

SendTweetCompartilhar
Artigo anteiror

Tarde de Campo em viadutos avalia cultivares de cereais para etanol

Próximo post

StoneX eleva previsão de consumo de ciclo Otto no Brasil a 59,3 bilhões de litros em 2024

Redação Visão Agro

Redação Visão Agro

Notícias Relacionadas

Brasil tem desafios para consolidar seu papel no negócio de bioenergia

Brasil tem desafios para consolidar seu papel no negócio de bioenergia

15 maio, 2026
AMAGGI compra 40% da FS e avança no mercado de etanol de milho

AMAGGI compra 40% da FS e avança no mercado de etanol de milho

14 maio, 2026
Atvos anuncia primeira unidade de etanol de milho, em Nova Alvorada do Sul (MS)

Atvos anuncia primeira unidade de etanol de milho, em Nova Alvorada do Sul (MS)

13 maio, 2026
Tereos intensifica aplicação de vinhaça para ganhar eficiência no canavial e reduzir custos

Tereos intensifica aplicação de vinhaça para ganhar eficiência no canavial e reduzir custos

13 maio, 2026
Irga debate a produção de biocombustíveis a partir do arroz gaúcho

Irga debate a produção de biocombustíveis a partir do arroz gaúcho

12 maio, 2026
Etanol de milho dispara no Brasil: produção cresce 33% ao ano e já disputa com cana-de-açúcar

Atvos anuncia investimento de R$ 2,36 bilhões em três novas plantas de bioenergia, etanol de milho e biometano localizadas no estado do Mato Grosso do Sul

12 maio, 2026
Confira os 5 países que mais importam etanol do Brasil

Confira os 5 países que mais importam etanol do Brasil

11 maio, 2026
Inpasa contrata Guilherme Nolasco para liderar área de relações governamentais

Inpasa contrata Guilherme Nolasco para liderar área de relações governamentais

11 maio, 2026
Be8 projeta suprir 24% da demanda gaúcha por etanol anidro com usina de trigo

Biocombustíveis podem adicionar R$ 403,2 bilhões ao PIB até 2030

8 maio, 2026
Preço do etanol hidratado em queda, mas fatores de mercado sinalizam estabilização dos valores

Lei do etanol reposiciona Paraguai como nova potência da cana na região

8 maio, 2026
Carregar mais
Próximo post
combustíveis

StoneX eleva previsão de consumo de ciclo Otto no Brasil a 59,3 bilhões de litros em 2024

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

  • Trending
Etanol de milho dispara no Brasil: produção cresce 33% ao ano e já disputa com cana-de-açúcar

Atvos anuncia investimento de R$ 2,36 bilhões em três novas plantas de bioenergia, etanol de milho e biometano localizadas no estado do Mato Grosso do Sul

12 maio, 2026
Confira os 5 países que mais importam etanol do Brasil

Confira os 5 países que mais importam etanol do Brasil

11 maio, 2026
Atvos anuncia primeira unidade de etanol de milho, em Nova Alvorada do Sul (MS)

Atvos anuncia primeira unidade de etanol de milho, em Nova Alvorada do Sul (MS)

13 maio, 2026
Fenasucro & Agrocana abre credenciamento de visitantes para 32ª edição e venda de ingressos para FenaBio

Fenasucro & Agrocana abre credenciamento de visitantes para 32ª edição e venda de ingressos para FenaBio

12 maio, 2026
AMAGGI compra 40% da FS e avança no mercado de etanol de milho

AMAGGI compra 40% da FS e avança no mercado de etanol de milho

14 maio, 2026
LinkedIn Instagram Twitter Youtube Facebook

CONTATO
(16) 3945-5934
atendimento@visaoagro.com.br
jornalismo@visaoagro.com.br
comercial@visaoagro.com.br

VEJA TAMBÉM

  • Prêmio Visão Agro
  • Vision Tech Summit 
  • AR Empreendimentos

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36

Inovação, tecnologia e transformação digital no Agronegócio.
Prepare-se para o maior evento tech-agro do ano!

Saiba mais no site oficial

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Bioenergia
    • Biocombustíveis
    • Biogás
    • Biomassa
    • Energia renovável
    • Usinas
  • Mundo Agro
    • Cooperativismo
    • Sustentabilidade
    • Tecnologia
  • Mercado
    • Clima
    • Economia
    • Geopolítica
    • Internacional
    • Negócios
    • Política e Governo
    • Transporte
  • Culturas
    • Algodão
    • Café
    • Cana de Açúcar
    • Fruticultura
    • Grãos
    • Milho
    • Pecuária
    • Soja
    • Trigo
  • Insumos agrícolas
    • Adubos e fertilizantes
    • Biológicos e Bioinsumos
    • Defensivos Agrícolas
    • Implementos Agrícolas
    • Irrigação
    • Máquinas agrícolas
  • Eventos Visão Agro
    • Vision Tech Summit – Indústria do Amanhã
    • Prêmio Visão Agro Brasil
    • Vision Tech Summit – Agro
    • Prêmio Visão Agro Centro – Sul
  • Em destaque
  • Leia mais

Todos os direitos reservados 2024 © A R EMPREENDIMENTOS COMUNICAÇÃO E EVENTOS LTDA – CNPJ: 05.871.190/0001-36