País ganha força principalmente com tratores de menor potência

Se nos tratores de menor potência a China está ganhando espaço, o movimento é ainda mais agressivo entre máquinas pesadas voltadas ao agronegócio.
Em 2025, as importações de máquinas agrícolas atingiram um recorde de 11 mil unidades, 17% acima do ano anterior. A China ficou em segundo lugar (atrás da Índia) com 3,9 mil unidades, e chamou atenção pelo forte crescimento em relação a 2024: a alta foi de 85,7%, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
O Grupo AIZ, de São José dos Pinhais (PR), passou a importar em 2025 equipamentos das chinesas Sinomach e TZCO, que começaram a chegar ao país no início de 2026. A empresa aposta em um portfólio que inclui escavadeiras de até 40 toneladas, tratores de esteira, motoniveladoras, pás carregadeiras e rolos compactadores.
Segundo Diego Vasconcelos, diretor comercial de linha amarela do grupo, o preconceito com máquinas chinesas tem perdido força à medida que fabricantes do país elevam a qualidade dos equipamentos e ampliam sua presença internacional. “Não existe mais aquele tabu em relação à máquina chinesa. Os fabricantes estão olhando para o Brasil, entendendo a demanda local e fazendo adaptações para atender o mercado brasileiro.”
O grupo trouxe mais de 300 máquinas para pronta entrega e tem 1.500 unidades em processo de importação. A expectativa é triplicar o volume de negócios até o segundo semestre de 2027.
Embora o foco da empresa sejam máquinas para terraplanagem e preparação de solo, Vasconcelos vê oportunidades no agronegócio. “A maior parte das vendas são para colheita mecanizada, pinus e eucalipto”, destaca.
A BDG Máquinas importou da China pouco mais de mil unidades para comercializar no primeiro semestre, com a expectativa de totalizar 1.800 unidades até o fim do ano. Tratores de 24 a 240 cavalos atendem principalmente as culturas de café, laranja e hortifruti, diz Ubiratan Sousa, diretor do grupo. “Os tratores YTO custam, em média, 30% abaixo dos modelos tradicionais do mercado”, diz.
Para Sousa, o mercado já mudou diante da chegada dos equipamentos chineses, com produtos de qualidade, economia de combustível e menor custo. “Isso já aconteceu no segmento de máquinas de construção, está acontecendo com os carros chineses, e agora também com os tratores”.
Por: Marcos Fantin | Fonte: Globo Rural
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